Educação

Ministro Camilo Santana visita escola em Crateús (CE)

Publicado

O Ministério da Educação (MEC) realizou, neste sábado, 7 de março, uma visita à Escola de Cidadania Hilda Soares Mourão, no Distrito de Queimadas, na zona rural de Crateús (CE). A visita integra uma série de viagens que o ministro da Educação, Camilo Santana, está fazendo pelo Brasil para visitar obras de escolas, universidades e institutos federais, com o intuito de conhecer de perto a realidade local e suas necessidades. Na ocasião, o ministro participou de um almoço com os alunos e plantou uma árvore nas dependências da escola. 

“Essa obra ficou 13 anos parada e agora nós conseguimos entregar uma unidade educacional equipada e moderna para que jovens e crianças tenham as melhores condições de aprendizagem”, afirmou Santana. “Além disso, em Crateús, também inauguramos uma creche e uma escola de tempo integral com 13 salas para melhor atender jovens e crianças. O MEC tem trabalhado para garantir que todas as obras que estavam paradas sejam retomadas e concluídas, porque só com investimentos na educação podemos construir um país mais justo e desenvolvido”. 

O MEC tem trabalhado para garantir que todas as obras que estavam paradas sejam retomadas e concluídas, porque só com investimentos na educação podemos construir um país mais justo e desenvolvido.” Camilo Santana, ministro da Educação 

A unidade funciona em tempo integral e pode atender até 360 estudantes. Originalmente pactuada em 2014, no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR 2), a escola recebeu recursos de mais de R$ 1 milhão disponibilizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Apesar de a construção ter sido iniciada naquele ano, passou por várias fases de paralizações, retomando a execução em novembro de 2023, com 55,96%. A obra foi concluída em outubro de 2025. 

Leia mais:  MEC inicia avaliação do PNLD com formação de professores

A Escola de Cidadania Hilda Soares Mourão conta com infraestrutura moderna, com seis salas de aula, incluindo salas pedagógicas destinadas à leitura e informática, além de banheiros, direção, secretaria, cozinha, refeitório, lavanderia e depósitos. A escola está preparada para atender inicialmente 105 alunos em tempo integral, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, mas atenderá futuramente 360 estudantes. O colégio contribuirá no atendimento da demanda educacional do Distrito de Queimadas e ampliará as oportunidades de acesso à educação para a comunidade local. 

Investimentos – Além da Escola de Cidadania Hilda Soares Mourão, no Distrito de Queimadas, outras duas escolas de Crateús receberam recursos do MEC por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras. São elas a Escola Estadual de Ensino Profissional (EEEP) Manoel Mano e uma creche/pré-escola, localizada no Distrito de Ibiapaba. 

A EEEP Manoel Mano recebeu um investimento total de R$ 11,3 milhões, incluindo recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) de R$ 7,5 milhões. A escola está preparada para atender inicialmente até 540 alunos em tempo integral, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. A unidade possui infraestrutura moderna com salas pedagógicas destinadas à leitura e informática, além de banheiros, área administrativa (direção e secretaria), cozinha, refeitório, lavanderia e depósitos. 

Leia mais:  Divulgada lista de experiências inscritas em edital

Já a obra da creche/pré-escola, localizada no Distrito de Ibiapaba, tem recursos no valor de mais de R$ 3,4 milhões do Novo PAC. Quando concluída, a unidade terá capacidade para atender até 276 crianças em dois turnos, nos segmentos da educação infantil e dos anos iniciais.  Construída para ampliar o acesso à educação para as famílias de Ibiapaba e região, a creche contará com infraestrutura moderna, composta por dez salas, incluindo ambientes pedagógicos, banheiros, direção, secretaria, cozinha, refeitório, lavanderia e depósitos. O projeto também prevê um pátio coberto e playground, garantindo espaços adequados para atividades pedagógicas e recreativas. 

Agenda – A agenda do ministro no Ceará também contou com uma visita à Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, na manhã deste sábado (7), para inauguração do bloco de laboratórios multiusuários, do restaurante estudantil e da biblioteca. Na ocasião, ele assinou ordem de serviço para construção das estruturas acadêmicas do Curso de Odontologia. Às 11h, ele participou da inauguração da Casa do Cidadão do Governo do Estado do Ceará. 

Resumo | Mais educação para o Ceará 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)  

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

Publicado

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

Leia mais:  PET: divulgado resultado final da seleção de auditores

As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

Leia mais:  MEC investiu mais de R$ 244,9 milhões em EPT em São Paulo

Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana