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Ministro André de Paula participa da abertura oficial da Feira Brasil na Mesa, nesta quinta-feira (23)

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participa, nesta quinta-feira (23), a partir das 10h, da abertura oficial da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), integrando a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Também estarão presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; os ministros Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Leonardo Barchini, da Educação; Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais; além de demais autoridades.

A feira reúne produtores, pesquisadores, gestores públicos e o público em geral em torno da valorização da diversidade de alimentos produzidos no país e das oportunidades associadas à sociobiodiversidade brasileira.

Realizada de 23 a 25 de abril, a programação apresenta iniciativas voltadas à promoção da agricultura familiar, da ciência e das políticas públicas ligadas ao setor agroalimentar. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participa da agenda técnica com especialistas que apresentarão ações relacionadas à promoção comercial, à ampliação de mercados e ao fortalecimento da sanidade agropecuária.

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O público poderá acompanhar degustações, feira de produtores, atividades culturais e demonstrações culinárias com ingredientes da biodiversidade brasileira. Entre as atrações estão a Estação das Delícias Brasileiras, a Feira dos Sabores e a Cozinha Show, com chefs preparando receitas ao vivo com alimentos nativos do país.

SERVIÇO:

Abertura oficial da Feira Brasil na Mesa
Data: 23 a 25 de abril
Abertura oficial: quinta-feira – 23/04 – às 10h
Horário da feira:
23/04 – 13h às 18h
24/04 e 25/04 – 9h às 18h
Local: Embrapa Cerrados – Planaltina (DF)

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Profissionais de imprensa interessados em cobrir o evento devem solicitar o credenciamento diário no Sistema da Presidência da República. Também será aceita a credencial anual do Planalto.

Programação: www.embrapa.br/feira-brasil-na-mesa

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde

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A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.

Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.

Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade

Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.

O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).

Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.

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Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre as diretrizes estão:

  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Modernização da indústria do setor
  • Melhorias na infraestrutura logística
  • Estímulo à inovação tecnológica

Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.

Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões

Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.

Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.

Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala

Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.

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A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.

Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo

Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.

No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.

Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro

Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.

No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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