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Ministro em exercício recebe secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel

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O ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e a secretária-executiva da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), Amy Fraenkel, se reuniram na última quarta-feira (17/09) em Brasília. No encontro, foi debatida a realização da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da CMS, que ocorrerá em Campo Grande (MS), em março de 2026.

O evento multilateral reunirá líderes e chefes de Estado para debater desafios urgentes da conservação das espécies migratórias e seus habitats, que enfrentam ameaças crescentes devido à atividade humana e às mudanças climáticas.

Também participaram do encontro as secretárias nacionais de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, e de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita e Carina Pimenta, e a diretora do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carolina von der Weid.

A secretária executiva da CMS esteve em visita, em Brasília, para cumprir uma agenda de reuniões preparatórias para a COP15 com dirigentes do MRE, MMA, ICMBio e Ibama, entre os dias 16 e 18/09.

Plano Regional de Bagres Migradores Amazônicos

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A iniciativa integra os preparativos para a COP15, que será realizada no Pantanal em 2026. – Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Ainda no âmbito da COP15, o MMA, juntamente com parceiros, organizou a oficina para construção do plano regional para a conservação dos bagres migradores amazônicos. A iniciativa integra os preparativos para a COP15, que será realizada no Pantanal em 2026, e busca cooperação internacional para proteger espécies migratórias estratégicas para a biodiversidade e a pesca na Amazônia.

Durante a abertura, Rita Mesquita destacou o papel do país nas discussões sobre migração de espécies. “Essa é uma temática que nos une enquanto países, pois realmente essas espécies somente estarão devidamente protegidas e com um bom estado de conservação se nós trabalharmos juntos e unirmos os nossos esforços”.

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“Temos um firme compromisso, enquanto países, de construir o melhor plano possível, colocando nossas experiências e competências a serviço desse debate. Nós temos seis países representados, e isso é muito significativo e mostra a força também da Pan-Amazônia, enquanto conceito de gestão dos territórios”, afirmou a secretária.

O encontro reuniu representantes dos países amazônicos, governos, organismos internacionais, pesquisadores e sociedade civil da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela para mapear iniciativas de conservação e manejo sustentável dos bagres na região amazônica.

A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, enfatizou a realização da COP15 no Pantanal como uma oportunidade para chamar atenção para a conservação de peixes de água doce. “É uma grande oportunidade porque podemos falar justamente sobre a questão da água e das espécies de animais que estão nesse sistema”, ressaltou.

Entre os objetivos da oficina estão a definição de uma ação regional coordenada, o estabelecimento de compromissos entre as organizações participantes e a elaboração da minuta do Plano Regional de Conservação dos Bagres Migradores Amazônicos, que será discutida e aprovada durante o evento.

O instrumento abrangerá ações voltadas à conservação das espécies dourada e piramutaba, incluídas no Anexo II da CMS durante a COP14, realizada no Uzbequistão, a partir de uma proposta do Brasil. O documento reúne espécies que necessitam de esforços de conservação coordenados em nível internacional para garantir sua sobrevivência e migração segura, permitindo o uso sustentável dessas espécies, fundamentais também para a pesca comercial.

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A medida reforça o compromisso do governo federal com a proteção dos ecossistemas aquáticos da Amazônia, a conservação das espécies migratórias e a promoção de uma gestão sustentável dos recursos pesqueiros da região.

A iniciativa é realizada em parceria pelo MMA, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Secretaria Permanente da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (SP/OTCA) e a Aliança Águas Amazônicas (AAA) e conta com o apoio da Wildlife Conservation Society (WCS), The Nature Conservancy (TNC), Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação Gordon e Betty Moore.

Também estiveram presentes o secretário-executivo do MPA, Edipo Araújo Cruz, a diretora Carolina von der Weid, a diretora de Paisagens Amazônicas da AAA, Mariana Varese, e o coordenador de Projetos de Pesca e Bioeconomia da OTCA, Murilo Rufino.

A oficina se encerrou sexta-feira (19/09) na sede da OTCA, com discussões sobre a conservação da biodiversidade aquática e a sustentabilidade da pesca na região amazônica.

Convenção

A CMS é um tratado ambiental das Nações Unidas que fornece uma plataforma global para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração em toda sua área de distribuição. Reúne governos e especialistas em vida silvestre para abordar as necessidades de conservação de espécies migratórias terrestres, aquáticas e aviárias e seus habitats ao redor do mundo. Desde que a Convenção entrou em vigor, em 1979, 133 países da África, América Central e do Sul, Ásia, Europa e Oceania aderiram. Saiba mais aqui

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de carne bovina e madeira para América do Norte avançam e impulsionam movimentação no Porto de Paranaguá

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O fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e os países que sediarão a Copa do Mundo de 2026 tem impulsionado o fluxo de cargas pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No primeiro trimestre deste ano, as operações de exportação e importação com Estados Unidos, México e Canadá movimentaram cerca de 270 mil toneladas, consolidando a América do Norte como um dos principais mercados atendidos pelo terminal paranaense.

Dados da plataforma Dataliner, compilados pela área de inteligência de mercado da TCP, mostram que a região já havia registrado forte movimentação em 2025, quando mais de 1,1 milhão de toneladas passaram pelo terminal em operações de comércio exterior.

Exportações lideram fluxo comercial com a América do Norte

Ao longo de 2025, as exportações responderam pela maior parte da movimentação, somando 950,8 mil toneladas, enquanto as importações alcançaram 190,5 mil toneladas.

Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de diversas cargas ligadas ao agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Nos três primeiros meses de 2026, as exportações totalizaram 231,9 mil toneladas, enquanto as importações atingiram 38 mil toneladas, demonstrando a continuidade do forte desempenho logístico da rota.

Carne bovina amplia presença no mercado norte-americano

Um dos principais destaques do período foi o crescimento das exportações de carne bovina. Entre janeiro e março, os embarques para a América do Norte alcançaram 35,7 mil toneladas, volume 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas da proteína brasileira, representando aumento de 26% na comparação anual.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a demanda norte-americana pela carne bovina brasileira segue aquecida, favorecendo o crescimento das operações.

“O mercado dos Estados Unidos é um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e a estrutura da TCP oferece capacidade logística adequada para atender essa demanda crescente”, destaca.

O desempenho reforça o resultado histórico alcançado pelo terminal em 2025, quando foram embarcadas mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, crescimento de 53% em relação ao ano anterior.

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Madeira continua líder entre os produtos exportados

A madeira manteve a liderança entre os produtos exportados para a América do Norte. No primeiro trimestre de 2026, os embarques totalizaram 110 mil toneladas, avanço de 12% sobre igual período de 2025.

O produto possui ampla utilização nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, tornando-se uma das principais cargas movimentadas pelo terminal.

De acordo com Mattos, a solidez da demanda norte-americana por madeira e proteína animal segue sustentando o fluxo comercial entre os países.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das mudanças mais significativas observadas neste início de ano foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

Entre janeiro e março, o país recebeu 130,4 mil toneladas de produtos brasileiros, superando os Estados Unidos, que registraram 93 mil toneladas.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de madeira, que atingiram 55 mil toneladas, alta de 33% em relação ao mesmo período de 2025.

Além disso, os embarques de papel somaram 35,7 mil toneladas, enquanto a carne de frango alcançou 26,7 mil toneladas destinadas ao mercado mexicano.

Canadá registra forte crescimento nas compras

Embora ainda represente uma parcela menor do comércio regional, o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre os parceiros comerciais da TCP.

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As exportações para o país praticamente dobraram no primeiro trimestre, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O segmento de papel liderou a expansão, com volume cinco vezes superior ao registrado no ano anterior. Também cresceram os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Infraestrutura fortalece competitividade das exportações

Para atender ao crescimento da demanda internacional, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares conectando Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México, além de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

A estrutura logística também inclui a maior capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.280 tomadas para unidades reefer, fator estratégico para o transporte de proteínas animais.

Segundo a administração do terminal, a combinação entre infraestrutura, conectividade marítima e eficiência operacional tem sido fundamental para garantir competitividade às exportações brasileiras, mesmo diante das mudanças no cenário econômico e comercial internacional.

Perspectivas para o comércio exterior em 2026

A expectativa do setor é de continuidade do crescimento das operações com a América do Norte ao longo de 2026, impulsionadas pela demanda consistente por alimentos, produtos florestais e insumos industriais.

Com a proximidade da Copa do Mundo e o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, a tendência é de manutenção do elevado fluxo de cargas pelos portos brasileiros, especialmente pelos corredores logísticos especializados em agronegócio e produtos refrigerados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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