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Ministro Fávaro entrega Agenda Positiva do Agro ao presidente Lula

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entregou, nesta quinta-feira (4), ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Agenda Positiva do Agro 2025, durante a 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável da Presidência da República (CDESS), o Conselhão da Presidência da República, realizada no Palácio do Itamaraty.

Elaborado no âmbito do Conselhão, o material reúne soluções que refletem a contribuição do setor produtivo para um desenvolvimento mais sustentável, inovador e inclusivo.

A Agenda Positiva do Agro 2025 apresenta práticas e tecnologias já adotadas por empresas, instituições de pesquisa, governos e organizações setoriais. O documento destaca ações voltadas para sustentabilidade e baixa emissão de carbono, ampliação de produtividade com preservação ambiental, rastreabilidade socioambiental, abertura de novos mercados e expansão de soluções tecnológicas que aproximam produção, conservação e geração de empregos.

Fávaro afirmou que o conjunto de iniciativas mostra ao mundo o compromisso do Brasil com uma produção responsável. “O Brasil tem todas as condições de seguir liderando a produção de alimentos de forma responsável. Esta agenda mostra, com transparência e compromisso, que o agro brasileiro é parte essencial das soluções que o país apresenta ao mundo”, disse.

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A publicação apresenta dez experiências de grande impacto em áreas como fruticultura, pecuária, cafeicultura, etanol de milho, cana-de-açúcar, bioeconomia na Amazônia, mapeamento florestal inteligente e manejo digital de florestas. As iniciativas evidenciam a evolução tecnológica do campo e sua capacidade de ampliar a eficiência produtiva ao mesmo tempo em que reduzem emissões e fortalecem a adaptação climática.

“Nós queremos que a nossa produção seja cada vez maior, mas cada vez mais sustentável e mais limpa. Eu não quero um mundo limpo só para mim. A gente quer um mundo limpo para todo mundo. Não tem que tratar este país como pequeno, como se a gente fosse insignificante ou um país de terceiro mundo. Este país tem que andar com o respeito de um país que tem um povo capaz, trabalhador, que tem uma base intelectual muito forte, que tem uma universidade sólida e que tem gente que quer vencer”, afirmou o presidente Lula.

A apresentação da agenda foi conduzida pelo CDESS e contou com a participação de representantes da Embrapa, Finep, setor produtivo, sociedade civil e organismos internacionais. O Conselhão destacou que a sistematização dessas experiências amplia a troca de conhecimento e apoia a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Colheita florestal em terrenos inclinados exige novas soluções técnicas e mais segurança operacional

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Com atuação em Minas Gerais e São Paulo, a Reflorestar aposta em planejamento detalhado e adaptação contínua para garantir produtividade e segurança na colheita florestal em relevo acidentado.

Terrenos inclinados elevam complexidade da colheita florestal no Brasil

A colheita florestal em áreas inclinadas vem se consolidando como um dos maiores desafios operacionais do setor, especialmente diante da expansão do uso de terrenos com relevo acidentado. Nessas condições, o equilíbrio entre segurança, produtividade e eficiência técnica torna-se cada vez mais complexo.

Com o avanço dessas áreas, aumentam também os riscos operacionais para equipes e máquinas, além da necessidade de ajustes constantes no planejamento e na execução das atividades em campo.

Microplanejamento e validação em campo são essenciais

Para lidar com esse cenário, a Reflorestar Soluções Florestais estruturou um modelo operacional baseado em microplanejamento, validação em campo e integração direta com as equipes.

A empresa atua em diferentes regiões, incluindo o Sul de Minas Gerais, onde realiza colheita em áreas com até 25 graus de inclinação, e o Vale do Paraíba (SP), com operações de roçada mecanizada em terrenos que chegam a 40 graus.

Segundo o gerente geral de Operações da Reflorestar, Nilo Neiva, o planejamento em áreas inclinadas precisa ser constantemente revisado, já que cada talhão apresenta características próprias e dinâmicas que podem mudar ao longo da operação.

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Análise detalhada define estratégia em cada talhão

Antes do início das atividades, cada área passa por uma avaliação técnica detalhada. São analisados fatores como inclinação do terreno, risco de tombamento, logística de retirada da madeira, pontos de entrada e saída de máquinas e direção de corte.

Mesmo com esse planejamento inicial, a validação em campo é indispensável, já que as condições reais podem apresentar variações em relação ao projetado.

De acordo com a empresa, o sucesso da operação depende da capacidade de equilibrar três pilares fundamentais: segurança, produtividade e manutenção dos equipamentos.

Operadores têm papel estratégico na tomada de decisão

A atuação em terrenos inclinados exige também forte participação das equipes operacionais, que desempenham papel decisivo na identificação de riscos e ajustes durante a execução.

O operador de colhedor florestal Dalton Moreira destaca que o trabalho exige atenção constante às condições do terreno, da madeira e do comportamento das máquinas, com foco permanente na segurança.

Essa percepção em campo é considerada essencial para ajustes operacionais em tempo real, especialmente em áreas com maior instabilidade do solo.

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Integração entre campo e gestão aumenta eficiência

Segundo o diretor florestal da Reflorestar, Igor Souza, a interação entre operadores, mecânicos e equipe técnica fortalece a tomada de decisão e melhora a segurança das operações.

Em muitos casos, sinais de variação no terreno são identificados primeiro por quem está em campo, permitindo correções rápidas no planejamento e na execução das atividades.

Essa integração também contribui para o uso mais eficiente dos recursos, possibilitando alcançar bons níveis de produtividade mesmo com equipamentos já utilizados em operações convencionais, desde que haja planejamento adequado e acompanhamento técnico rigoroso.

Adaptação contínua é chave para operar em relevo acidentado

A experiência da Reflorestar mostra que a colheita florestal em terrenos inclinados exige uma abordagem dinâmica, baseada em planejamento detalhado, validação constante e forte integração entre equipes.

Em um cenário de expansão das operações em áreas de relevo complexo, a adaptação contínua dos processos se torna essencial para garantir segurança, eficiência e competitividade no setor florestal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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