Saúde

Ministro celebra avanços na redução da Aids no Brasil e defende tratamento de baixo custo e transferência de tecnologia para prevenção do HIV

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, celebrou nesta sexta-feira (7), durante reunião da UNITAID sobre o medicamento Lenacapavir no âmbito do G20, realizada na África do Sul, a resposta brasileira ao HIV/Aids como referência global, baseada em evidências científicas, respeito aos direitos humanos, participação social e combate ao estigma e à discriminação.

“Este ano, ao comemorarmos 40 anos da resposta do Brasil à Aids, estamos muito orgulhosos de ter alcançado avanços significativos na eliminação da transmissão vertical do HIV, atingindo taxas tão baixas que permitiram ao país solicitar, em junho, a certificação internacional dessa eliminação”, afirmou o ministro.

Padilha destacou que o Brasil conta atualmente com mais de 70 mil novos usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), beneficiando cerca de 140 mil brasileiros. “Isso está alinhado à nossa meta de eliminar a transmissão do HIV e da Aids como desafio de saúde pública até 2030”, ressaltou.

A PrEP é oferecida gratuitamente pelo SUS como parte da estratégia de prevenção combinada, que inclui também o uso de preservativos, testagem para HIV e tratamento de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

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O Lenacapavir é um antirretroviral injetável de ação prolongada, considerado uma inovação promissora para a PrEP, mas que ainda apresenta alto custo no mercado.

Em sua intervenção, o ministro ressaltou a importância da inovação, mas alertou para o desafio dos preços praticados. “Nenhuma inovação pode ser verdadeiramente transformadora se permanecer fora do alcance de quem mais precisa. Não podemos ignorar o desafio imposto pelos preços de mercado — muitas vezes excessivos — que colocam em risco a sustentabilidade das políticas públicas e perpetuam desigualdades no acesso”, afirmou.

Padilha mencionou que foi anunciado um acordo de licenciamento voluntário que permitirá a países de baixa e média renda adquirir o medicamento por cerca de US$ 40 por ano. No entanto, o Brasil — assim como grande parte da América Latina — ficou de fora dessa iniciativa, mesmo tendo participado dos ensaios clínicos de eficácia, uso e implementação.

Apesar disso, o ministro reafirmou o compromisso brasileiro com o avanço científico e o acesso equitativo. “O Brasil mantém seu firme compromisso com o progresso científico e com o desenvolvimento de soluções que promovam transparência, sustentabilidade e equidade no acesso global às inovações em saúde. Estamos avançando em estudos de implementação, inclusive liderados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”, destacou.

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Padilha ressaltou ainda a expectativa de que a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, criada pelos ministros da Saúde do G20, avance em parceria com a UNITAID nesse debate.

“Essa experiência reforça que a cooperação global é essencial para investir no Lenacapavir e em outras tecnologias inovadoras, ampliando o acesso das populações mais vulneráveis e garantindo que a inovação seja acessível, equitativa e sustentável”, concluiu.

Acesse o discurso do ministro Alexandre Padilha 

Mariana Bertolo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

21ª Mostra “Brasil, Aqui Tem SUS” reúne experiências municipais que fortalecem a saúde pública

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A 21ª Mostra “Brasil, Aqui Tem SUS” reuniu, em Porto Alegre (RS), experiências desenvolvidas por municípios de todas as regiões do país com foco no fortalecimento da gestão e da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). Realizada durante o 39º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a iniciativa teve como objetivo promover o intercâmbio de práticas já implementadas, incentivar soluções inovadoras e ampliar a disseminação de estratégias que contribuam para a organização das redes de atenção à saúde.

Para o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, a qualificação dos profissionais e o compartilhamento das experiências desenvolvidas nos municípios contribuem para o aprimoramento das políticas públicas. “As experiências apresentadas pelos municípios são uma referência para o desenvolvimento das políticas nacionais de saúde. É a partir dessas iniciativas que surgem soluções construídas nos territórios e que podem orientar o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas no SUS”, concluiu.

Organizada pelo Conasems, a edição deste ano selecionou 397 experiências, sendo 355 desenvolvidas por municípios e pelo Distrito Federal e outras 42 apresentadas pelos Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). As apresentações ocorreram nos dias 12 e 13 de julho, em sessões de até dez minutos, avaliadas por especialistas a partir de critérios como relevância, inovação, aplicabilidade, resultados alcançados e qualidade da apresentação oral.

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Ao longo da programação, foram apresentados trabalhos que abordam diferentes desafios enfrentados pelos serviços de saúde, incluindo estratégias para redução de filas, qualificação da atenção primária, telemedicina, organização da regulação, ampliação do acesso a terapias especializadas, cuidado às pessoas com doenças crônicas, saúde da mulher, saúde da criança, atenção domiciliar, cuidados paliativos e iniciativas voltadas à inclusão e à humanização do atendimento.

A cerimônia de reconhecimento das experiências ocorreu no dia 14, durante a programação do congresso. Além da premiação geral, com a entrega de medalhas e certificados aos trabalhos mais bem avaliados, a Mostra também contemplou reconhecimentos temáticos e selecionou as experiências com maior pontuação de cada estado para integrarem a série “Webdoc Brasil, Aqui Tem SUS”, iniciativa do Conasems voltada à divulgação de práticas desenvolvidas nos municípios e ao compartilhamento de experiências que podem inspirar outras localidades.

A relação de premiados será divulgada pelo Conasems.

Insulinoterapia

Ainda na cerimônia, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, em parceria com o Conasems, anunciou a abertura das inscrições para o curso autoinstrucional de apoio à implementação da insulina glargina no SUS.

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A capacitação é voltada para médicos, enfermeiros e farmacêutico, na modalidade de educação a distância (EaD). Com início previsto para agosto, o curso é estruturado em três módulos, distribuídos ao longo de 13 disciplinas.

Para realizar a inscrição acesse a página.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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