Turismo

Ministério do Turismo destina R$ 2 milhões para o “São João” de Campina Grande (PB)

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou nesta quinta-feira (14), em visita a Campina Grande (PB), a destinação de R$ 2 milhões para a festa de São João da cidade, a maior do Brasil.

A iniciativa do Ministério do Turismo fortalece a infraestrutura e a promoção do evento, que neste ano marca os 40 anos do Parque do Povo, o “Quartel General do Forró”, palco do festejo junino. Durante 33 dias (3 de junho a 5 de julho), a celebração terá nomes como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.

O ministro Gustavo Feliciano afirmou que a destinação dos recursos busca potencializar a capacidade do São João de valorizar a identidade brasileira e de impactar positivamente a economia local, com grandes reflexos na geração de emprego, renda e inclusão social.

“Esse investimento do governo do presidente Lula é um reconhecimento à grandeza de Campina Grande e à força da cultura nordestina. Não se trata apenas de uma festa, mas de uma gigantesca indústria que proporciona diversas oportunidades de trabalho a milhares de famílias”, enfatizou Feliciano.

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Em 2025, os festejos juninos de Campina Grande receberam cerca de 3,2 milhões de visitantes e movimentaram mais de R$ 740 milhões, segundo a Prefeitura Municipal. Na edição de 2026, a expectativa é de que o evento injete R$ 800 milhões na economia local, com um público de 3,5 milhões de pessoas.

“O apoio do Ministério do Turismo garante que benefícios do evento cheguem a todos: ao público, ao artesão, ao vendedor ambulante e à hotelaria, convertendo tradição em dignidade social. Estamos aqui para garantir que essa engrenagem de cultura e desenvolvimento continue com força total”, completou o ministro.

As comemorações de São João figuram entre os eventos que mais impulsionam a economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em movimentação financeira. No ano passado, os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, conforme projeções do Ministério do Turismo.

São João como produto turístico

O investimento integra esforços do Ministério do Turismo no sentido de divulgar as celebrações e atrair mais visitantes. No último mês de março, em parceria com a Embratur, a pasta fez uma ação inédita na capital argentina, levando a Buenos Aires grupos de Campina Grande e de outras cidades nordestinas para se apresentarem no Obelisco, um dos principais atrativos turísticos locais.

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Reforço para celebrações na Paraíba

Além do apoio ao São João de Campina Grande, o ministro Gustavo Feliciano vai anunciar nesta sexta-feira (15), em João Pessoa (PB), recursos para os festejos juninos de mais de 70 municípios da Paraíba.

A iniciativa do Governo do Brasil busca ampliar a atração de público aos eventos e os reflexos econômicos e sociais das celebrações nas várias cidades paraibanas que os organizam.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mata Atlântica: Patrimônio Mundial reúne florestas, cavernas e ilhas entre São Paulo e Paraná

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Entre montanhas cobertas pela Mata Atlântica, rios, cachoeiras, cavernas, manguezais, estuários e ilhas, um conjunto de áreas protegidas, entre São Paulo e Paraná, conserva algumas das paisagens mais diversas do bioma. São as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco.

O sítio reúne 25 áreas protegidas que, juntas, somam cerca de 470 mil hectares. O território se estende da Serra do Mar à planície costeira e inclui ambientes que vão das áreas de montanha ao complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá, formando um grande corredor de biodiversidade.

Reconhecidas como Patrimônio Mundial em 1999, as reservas abrigam espécies raras e típicas da região e algumas das maiores áreas preservadas da Mata Atlântica do Brasil. Para o visitante, essa diversidade se traduz em diferentes experiências de turismo de natureza, com trilhas, cavernas, cachoeiras, praias, ilhas e áreas de observação da fauna e da flora.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste pela importância de suas paisagens, biodiversidade e processos ecológicos. A região conserva um dos maiores conjuntos contínuos de Mata Atlântica associados a ecossistemas costeiros, em uma área que vai das montanhas ao mar.

A riqueza natural aparece também nos números. Em algumas áreas, podem ser encontradas mais de 450 espécies de árvores por hectare. A região abriga cerca de 120 espécies de mamíferos e 350 espécies de aves, além de animais ameaçados de extinção, como a onça-pintada e o muriqui-do-sul – espécie de macaco nativa da Mata Atlântica e um dos maiores primatas das Américas.

Outro destaque está no patrimônio geológico. O território possui mais de 300 cavernas, além de rios, cachoeiras, manguezais, estuários e ilhas costeiras. Essa combinação de ambientes foi um dos fatores considerados para a inclusão das reservas na Lista do Patrimônio Mundial.

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O que fazer

Como o patrimônio abrange diferentes áreas de São Paulo e Paraná, os passeios variam conforme a região escolhida. Entre as experiências estão:

  • Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em São Paulo: trilhas, rios, cachoeiras e algumas das cavernas mais conhecidas da região, como a Caverna de Santana.

  • Caverna Casa de Pedra, em São Paulo: conhecida pelo enorme pórtico de entrada, que chega a 215 metros de altura.

  • Região de Cananéia, em São Paulo: Mata Atlântica, manguezais, estuários e ilhas, com passeios de barco e oportunidades de observação da natureza.

  • Ilha do Cardoso, em São Paulo: praias, trilhas, manguezais e áreas preservadas de Mata Atlântica.

  • Região de Guaraqueçaba, no Paraná: áreas de floresta, manguezais, baías e comunidades tradicionais em uma das porções mais preservadas do litoral paranaense.

  • Complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá: ilhas, canais, manguezais e outros ambientes costeiros, que ajudam a explicar a diversidade natural do patrimônio.

Quando visitar

As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste podem ser visitadas durante todo o ano, mas as condições variam de acordo com a área e o tipo de passeio.

  • Outono e inverno: temperaturas mais amenas podem favorecer trilhas e atividades ao ar livre em diferentes áreas do patrimônio.

  • Primavera e verão: a vegetação fica ainda mais exuberante, mas o período também pode registrar maior volume de chuvas.

  • Passeios em cavernas, trilhas e unidades de conservação: é importante consultar previamente as regras de visitação, horários, necessidade de guias e condições de acesso de cada área.

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Como o patrimônio se espalha por diferentes municípios e unidades de conservação, o ideal é escolher previamente qual região será visitada e organizar o roteiro a partir dela.

Como chegar

As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste estão distribuídas pelos estados de São Paulo e Paraná, por isso não há um único ponto de acesso ao patrimônio.

Em São Paulo, algumas das principais áreas podem ser acessadas a partir das regiões do Vale do Ribeira e do litoral sul. Para quem pretende conhecer o PETAR, por exemplo, os municípios de Iporanga e Apiaí estão entre as principais bases para a visita. Já Cananéia é um dos pontos de partida para conhecer áreas costeiras e insulares.

No Paraná, o litoral e a região de Guaraqueçaba concentram parte das áreas protegidas. Curitiba pode funcionar como uma das principais portas de entrada para quem chega de avião ao estado, enquanto São Paulo oferece conexão com os destinos paulistas.

Como os acessos mudam conforme a unidade de conservação escolhida, é recomendável consultar as condições das estradas, horários de funcionamento e regras específicas antes da viagem.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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