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Ministérios avançam na definição de diretrizes para a elaboração do mapa do caminho para a transição energética justa

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Os ministérios de Minas e Energia (MME), Fazenda (MF), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Casa Civil da Presidência da República estão na fase final das tratativas sobre a proposta de resolução que estabelece diretrizes para a elaboração do mapa do caminho para a transição energética justa e planejada, redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis e propostas de mecanismos de financiamento para a transição.

A consolidação da proposta de resolução ocorre após reuniões técnicas e ministeriais entre as pastas envolvidas. O conteúdo da proposta será tornado público após a deliberação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A medida foi determinada por um despacho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado em 8 de dezembro de 2025, que pediu aos ministérios a construção de uma proposta a ser submetida ao CNPE.

A determinação do Presidente veio logo após o término da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém do Pará. Durante a Conferência, o tema do mapa do caminho foi debatido entre os países participantes.

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Por meio do despacho presidencial, o Brasil demonstra e reafirma mais uma vez o seu papel de liderança sobre o tema da mitigação da mudança do clima e de adaptação aos seus efeitos adversos, ao passo em que busca a segurança energética nacional e considera os aspectos econômicos, tecnológicos e geopolíticos inerentes.

Trata-se de mais uma contribuição brasileira para uma transição energética justa e planejada, com vistas à redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis no âmbito do compromisso coletivo assumido pelos países na COP28, como parte do Balanço Global do Acordo de Paris.

As diretrizes para a elaboração do mapa do caminho devem ser estabelecidas por meio de proposta de resolução a ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), cujo conteúdo também versará sobre o processo de elaboração do referido mapa.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado de algodão mantém preços firmes apesar de baixa movimentação e retração nas exportações

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O mercado físico de algodão encerrou a semana com pouca movimentação, mas mantendo preços firmes nas principais praças do país. Segundo levantamento da Safras Consultoria, houve alguma procura de tradings por posições de entrega em 30 dias, enquanto produtores demonstraram interesse e flexibilidade nas negociações.

Por outro lado, a indústria têxtil doméstica manteve um comportamento cauteloso, com compras pontuais e volumes reduzidos. Mesmo assim, as cotações internas permaneceram estáveis ou levemente mais altas, contrariando a tendência de baixa observada na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

Preços internos seguem firmes nas principais praças

De acordo com a Safras, o algodão posto em São Paulo foi negociado a cerca de R$ 3,53 por libra-peso, o mesmo patamar da semana anterior. Em Rondonópolis (MT), a pluma foi cotada a R$ 109,88 por arroba, equivalente a R$ 3,32 por libra-peso, registrando leve alta de 0,24% frente à semana anterior, quando o preço estava em R$ 109,62 por arroba.

Esses números indicam resistência nos preços internos, mesmo diante da pressão internacional negativa sobre as cotações futuras.

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Exportações de algodão recuam em janeiro, aponta Secex

As exportações brasileiras de algodão totalizaram 316,8 mil toneladas em janeiro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma média diária de 15,08 mil toneladas embarcadas, gerando receita total de US$ 489,1 milhões — equivalente a US$ 23,29 milhões por dia.

Na comparação com janeiro de 2025, houve uma queda de 23,8% no volume diário exportado e recuo de 31,2% na receita média diária (US$ 32,31 milhões em 2025).

A retração nas exportações reflete um mercado internacional mais competitivo, com maior oferta de algodão norte-americano e demanda externa mais moderada no início de 2026.

Safra 2025/26 em Mato Grosso deve ser menor, indica Imea

A safra de algodão 2025/26 em Mato Grosso deverá apresentar redução na área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A nova estimativa aponta 1,42 milhão de hectares plantados, queda de 0,83% em relação ao levantamento anterior e de 8,06% frente à safra 2024/25.

O relatório divulgado em 2 de fevereiro mostra que o movimento reflete a intenção dos produtores de reduzir o cultivo devido ao aumento dos custos de produção e às margens de lucro mais apertadas em comparação à temporada anterior.

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Apesar da retração na área, o Imea destaca que a semeadura está mais adiantada do que no ciclo passado: mais de dois terços da área projetada foi plantada dentro da janela ideal, índice superior aos 53,48% observados em 2024/25.

Produtividade menor deve reduzir volume total da safra

Em relação à produtividade, o Instituto manteve a metodologia baseada na média ponderada das últimas safras, projetando um rendimento de 290,88 arrobas por hectare — queda de 7,69% em comparação ao ciclo anterior.

Com a redução da área plantada e o menor rendimento esperado, a produção de algodão em caroço foi estimada em 6,21 milhões de toneladas, retração de 15,13% em relação à safra 2024/25. Já a produção de pluma deve atingir 2,56 milhões de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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