Saúde

Ministério da Saúde lança novo painel de vacinação contra a Influenza

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O Ministério da Saúde apresentou nesta segunda-feira (24/11) o novo Painel da Vacinação contra a Influenza, uma ferramenta que reúne informações sobre o quantitativo de doses aplicadas, cobertura vacinal, período de aplicação, categorias, grupos prioritários, estabelecimentos de saúde, entre outros dados das regiões contempladas. A iniciativa amplia o acesso a informações estratégicas para gestores, profissionais de saúde e para a população, fortalecendo as ações de vacinação.

Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, “o painel fortalece a capacidade de resposta do SUS, garantindo que a vacinação anual cumpra seu papel de proteger os grupos mais vulneráveis. A interoperabilidade dos dados e a visão integrada que o painel oferece são fundamentais para orientar ações estratégicas e assegurar que a imunização alcance toda a população prioritária”.

Além disso, as abas “Doses Aplicadas” e “Cobertura” passam a ser exibidas separadamente e de forma mais estruturada, com apresentação adequada conforme a seleção escolhida. O detalhamento por data de aplicação assume posição central quando selecionada a opção de doses aplicadas, oferecendo uma visão temporal mais clara e reforçando o compromisso assumido pelo Governo Federal com a transparência e a qualificação contínua das informações de saúde disponibilizadas. O novo painel passa a integrar o Menu Vacinação do Calendário Nacional, permitindo ao usuário selecionar diretamente a estratégia vigente ou de anos anteriores em uma única página. As informações que antes eram apresentadas separadamente por campanhas, anos e regiões passam agora a compor um ambiente unificado.

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Importância para a Saúde Pública

Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública graças à vacinação da população. Poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são exemplos de enfermidades que marcaram gerações e que hoje estão controladas.

A estratégia de vacinação contra a influenza tem como objetivo reduzir internações, complicações e óbitos na população prioritária. A vacinação anual é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus no ambiente.

O painel reforça o compromisso da pasta com a transparência e com decisões orientadas por evidências, demonstrando mais uma vez a atuação integrada entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), por meio do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas), e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), representada pelo Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (DPNI). Essa parceria tem ampliado e qualificado os instrumentos de monitoramento das ações de imunização no país.

Gestão Orientada por Dados com Monitoramento Inteligente

A disponibilização de dados detalhados sobre doses aplicadas e cobertura vacinal permite que gestores identifiquem rapidamente os territórios com maior necessidade de intervenção. “Essa visão integrada fortalece o planejamento das campanhas contra a influenza, otimiza a alocação de recursos e amplia a capacidade de resposta do SUS”, comentou Paulo Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde. O painel é mais um resultado do esforço conjunto para qualificar o monitoramento da vacinação no país.

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Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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