Agro News

MMA formaliza cooperações estratégicas para aprimoramento da gestão da qualidade do ar

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) formalizou, na última sexta-feira (12/9), duas cooperações técnicas para fortalecer o monitoramento e a gestão da qualidade do ar no Brasil. A instituição dos instrumentos ocorreu durante o seminário alusivo ao Dia Internacional do Ar Limpo para um Céu Azul, celebrado em 7 de setembro.

A primeira parceria firmada foi o protocolo de intenções entre o MMA e o Environmental Defense Fund (EDF), organização internacional de referência em políticas de qualidade do ar. O acordo visa consolidar os mecanismos de gestão da qualidade do ar em território nacional, respeitando as diretrizes nacionais prioritárias e em apoio aos compromissos internacionais relacionados aos objetivos ambientais e de saúde pública. A vigência do protocolo de intenções será de 36 meses.

“Temos hoje a emergência climática trazendo com seus eventos extremos, o calor, o agravamento dessas situações todas que nós vivemos, mas ao mesmo tempo a qualidade do ar, que é uma crise irmã do problema da emergência climática. A gente precisa mitigar, precisa se adaptar para enfrentar esses desafios”, afirmou o secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SQA), Adalberto Maluf.

Para o diretor sênior de Políticas de Ar Limpo Global para a EDF, Sergio Sanchez, o protocolo representa a necessidade de enfrentar a poluição.  “Não é apenas um documento, é um compromisso de enfrentar a poluição do ar como parte da tripla crise ambiental, reconhecendo que essa luta conecta a saúde das pessoas, a estabilidade climática e a resiliência dos ecossistemas”, destacou.

Leia mais:  Agronegócio do Piauí cresceu 384% em 8 anos

Plataforma Fioares

A segunda assinatura formalizada foi o termo de execução descentralizada entre o MMA e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o desenvolvimento do Projeto Fioares, focado no monitoramento da qualidade do ar na região Amazônica.

O projeto é estratégico para a vigilância ambiental e de saúde na maior floresta tropical do mundo. Para isso, considera os impactos das queimadas, atividades industriais e mudanças do clima na qualidade do ar regional e sobre a população.

“Essa parceria com a Fiocruz vai contribuir para expandir a rede de monitoramento nas cidades amazônicas”, observou o secretário Adalberto Maluf.

O pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto ressaltou que existem muitas evidências quanto aos enfrentamentos na saúde do Brasil, principalmente relacionadas à destruição das florestas, mas carecem dados da qualidade do ar. “Nós não temos o tempo real dessa informação da qualidade do ar. Essa questão do monitoramento da qualidade do ar vai ser uma contribuição muito relevante”, afirmou.

Também participaram da celebração o coordenador geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Emerson Soares dos Santos; e a representante do Instituto Ar Renata da Costa.

Leia mais:  Produtores rurais têm até janeiro para definir forma de recolhimento do Funrural

Seminário

O seminário contou com uma apresentação sobre o Painel Vigiar, sistema de vigilância de populações expostas a poluentes atmosféricos, realizada pela representante do Ministério da Saúde, Jéssica Neves. A ferramenta é coordenada pelo Ministério da Saúde e tem o objetivo de apoiar a formulação de políticas públicas e ações de saúde ambiental, além de melhorar a qualidade das informações e fortalecer a vigilância em saúde no país.

A atividade contou ainda com a participação do procurador da República Gustavo Alcântara, que apresentou o tema Qualidade do ar: atuação do MPF e aspectos legislativos atuais. A diretora do Departamento de Qualidade Ambiental da SQA/MMA, Thaianne Resende, por sua vez, expôs as ações sob coordenação do MMA voltadas ao aprimoramento da gestão da qualidade do ar. Também  foi apresentado o Projeto de inspeção veicular, liderado pelo MMA e desenvolvido em parceria com o International Council on Clean Transportation (ICCT), iniciativa que visa contribuir para a redução das emissões veiculares, especialmente nas grandes cidades.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Safra 2025/26: produtividade no Norte e Nordeste será decisiva diante de margens apertadas e clima desafiador

Publicado

O agronegócio brasileiro inicia o planejamento da safra 2025/26 sob um cenário de maior pressão sobre a produtividade, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Com margens mais estreitas, clima incerto e desafios logísticos, produtores devem intensificar o uso de tecnologia para sustentar os resultados no campo.

A estimativa inicial aponta para uma produção de 339,8 milhões de toneladas de grãos no Brasil, recuo de 1,8% em relação ao ciclo anterior — o equivalente a uma redução de 6,3 milhões de toneladas. O cenário reforça a necessidade de estratégias que ampliem a eficiência produtiva.

Sementes de alta qualidade ganham protagonismo

Entre os principais fatores para garantir desempenho nas lavouras, o uso de sementes com alto vigor e elevado potencial genético se destaca como decisivo. Estudos do Ministério da Agricultura indicam que sementes de alta qualidade podem elevar a produtividade da soja entre 10% e 15%.

Esses ganhos estão diretamente ligados a características como:

  • Maior taxa de germinação
  • Melhor estabelecimento inicial da lavoura
  • Maior resistência a pragas e estresses climáticos

Nesse contexto, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) se consolida como uma ferramenta estratégica para proteger o potencial produtivo desde o início do ciclo.

Leia mais:  Região produtora de soja no Centro-Oeste mantém expansão sem desmatar
Norte e Nordeste ampliam relevância na produção nacional

Dados do IBGE mostram que a produção de grãos nas regiões Norte e Nordeste alcançou cerca de 50 milhões de toneladas em 2025, o que representa aproximadamente 16% do total nacional.

No mesmo período, o Brasil registrou safra recorde de 346,1 milhões de toneladas — mais que o dobro do volume colhido em 2012. Esse avanço ocorreu mesmo com crescimento mais moderado da área plantada, evidenciando o papel central da produtividade.

Tecnologia e portfólio adaptado impulsionam desempenho

Empresas do setor vêm ampliando investimentos em inovação e desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições regionais. A Boa Safra, por exemplo, disponibiliza um portfólio com variedades específicas para o Norte e Nordeste, incluindo dezenas de opções de soja, trigo e híbridos adaptados.

As sementes passam por rigorosos processos de controle de qualidade, como:

  • Testes de germinação e vigor
  • Avaliação de emergência em campo
  • Análises com uso de inteligência artificial

Os resultados indicam índices médios de 89% de vigor e 94% de germinação, patamares considerados elevados pelo mercado.

Estrutura de armazenagem se torna diferencial competitivo

Além da qualidade genética, a infraestrutura de armazenagem também ganha importância nas decisões dos produtores. Ambientes com controle de temperatura e umidade são fundamentais para preservar o desempenho das sementes até o plantio.

Leia mais:  Lula sanciona campanha para promoção da saúde de animais domésticos e prevenção de zoonoses

A Boa Safra mantém mais de 123 mil metros quadrados de armazéns refrigerados no país, com unidades estratégicas no Norte e Nordeste, garantindo conservação adequada e proximidade com o produtor.

Eficiência será determinante na próxima safra

Diante de um cenário marcado por:

  • Custos elevados
  • Preços voláteis
  • Riscos climáticos

a busca por eficiência deve pautar as decisões no campo. O investimento em insumos de maior qualidade deixa de ser diferencial e passa a ser condição essencial para manter a rentabilidade.

Perspectiva para o produtor

A safra 2025/26 deve exigir maior planejamento e precisão técnica, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os desafios são mais intensos.

O uso de sementes de alto desempenho, aliado a boas práticas de manejo e infraestrutura adequada, tende a ser o principal caminho para sustentar a produtividade e garantir resultados positivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana