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Ministro do MPA percorre o Pará para fortalecer o setor pesqueiro e aquícola do estado

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Com a finalidade de aproximar o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) dos setores da cadeia produtiva, o ministro Edipo Araújo esteve no Pará entre os dias 24 e 27 de abril, visitando os municípios de Belém, Bragança, Capitão Poço e São Miguel do Guamá. Durante a agenda, a comitica ministerial participou da capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) e dialogou com representantes da piscicultura, pescadores artesanais e gestores públicos.

A agenda do ministro teve início na capacitação do PROPESC, na sexta-feira (24). Na ocasião, a equipe técnica do MPA orientou técnicos, pescadores e gestores sobre o Registro Geral da Pesca (RGP), vistorias e ordenamento de embarcações. Participaram do evento proprietários de embarcações, pescadores, armadores de pesca e representantes de entidades de classe.

“Foi uma alegria estar aqui para dialogar cara a cara com os atores que desenvolvem a atividade pesqueira. Só no Pará existem 2 mil embarcações registradas em nosso sistema que precisam ser vistoriadas e ter seus profissionais capacitados no âmbito do PROPESC”, destacou o ministro.

Durante o evento, a armadora de pesca Ana Telma recebeu o certificado de regularização de seu barco. “Eu, como mulher armadora de pesca, vim receber o certificado de que minha embarcação está regularizada, com validade de dez anos”, afirmou.

Ainda no dia 24, a comitiva ministerial visitou uma fábrica de processamento de pescado. “É um empreendimento que exporta para o mercado externo, principalmente para o Japão. É o Brasil mostrando que tem indústria de qualidade e um setor comprometido em inserir nosso pescado no cenário global”, ressaltou Edipo.

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Gestão pública e empreendimentos aquícolas

No sábado (25), pela manhã, o ministro se reuniu com lideranças políticas e representantes da pesca e aquicultura de Bragança, destacando a importância do município para o setor no Pará. “Bragança tem 3 mil pescadores registrados, o que representa cerca de 20% da frota paraense. É uma cidade rica em pescados, e estamos aqui para construir políticas públicas que cheguem à ponta, como a regularização da atividade pesqueira”, disse.

Ainda em Bragança, a comitiva visitou uma empresa de beneficiamento e exportação de pescados, onde dialogou com o setor pesqueiro, gestores públicos e armadores de pesca sobre o ordenamento da atividade. Também foi realizada uma visita a uma fazenda de piscicultura com viveiros escavados para criação de pirarucu.

Em seguida, a equipe do MPA seguiu para Capitão Poço, onde realizou visita técnica a um empreendimento aquícola instalado em áreas degradadas. O projeto desenvolve um trabalho socioambiental ao reutilizar espaços deteriorados para a produção aquícola, além de gerar emprego e renda para a região.

Pesca artesanal e diálogo com o Governo Federal

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Em São Miguel do Guamá, no dia 26, o ministro se reuniu com pescadores artesanais do município. Na ocasião, Edipo Araújo ouviu as demandas da categoria e apresentou ações do Programa Povos da Pesca Artesanal.

O pescador Ananias Gomes destacou a importância da visita. “Me sinto honrado pelo fato de ele ter vindo conversar com a gente. Apresentamos uma pauta para contribuir com ribeirinhos e pescadores. A partir dessa reunião, vamos alcançar mais pescadores para garantir nossos direitos”, afirmou.

A equipe do MPA também visitou uma fábrica de produção de ração anima, inclusive para peixes, e um empreendimento de piscicultura em tanques de geomembrana, com criação de tambacu e outras espécies.

Na segunda-feira (27), o ministro se reuniu com a governadora do Pará, Hana Tuma, para discutir o fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. Em suas redes sociais, a governadora destacou que o encontro buscou valorizar os produtores locais, fortalecer a cadeia produtiva e ampliar oportunidades.

Para Edipo Araújo, a reunião tratou de temas estratégicos e fortaleceu a parceria entre o Governo Federal e o estado. “Abordamos a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, a pesca do pargo, o subsídio ao preço do óleo diesel, o crescimento da aquicultura, entre outros temas importantes para o fortalecimento do setor”, concluiu.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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