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Ministro André de Paula participa de aula presencial do curso Multiplicadores Aquícolas em Recife

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O Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, participou nesta sexta-feira (28), em Recife (PE), da 13ª aula presencial do curso Multiplicadores Aquícolas, realizada na Superintendência Federal de Aquicultura e Pesca. A atividade reuniu alunos, servidores e representantes locais para celebrar mais uma etapa do programa nacional de formação em aquicultura.

Durante a agenda, também foram entregues certificados aos participantes que concluíram o curso, iniciativa idealizada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com instituições acadêmicas e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“São momentos como esse que fazem tudo valer a pena”, diz ministro André de Paula

Em sua fala, o ministro destacou a importância da formação continuada e o impacto direto do curso na trajetória dos participantes. “Esse curso eu fiz muita questão de ouvir, porque eu queria ouvir a observação que ele faria sobre a importância de ter participado desse evento. E eu fico feliz de ter ouvido o que ouvi. Ele disse que passou um tempão sem estudar, mas de repente resolveu estudar o tempo inteiro. Começou a falar dos cursos que fazia e eu já fiquei muito impressionado. São momentos como esse que fazem tudo valer a pena. Às vezes, a gente se aperreia com os problemas. Eu digo sempre que quem está no governo governa com os problemas que imaginava que iam existir, e com os problemas que surgem todos os dias, que você nem pensava.”, afirmou André de Paula.

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O ministro reforçou que o Multiplicadores Aquícolas é um instrumento estratégico para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer o setor, especialmente nas regiões onde o acesso à formação é mais limitado.

Novos módulos para 2026: bioeconomia e inovação

Durante a aula, o MPA anunciou que, a partir de 2026, o curso Multiplicadores Aquícolas contará com dois novos módulos: bioeconomia e inovação. O conteúdo será desenvolvido em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o SEBRAE, ampliando a abordagem formativa e trazendo temas atuais que dialogam com o desenvolvimento sustentável da aquicultura.

Para acessar os novos conteúdos, os alunos devem concluir o curso até o fim de 2025, garantindo a transição para a nova etapa de forma organizada. A inclusão dos módulos permitirá que os estudantes iniciem o próximo ano “com o pé direito”, aprofundando conhecimentos e se preparando para atuar em um setor cada vez mais tecnológico e diverso.

Curso leva formação para regiões de difícil acesso

A secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou o alcance e a relevância do Multiplicadores Aquícolas, especialmente para estudantes que vivem longe dos grandes centros. “A gente está aqui em Recife para realizarmos a 13ª aula do curso Multiplicadores Aquícolas. É uma aula presencial que conta com a presença do ministro André de Paula e do nosso superintendente federal, José Tenório. A entrega de certificados é um momento especial, porque esse é um curso bastante importante, pensado para chegar em regiões onde o acesso é mais complicado”, disse.

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Fernanda explicou que o conteúdo aborda as principais cadeias aquícolas do país. “É um curso que fala sobre ranicultura, piscicultura de corte, piscicultura ornamental, malacocultura e algicultura. Então é uma formação bem completa e inclusiva”, afirmou.

Sobre o curso

O Multiplicadores Aquícolas é gratuito, ofertado em formato EaD, e foi desenvolvido pelo MPA em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O objetivo é formar profissionais aptos a atuar na disseminação de boas práticas e no fortalecimento produtivo da aquicultura brasileira.

Clique aqui e saiba mais sobre o curso Multiplicadores Aquícolas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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