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MMA formaliza cooperações estratégicas para aprimoramento da gestão da qualidade do ar

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) formalizou, na última sexta-feira (12/9), duas cooperações técnicas para fortalecer o monitoramento e a gestão da qualidade do ar no Brasil. A instituição dos instrumentos ocorreu durante o seminário alusivo ao Dia Internacional do Ar Limpo para um Céu Azul, celebrado em 7 de setembro.

A primeira parceria firmada foi o protocolo de intenções entre o MMA e o Environmental Defense Fund (EDF), organização internacional de referência em políticas de qualidade do ar. O acordo visa consolidar os mecanismos de gestão da qualidade do ar em território nacional, respeitando as diretrizes nacionais prioritárias e em apoio aos compromissos internacionais relacionados aos objetivos ambientais e de saúde pública. A vigência do protocolo de intenções será de 36 meses.

“Temos hoje a emergência climática trazendo com seus eventos extremos, o calor, o agravamento dessas situações todas que nós vivemos, mas ao mesmo tempo a qualidade do ar, que é uma crise irmã do problema da emergência climática. A gente precisa mitigar, precisa se adaptar para enfrentar esses desafios”, afirmou o secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SQA), Adalberto Maluf.

Para o diretor sênior de Políticas de Ar Limpo Global para a EDF, Sergio Sanchez, o protocolo representa a necessidade de enfrentar a poluição.  “Não é apenas um documento, é um compromisso de enfrentar a poluição do ar como parte da tripla crise ambiental, reconhecendo que essa luta conecta a saúde das pessoas, a estabilidade climática e a resiliência dos ecossistemas”, destacou.

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Plataforma Fioares

A segunda assinatura formalizada foi o termo de execução descentralizada entre o MMA e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o desenvolvimento do Projeto Fioares, focado no monitoramento da qualidade do ar na região Amazônica.

O projeto é estratégico para a vigilância ambiental e de saúde na maior floresta tropical do mundo. Para isso, considera os impactos das queimadas, atividades industriais e mudanças do clima na qualidade do ar regional e sobre a população.

“Essa parceria com a Fiocruz vai contribuir para expandir a rede de monitoramento nas cidades amazônicas”, observou o secretário Adalberto Maluf.

O pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto ressaltou que existem muitas evidências quanto aos enfrentamentos na saúde do Brasil, principalmente relacionadas à destruição das florestas, mas carecem dados da qualidade do ar. “Nós não temos o tempo real dessa informação da qualidade do ar. Essa questão do monitoramento da qualidade do ar vai ser uma contribuição muito relevante”, afirmou.

Também participaram da celebração o coordenador geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Emerson Soares dos Santos; e a representante do Instituto Ar Renata da Costa.

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Seminário

O seminário contou com uma apresentação sobre o Painel Vigiar, sistema de vigilância de populações expostas a poluentes atmosféricos, realizada pela representante do Ministério da Saúde, Jéssica Neves. A ferramenta é coordenada pelo Ministério da Saúde e tem o objetivo de apoiar a formulação de políticas públicas e ações de saúde ambiental, além de melhorar a qualidade das informações e fortalecer a vigilância em saúde no país.

A atividade contou ainda com a participação do procurador da República Gustavo Alcântara, que apresentou o tema Qualidade do ar: atuação do MPF e aspectos legislativos atuais. A diretora do Departamento de Qualidade Ambiental da SQA/MMA, Thaianne Resende, por sua vez, expôs as ações sob coordenação do MMA voltadas ao aprimoramento da gestão da qualidade do ar. Também  foi apresentado o Projeto de inspeção veicular, liderado pelo MMA e desenvolvido em parceria com o International Council on Clean Transportation (ICCT), iniciativa que visa contribuir para a redução das emissões veiculares, especialmente nas grandes cidades.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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