Saúde

Ministério da Saúde oferece curso EaD sobre vigilância de vírus respiratórios

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Estão abertas 200 vagas para o Curso EaD de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios, oferecido pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Ceará. O curso é gratuito e destinado a profissionais de saúde todo Brasil. As inscrições vão até dia 27 de agosto.

De acordo com a secretária de vigilância de Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, outras 1000 vagas já foram preenchidas por profissionais que atuam na Rede de Vigilância em Saúde do país. “Abrimos o curso primeiro para os profissionais de nossa rede e agora ampliamos para demais interessados. Nosso objetivo é deixar a rede cada vez mais sensível e capaz de se preparar e até evitar emergências por vírus respiratórios”, afirmou.

O treinamento é realizado pela plataforma online da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS).  As aulas incluem vigilância da covid-19, da influenza, do vírus sincicial respiratório, entre outros, desde os conceitos da doença até os fluxos no serviço da vigilância. Temas como sistemas de informação, análises de dados, diagnóstico, imunização, tratamento, análises complementares dos vírus, preparação e resposta para possíveis pandemias, abordagem de “Uma Só Saúde”, influenza aviária e comunicação, também serão abordados.

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O curso é autoinstrucional e possui cinco trilhas educativas, direcionada a públicos diferentes de trabalhadores da saúde, conforme o perfil e a necessidade da rotina de trabalho. Ao final de cada trilha, o cursista pode emitir o certificado na própria plataforma do curso. A carga horária das trilhas varia de 50 a 100 horas, uma vez que, em algumas trilhas, há unidades de estudo optativas. A trilha completa, com 100h, possui 22 unidades, com previsão de conclusão em três meses, caso o cursista dedique em torno de sete horas semanais.

O conteúdo foi produzido pelo Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Nuteds/Famed/UFC) e conta com o apoio dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (Centers for Disease Control and Prevention – CDC/Atlanta-EUA) e da Rede de Programas de Treinamento em Epidemiologia e Intervenções de Saúde Pública (TEPHINET), também sediada em Atlanta, nos Estados Unidos.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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