Saúde

Ministro da Saúde visita fábrica de ambulâncias na Bahia e destaca ações do Novo PAC para fortalecer o SAMU 192

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou neste sábado (7), em Lauro de Freitas (BA), a fábrica que produz ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e veículos destinados ao transporte sanitário no Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria estratégica amplia a oferta de atendimento com mais rapidez e qualidade aos pacientes. A próxima entrega prevê 500 ambulâncias do SAMU e cerca de 3 mil vans com acessibilidade para o transporte sanitário no SUS.

Durante a visita, o ministro conheceu as etapas de adaptação e customização das viaturas utilizadas no atendimento pré-hospitalar, incluindo ambulâncias de suporte básico e veículos destinados ao transporte de pacientes, com o objetivo de assegurar condições adequadas de funcionamento, reduzir o tempo de resposta e ampliar a segurança no atendimento à população.

“É uma grande satisfação estar aqui hoje, visitando esta fábrica. Investir em ambulâncias, em veículos acessíveis e na indústria nacional é investir em tempo de resposta, em equidade, em inclusão e em soberania. Ontem mesmo, entregamos mais de 100 ambulâncias do SAMU do Governo do Estado da Bahia para municípios de todo o estado”, declarou o ministro Padilha.

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A capacidade produtiva da empresa permite a transformação de cerca de 10 ambulâncias por dia, além de 15 a 20 veículos acessíveis diariamente, contribuindo para acelerar a renovação da frota e fortalecer a rede de atenção às urgências. Essa produção atende principalmente as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Investimentos na rede de urgência

Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), essa parceria prevê a entrega de 2.420 ambulâncias até 2026, ampliando e renovando a frota em todo o território brasileiro. Na Bahia, são 107 ambulâncias destinadas a 76 municípios, com investimento de R$ 31,3 milhões.

Atualmente, o SAMU alcança cobertura de 189,3 milhões de pessoas em todo o país, o equivalente a 88,74% da população brasileira. Na Bahia, a cobertura é ainda mais ampla, com atendimento a 14,1 milhões de pessoas, o que corresponde a 94% da população do estado.

Ação Inédita: Transporte Sanitário no SUS

Também no âmbito do Novo Pac, o Ministério da Saúde realizou a primeira compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS, incluindo ambulâncias, vans e micro-ônibus. O investimento total é de R$ 815 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas, por meio da iniciativa Caminhos da Saúde.

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Estão previstos 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico, que serão utilizados para garantir o deslocamento de pacientes que precisam realizar consultas, exames e tratamentos especializados, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros. A previsão é que todo o quantitativo seja entregue ao longo de 2026 para diferentes estados do Brasil.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Regionalização do SUS é destaque no encerramento do Congresso do Conasems

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A construção de redes regionalizadas de atenção à saúde e o fortalecimento da governança interfederativa estiveram no centro do encerramento do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado nesta quarta-feira (15), em Porto Alegre (RS). O debate reforçou a necessidade de ampliar a cooperação entre União, estados e municípios para qualificar o atendimento à população e consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios atuais e futuros da saúde pública. 

Representando o Ministério da Saúde na mesa técnica “Regionalização: os modos de regionalizar e as responsabilidades interfederativas para a efetivação do cuidado em Rede no SUS”, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que a regionalização deve ser compreendida como uma estratégia para alcançar os objetivos do SUS e orientar a organização das redes de atenção. Segundo ele, a governança regional precisa estar articulada ao modelo assistencial e às necessidades concretas da população, permitindo que o sistema responda com mais eficiência às transformações demográficas, epidemiológicas e tecnológicas.

“A regionalização não pode ser entendida como um fim. Ela tem que ser um meio, ancorada aos objetivos estratégicos que o estado brasileiro estabeleceu. A estrutura de governança do sistema precisa estar conectada ao modelo assistencial e à organização das ações de saúde pública”, concluiu.

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 O processo de regionalização passa pela cooperação entre os três níveis de governo. Os municípios consolidaram seu protagonismo na organização da atenção à saúde nos territórios, enquanto os estados têm papel estratégico na coordenação regional das redes assistenciais. Ao governo federal, cabe ampliar sua presença nos territórios, oferecendo apoio técnico, promovendo a articulação entre os gestores e contribuindo para a superação de desafios estruturais que ultrapassam os limites de atuação de cada ente federativo. 

Como parte dessa estratégia, o Ministério da Saúde atua nos territórios, combinando financiamento, apoio técnico e ações estruturantes voltadas ao fortalecimento das redes de atenção. Como exemplos, estão programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, que incorporam apoio direto aos territórios para enfrentar desafios relacionados à disponibilidade de profissionais de saúde e à ampliação do acesso à atenção especializada.

Também foram apresentadas propostas técnicas de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, transformação digital, integração das informações em saúde e de incorporação da inovação tecnológica, que devem estar articuladas ao planejamento regional integrado. A avaliação é de que esses elementos são fundamentais para qualificar a coordenação do cuidado, reduzir desigualdades entre os territórios e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante das mudanças demográficas, epidemiológicas e climáticas.

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 Além do ministro Adriano Massuda, a mesa de encerramento contou com a participação do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida; do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Cristian Morales Fuhrimann; e do secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi Silva.

Brasil Saudável

No seminário dedicado ao Programa Brasil Saudável, ainda nesta quarta-feira, especialistas, técnicos e gestores públicos discutiram os avanços, desafios e perspectivas da iniciativa, que busca o enfrentamento das doenças determinadas socialmente por meio de ações integradas entre saúde e proteção social. O debate abordou estratégias voltadas à redução das iniquidades étnico-raciais, ao fortalecimento da participação social, à atuação intersetorial e à articulação entre União, estados e municípios para o planejamento de ações alinhadas às necessidades de cada território.

Durante a apresentação, a equipe técnica do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde destacaram a importância da participação dos municípios na construção das estratégias. A proposta é que as ações sejam definidas a partir das prioridades identificadas em cada realidade local, favorecendo respostas mais adequadas aos desafios enfrentados pelos territórios. 

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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