Saúde

Ministério da Saúde orienta uso do Fomepizol no tratamento de intoxicação por metanol

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O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 127/2025 com orientações atualizadas sobre o uso do Fomepizol 1 g/mL no tratamento de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Destinada a gestores e profissionais da rede de urgência e emergência, a publicação reúne recomendações clínicas, indicações terapêuticas e diretrizes para garantir o acesso oportuno ao antídoto em serviços estratégicos do sistema.

A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave, frequentemente associada ao consumo de bebidas adulteradas, e pode levar rapidamente a quadros de acidose metabólica severa, distúrbios neurológicos e visuais e até ao óbito. O fomepizol atua como antídoto ao inibir a formação de metabólitos tóxicos no organismo, interrompendo a progressão do quadro e reduzindo significativamente os riscos de complicações. Sua utilização representa um avanço importante na resposta clínica a esse tipo de intoxicação, oferecendo aos serviços de saúde uma alternativa terapêutica segura, eficaz e de fácil aplicação.

Para o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, a disponibilização do antídoto e a definição de protocolos claros fortalecem a capacidade de resposta do SUS frente a esse tipo de emergência. “O fomepizol representa uma ferramenta essencial no manejo clínico das intoxicações por metanol, garantindo maior eficácia no tratamento e ampliando as chances de recuperação dos pacientes. Ao orientar a rede sobre o uso correto do medicamento, damos um passo importante para salvar vidas e reduzir complicações graves decorrentes dessa intoxicação”, afirma.

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A eficácia do medicamento, aliada ao baixo potencial de efeitos adversos e ao perfil de eliminação prolongada, faz do fomepizol uma opção terapêutica segura e eficiente. O documento destaca que o tratamento deve sempre ser acompanhado de medidas de suporte clínico — como hidratação e correção de distúrbios metabólicos — e pode ser associado à hemodiálise nos casos mais graves.

O documento também reforça a importância da organização da rede assistencial para assegurar resposta rápida aos casos de intoxicação. A distribuição do antídoto deve priorizar hospitais com leitos de UTI e suporte dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), além de unidades sem UTI com apoio remoto especializado e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h), que podem realizar a administração inicial antes da transferência do paciente.

Ao publicar a Nota Técnica nº 127/2025, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso com a qualificação da resposta clínica às intoxicações por metanol — um desafio de saúde pública que exige atuação ágil, integrada e segura. O uso adequado do fomepizol, aliado a protocolos bem estruturados e a uma rede articulada de atendimento, é fundamental para salvar vidas e fortalecer o papel do SUS na proteção da população.

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Quer saber mais? Acesse a íntegra da Nota Técnica nº 127/2025

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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