Saúde

Ministério da Saúde e Abramed renovam acordo para padronizar códigos de exames para laboratórios

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O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) anunciam um avanço significativo na saúde digital do país: a padronização de mais de 290 códigos de exames laboratoriais, essenciais para o diagnóstico e monitoramento de sete arboviroses prioritárias, incluindo dengue, Zika e chikungunya. A entrega é resultado de um acordo de cooperação entre as instituições, renovado nesta segunda-feira (24), com assinatura simbólica do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília (DF).

“A renovação dessa cooperação vai contar com esse foco de padronizar dados sobre surtos, epidemias, doenças endêmicas. A padronização nacional da linguagem dos dados é muito importante para reforçar o conceito da interoperabilidade, que entra em um novo ambiente de interação total de dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), há dois anos não tinha isso”, relembrou o ministro Alexandre Padilha.

A padronização garante que laboratórios públicos e privados falem a mesma “língua” ao enviar informações para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Com o uso do padrão internacional Logical Observation Identifiers, Names, and Codes (LOINC), a ação permite que um resultado de exame tenha o mesmo significado e código em qualquer parte do território nacional ou internacional.

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Padilha reforçou que a RNDS, além de virar decreto do presidente Lula virou lei pelo programa Agora Tem Especialistas. com aprovação do Congresso Nacional. “A obrigação dos gestores municipais, estaduais e dos hospitais que prestam serviços ao SUS e também da saúde suplementar de subirem os dados à rede está na lei. Então, vamos consolidando cada vez mais esse ambiente de dados e informação que é a grande riqueza que a gente tem”, afirmou.

Com essa modernização, o Ministério da Saúde pode mapear e rastrear casos de arboviroses com maior precisão e rapidez, ampliando a capacidade de resposta a epidemias. Além disso, a qualificação dos dados contribui para a tomada de decisão, permitindo que gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) direcionem recursos e políticas públicas de forma imediata e baseada em evidências para as áreas de maior risco.

“Integrar esses dados é permitir que tenhamos cada vez mais inteligência sobre o nosso sistema de saúde, o que acontece, planejar melhor, e prever situações de surtos, endemias com essa integração,” reiterou Alexandre Padilha.

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Além da tradução e validação dos códigos LOINC, este novo ciclo prevê a adoção nacional do novo Modelo Informacional de Resultados de Exames Laboratoriais (REL) da RNDS, regulamentada pela Portaria GM/MS Nº 8.276/2025. Isso garante que os dados gerados pelo SUS estejam qualificados na mesma nomenclatura para fortalecer a vigilância epidemiológica e a rastreabilidade das informações, elevando a capacidade do Brasil em se comunicar com as redes de saúde globais.

Continuidade da cooperação

A renovação do acordo entre o Ministério da Saúde e a Abramed aconteceu durante a celebração dos 15 anos da associação e reforça o compromisso das instituições com a inovação, a qualidade e a segurança em diagnósticos clínicos. A parceria permanece vigente até novembro de 2027. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Saúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas

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O Ministério da Saúde incluiu mais uma estratégia para aprimorar o acesso a cuidados especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) com a inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas. A medida, formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.306, visa fortalecer a atenção a pessoas vivendo com HIV e/ou aids que demandam avaliação diagnóstica e acompanhamento integrado. 

As Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), que compõem o programa Agora Tem Especialistas, já contemplam seis especialidades – cardiologia, ginecologia, oftalmologia, oncologia, ortopedia e otorrinolaringologia, expandindo agora seu escopo para incluir a infectologia. As OCI são um conjunto de procedimentos que abrangem consultas, exames e tecnologias de cuidado, desenhados para proporcionar uma atenção oportuna e de qualidade, concluindo etapas importantes na linha de cuidado ou na condução de agravos específicos de rápida resolução, seja de diagnóstico ou de tratamento, otimizando o fluxo na Rede de Atenção à Saúde. 

Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, destaca que a inclusão da infectologia no Programa Agora Tem Especialistas representa um importante avanço para ampliar o acesso à atenção especializada no SUS.

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 “Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estamos fortalecendo a capacidade do SUS de oferecer atendimento mais rápido, integrado e resolutivo às pessoas que vivem com HIV/aids e necessitam de acompanhamento especializado. A implementação da OCI de Infectologia permitirá ampliar o acesso a consultas, exames diagnósticos e tratamentos, garantindo maior agilidade no cuidado e melhores resultados em saúde. Essa iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a ampliação do acesso à atenção especializada, a redução do tempo de espera e o fortalecimento de um SUS cada vez mais humano, eficiente e resolutivo”, afirma Sales.

Por sua vez, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), Mariângela Simão, afirmou a importância da iniciativa para que o Brasil continue a ser um país livre da transmissão vertical do HIV.  “A vigilância em saúde é fundamental para o controle de doenças infecciosas. Ao integrar a infectologia no programa, fortalecemos a capacidade do SUS de identificar precocemente e manejar adequadamente as condições que afetam a população. Esta ação reforça nossa estratégia de prevenção e cuidado, contribuindo para a redução da morbidade e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, complementou a secretária. 

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A inclusão da infectologia permitirá a realização de procedimentos diagnósticos e de avaliação especializada para a investigação clínica e definição diagnóstica de pessoas vivendo com HIV e/ou aids em situação de imunossupressão. Os critérios de elegibilidade para esses procedimentos incluem o diagnóstico de infecção pelo HIV, a presença de sinais e sintomas compatíveis com síndromes clínicas específicas e o encaminhamento realizado pela Atenção Primária à Saúde ou Serviços de Atenção Especializada, de acordo com protocolos de regulação local. 

A Portaria SAES/MS nº 4.306 detalha a inclusão destas OCI na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS, assegurando a correta identificação e registro dos atendimentos para monitoramento e avaliação da produção assistencial.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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