Saúde

Ministro da Saúde participa de cerimônia da Funasa para instalação de mais de 20,9 mil cisternas em 498 municípios do Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (17), da cerimônia promovida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios brasileiros. Com investimento superior a R$ 250 milhões, a iniciativa beneficiará mais de 20 mil famílias e representa uma das maiores ações recentes de promoção da segurança hídrica no Semiárido brasileiro. Durante o evento, também tomou posse o novo presidente da Funasa, Lenildo Morais.

Ao destacar a importância da iniciativa, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que o acesso à água de qualidade é fundamental para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. “Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, exigindo novos desafios para o saneamento. A Funasa tem um papel histórico no combate às doenças relacionadas à falta de saneamento e, agora, contribui para garantir água de qualidade e mais segurança às populações vulneráveis”, afirmou Padilha.

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As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia social permite captar e armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e contribuindo para melhores condições de saúde e qualidade de vida.

A autorização das ordens de serviço marca o início da fase de implantação de uma das maiores ações de acesso à água conduzidas pelo Governo do Brasil na região. Para milhares de famílias, a chegada das cisternas representará mais segurança no abastecimento, redução da dependência de fontes precárias de água e maior proteção diante dos períodos de estiagem prolongada.

Prioridade às famílias em situação de vulnerabilidade

A nova etapa é resultado de um processo iniciado pela Funasa em 2025, com a seleção pública dos municípios aptos a receber as cisternas. Ao final da etapa de habilitação, foram contemplados 498 municípios distribuídos pelos oito estados participantes da ação.

A definição dos beneficiários priorizou famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e comunidades quilombolas.

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Antes da autorização das obras, equipes técnicas da Funasa realizaram análises e vistorias para validar as propostas e os locais previstos para implantação das estruturas, garantindo o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos.

Além de ampliar o acesso à água para consumo humano, a iniciativa contribui para a prevenção de doenças relacionadas à escassez hídrica e à falta de abastecimento adequado, fortalecendo as ações de saúde ambiental desenvolvidas pelo Governo do Brasil. A ampliação da segurança hídrica é considerada estratégica para proteger a saúde da população e aumentar a resiliência das comunidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Com a implantação das 20.976 cisternas, o Brasil avança na promoção da saúde, da qualidade de vida e da dignidade de milhares de famílias do Semiárido, reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde com a prevenção, a equidade e a adaptação às mudanças climáticas.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Hospitais federais no Rio de Janeiro recebem reformas e novos equipamentos

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O Hospital Federal do Andaraí (HFA) e o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), duas das maiores unidades hospitalares do estado do Rio de Janeiro, estão em fase avançada de reforma. Na quinta-feira (13) e sexta-feira (14), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, realizou uma visita nos dois hospitais para acompanhar as obras de implantação de novas instalações e equipamentos para ampliar ambulatórios, áreas de urgência e emergência, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs) e serviços especializados, como oncologia, queimaduras e trauma ortopédico. Com as mudanças, houve aumento de 44,39% na realização de cirurgias.

As reformas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Ministério da Saúde, criado em 2024 para reorganizar a rede federal de assistência hospitalar e fortalecer sua integração ao Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho é realizado em cooperação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HUBRASIL), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades federais e, no Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura.

Para o custeio da nova estrutura do HFA, foram investidos mais de R$ 406,9 milhões por meio do Teto MAC, recurso federal destinado ao financiamento de procedimentos e serviços de média e alta complexidade do SUS. Além disso, houve um repasse de R$ 200 milhões em parcela única. Já o HFB recebeu mais de R$ 263,7 milhões do Teto MAC, além de R$ 300 milhões em parcela única.

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Nova estrutura do HFA

A reforma da estrutura física inclui o novo prédio do Centro de Trauma, uma nova ala no Centro de Tratamento de Queimados, 21 novas salas de atendimento ambulatorial, a reabertura da Emergência Adulto Provisória e do Trauma Ortopédico, a abertura da Emergência definitiva, nove salas de Centro Cirúrgico, cinco leitos de UTI e oito de pós-operatório, além de 23 leitos de UTI em outra área hospitalar. A reestruturação também contempla um acelerador linear, que amplia a oferta de radioterapia para pacientes oncológicos, e um novo tomógrafo.

Para garantir a expansão do atendimento, foram contratados 3,4 mil novos trabalhadores. Entre 2024 e 2025, o número de internações aumentou 14,28%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 44,39%.

Nova estrutura do HFB

Os prédios passaram por reforma de telhados, consultórios, pisos, forros e divisórias; modernização das instalações elétricas e hidráulicas; readequação das áreas de Nutrição e de OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais); reforma da área externa e do depósito de resíduos; e reforço da infraestrutura de segurança energética e de gases medicinais. Os prédios também receberam nova identidade visual externa e interna, facilitando a orientação de profissionais e pacientes.

Hospital de Bonsucesso
Foto: Gustavo Gloria/MS
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O HFB reativou 100 leitos, sendo 88 de enfermaria, 10 pediátricos e 12 de UTI e Unidade de Internação (UI), como parte de um processo gradual que prevê chegar a 212 leitos reativados. Na Urgência e Emergência, foram reabertos os serviços de atendimento adulto e pediátrico, que já realizaram mais de 45 mil atendimentos desde 2025. No Centro Cirúrgico, foram reabertas salas que estavam desativadas, e atualmente 11 estão em funcionamento.

A estrutura de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) está sendo ampliada com a construção de 17 novos leitos que, somados aos 10 existentes, elevaram a capacidade para 27 leitos. A medida permitirá reduzir a retenção de pacientes nas salas cirúrgicas e ampliar o número de procedimentos realizados por dia. A entrega está prevista para setembro.

Modernização tecnológica

O HFB recebeu um novo tomógrafo, que deve elevar a capacidade para 500 exames por mês. Também estão sendo instalados Arcos Cirúrgicos no setor de Hemodinâmica, que permitem a obtenção de imagens em tempo real durante os procedimentos e vão possibilitar a realização de mais 90 cirurgias mensais.

O HFB contratou aproximadamente 2.500 novos profissionais das áreas de saúde e administrativa. Entre 2024 e 2025, o número de internações cresceu 38,92%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 36,30%.

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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