Saúde

Ministério da Saúde diploma 3.317 agentes comunitários e de combate às endemias no Amazonas

Publicado

Nesta quinta-feira (5), o Ministério da Saúde realizou, em Manaus (AM), a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente. No estado, foram diplomados 2.706 ACS e 968 ACE, um resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.

Durante a cerimônia, o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, afirmou a importância de investir nos trabalhadores do SUS. “A política pública só se realiza plenamente quando chega às pessoas. E ninguém chega mais perto do povo do que os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias. Investir na formação técnica desses trabalhadores é investir na defesa da vida, no fortalecimento do SUS e no cuidado cotidiano com a população. Essa formatura representa mais do que a entrega de certificados: simboliza o compromisso com o território, com o conhecimento local e com um sistema de saúde mais humano, preparado e presente, especialmente, nos desafios do Amazonas e da Amazônia”.

Leia mais:  Ministério da Saúde realiza I Seminário Nacional de Saúde Indígena e Mudanças Climáticas

O Mais Saúde com Agente tem como objetivo oferecer formação de nível técnico aos agentes comunitários e endêmicos de todo o país. A formação foi desenvolvida em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação.

O modelo de formação promove uma integração inédita entre os agentes comunitários e endêmicos, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde.

“O agente de saúde está onde muitas políticas públicas não conseguem chegar: nas realidades mais urgentes e mais difíceis do país. É por meio desse profissional que o poder público entra nos lares, nas comunidades, nas histórias de vida e, assim, garantir cuidado, presença e dignidade”, destacou o vice-presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), João Bosco.

Além do Ministério da Saúde, o programa conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).  

Leia mais:  Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

Mostra nacional

Nos dias 18 e 19 de março de 2026, ocorre em Brasília (DF) a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente. Serão apresentados 200 trabalhos de todas as regiões do país. As propostas terão dois autores principais e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal.

Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em web documentário, produzido pelo Conasems. 

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país

Publicado

Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

O Ministério da Saúde mantém estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

Leia mais:  No mês da Consciência Negra, programa inicia atividades para oferecer cuidado a populações vulnerabilizadas

Abastecimento contínuo em todo o país

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.

Quem deve se vacinar?

  • O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
Leia mais:  Ministério da Saúde disponibiliza painel público com informações sobre agrotóxicos em alimentos

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Cenário epidemiológico

A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Marcela Motta
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana