Política Nacional

Ministro dos Transportes volta a defender fim a obrigatoriedade dos cursos de formação de condutores

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, voltou a defender nesta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, o fim da obrigatoriedade dos cursos de formação teórica e prática para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

“O Brasil tem, ao mesmo tempo, uma CNH cara e muitos acidentes de trânsito. Então, qual é o problema: a formação está ruim, apesar de cara, ou muita gente está dirigindo sem carteira porque não pode pagar?”, questionou o ministro.

Ele criticou os atuais cursos de formação, que em geral usam carros com transmissão manual, embora já seja comum o câmbio automático. “O cidadão é obrigado a fazer autoescola em um carro que ninguém mais tem”, comentou.

“Esse debate tomou conta das ruas, e 70% são favoráveis”, afirmou Renan Filho. “É um debate sobre inclusão, porque o modelo atual é excludente”, disse. Hoje, segundo pesquisa, 49% dos condutores inabilitados não poderiam pagar pela CNH.

A Câmara dos Deputados agendou para o dia 3 de setembro a realização, no Plenário, de comissão geral sobre a formação de condutores. Atualmente, 283 propostas estão em análise (incluindo o Projeto de Lei 8085/14, do Senado, e apensados).

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Riscos e empregos
O deputado Luiz Carlos Busato (União-RS) questionou o ministro sobre os riscos do fim da exigência dos cursos de formação. Para Busato, a medida poderá afetar o grau de capacitação dos motoristas, além de impactar o mercado de trabalho.

Em uma nota pública, a Federação Nacional das Autoescolas do Brasil (Feneauto) já informou temer o fechamento de 15 mil empresas, com a extinção de 300 mil postos de trabalho. Apontou, ainda, um retrocesso na educação para o trânsito.

“Eu defendo a permanência da autoescola, só não defendo a obrigação de fazer uma”, reagiu Renan Filho. Em países como Estados Unidos, Canadá, México e Índia, não há obrigatoriedade de cursos de formação de condutores, disse ele.

Audiência pública
O ministro Renan Filho esteve na Comissão de Viação e Transportes a pedido do presidente do colegiado, deputado Mauricio Neves (PP-SP), com apoio de Afonso Hamm (PP-RS), Helena Lima (MDB-RR) e Leônidas Cristino (PDT-CE).

Entre outros temas, Renan Filho abordou os investimentos da pasta. Segundo ele, nos dois últimos anos, as ações do ministério somaram R$ 29,7 bilhões, quase a mesma quantia aplicada pela gestão anterior em quatro anos (R$ 32,3 bilhões).

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Participaram da reunião os deputados Alexandre Guimarães (MDB-TO), Bebeto (PP-RJ), Domingos Sávio (PL-MG), Eriberto Medeiros (PSB-PE), Gilson Daniel (Pode-ES), Hildo Rocha (MDB-MA), Hugo Leal (PSD-RJ), Juninho do Pneu (União-RJ), Kiko Celeguim (PT-SP), Paulo Guedes (PT-MG), Thiago de Joaldo (PP-SE) e Zé Trovão (PL-SC).

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão ouvirá Alexandre Padilha sobre prioridades do Ministério da Saúde

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados recebe na quarta-feira (27) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para debater as ações e prioridades da pasta para 2026.

A reunião será realizada às 9h30, no plenário 2.

O debate atende a pedidos dos deputados Geraldo Resende (União-MS), Rafael Simões (União-MG), Rosangela Moro (União-SP), Giovani Cherini (PL-RS) e Dr. Frederico (PL-MG).

Entre os temas que deverão ser abordados estão:

  • os critérios para distribuição de recursos federais da saúde;
  • a transparência na aplicação das verbas públicas;
  • o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS);
  • a execução do Programa Agora Tem Especialista; e
  • a participação de organizações da sociedade civil na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

“A presença do ministro permitirá um diálogo direto com os parlamentares, proporcionando esclarecimentos sobre programas em andamento, verbas disponíveis e prioridades da pasta, garantindo maior transparência na gestão pública”, afirma Geraldo Resende.

Da Redação – MO

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Fonte: Câmara dos Deputados

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