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MMA impulsiona participação de povos e comunidades na COP30

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Desde 2023, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) tem atuado para ampliar a participação de povos e comunidades tradicionais (PCTs) nos diálogos internacionais sobre o clima. Com a proximidade da COP30, os esforços têm se intensificado para garantir que o grupo brasileiro seja reconhecido de forma oficial na Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas (LCIPP, na sigla em inglês), mecanismo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) responsável por reconhecer e incluir os conhecimentos tradicionais nas decisões globais.

Atualmente, a plataforma conta com a representação de 14 lideranças indígenas e de comunidades locais – como são conceitualmente chamadas as comunidades tradicionais pelos organismos internacionais – de todo o mundo. A definição é feita pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Além de reconhecer o papel histórico dos PCTs na conservação da biodiversidade e no enfrentamento da crise climática, o governo federal, por meio do MMA e de outros órgãos, defende que a inclusão é fundamental para consolidar uma governança climática mais justa, plural e democrática. A avaliação é da secretária de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável da pasta, Edel Moraes.

“A presença das comunidades tradicionais nesses espaços internacionais, sobretudo na Plataforma LCIPP, é um passo essencial para que as decisões globais sobre o clima considerem as realidades dos territórios e os saberes ancestrais dos nossos povos”, destacou. “Ao reforçar a ampliação dessa representatividade, o Brasil leva ao mundo uma mensagem de que justiça climática se constrói com inclusão e escuta, e a COP30 será uma oportunidade histórica para reafirmar esse compromisso”, acrescentou Edel Moraes. Nesse caminho, o MMA tem promovido espaços de escuta, reuniões preparatórias e missões internacionais para fortalecer a presença da delegação brasileira. Em junho deste ano, por exemplo, o ministério apoiou a participação de representantes de povos e comunidades tradicionais em reuniões da Conferência de Bonn, na Alemanha.

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Foi a primeira vez que uma delegação brasileira formada por lideranças PCTs participou de forma articulada de discussões preparatórias para a COP30. A próxima rodada de debates preparatórios ocorrerá entre os dias 4 e 7 de novembro, em Belém (PA), durante a reunião do Grupo Facilitador da LCIPP. Saiba mais aqui

“É fundamental que o mundo reconheça a contribuição dos povos e comunidades tradicionais brasileiros. São eles que conservam diariamente nossos biomas, ecossistemas e atuam para o enfrentamento da mudança do clima”, afirmou Edel Moraes. “Esse engajamento é a chave para o desenvolvimento de políticas públicas mais robustas, capazes de combater a emergência climática de forma eficiente”, completou.

Plataforma

A Plataforma LCIPP foi criada em 2015, durante a COP21, em Paris, e é hoje um dos principais instrumentos de diálogo entre a ciência e os saberes tradicionais dentro do sistema da ONU.

A iniciativa atua em três frentes principais: fortalecer e preservar saberes tradicionais; ampliar a participação dessas comunidades nos processos de decisão; e integrar suas práticas e visões de mundo às políticas climáticas globais. Por meio dessas ações, promove trocas de experiências, capacitações e diálogos internacionais que aproximam a ciência moderna das práticas ancestrais de cuidado com a Terra.

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Sua estrutura conta com o Grupo de Trabalho Facilitador (FWG, na sigla em inglês), colegiado operacional formado de maneira paritária por sete representantes de povos indígenas e sete representantes de países da UNFCCC. O órgão é responsável por colocar em prática as diretrizes da plataforma, acompanhar seus planos de trabalho e garantir que as vozes indígenas e de comunidades locais sejam ouvidas e respeitadas nos espaços de deliberação internacional.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Café abre em queda nas bolsas internacionais, enquanto clima em Minas e avanço da colheita no Brasil movimentam mercado

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O mercado futuro do café iniciou os negócios desta quarta-feira (27) operando em queda nas bolsas internacionais, refletindo movimentações técnicas, realização de lucros e o avanço da colheita brasileira. Apesar da pressão negativa sobre as cotações, o setor segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil e ao potencial produtivo da safra 2026/27.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do café arábica registravam baixas nos primeiros negócios do dia. O vencimento julho/26 recuava 200 pontos, negociado a 272,00 cents/lbp. O contrato setembro/26 caía para 264,35 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 era cotado a 256,30 cents/lbp, também com desvalorização de 200 pontos.

Em Londres (ICE Europe), o café robusta acompanhava o movimento negativo. O contrato julho/26 operava com queda de 44 pontos, cotado a US$ 3.475 por tonelada. O setembro/26 recuava para US$ 3.345 por tonelada e o novembro/26 era negociado a US$ 3.271 por tonelada.

Colheita avança no Brasil e amplia pressão sobre preços

O avanço da colheita brasileira segue como um dos principais fatores de pressão sobre o mercado neste momento. Com maior entrada de café da nova safra no mercado físico, compradores ampliam cautela e acompanham o ritmo da oferta nas principais regiões produtoras.

Em Rondônia, a colheita do café robusta avança de forma acelerada, favorecida pelo clima mais seco nas últimas semanas. O estado, que vem ganhando espaço na produção nacional de conilon, apresenta bom ritmo nos trabalhos de campo e reforça a expectativa de aumento da oferta brasileira no segundo semestre.

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Levantamentos do mercado apontam que a qualidade do robusta de Rondônia vem apresentando desempenho positivo, cenário que pode fortalecer as exportações brasileiras e aumentar a competitividade do produto nacional no mercado internacional.

Minas Gerais preocupa mercado com perdas na produtividade

Enquanto o robusta avança em boas condições no Norte do país, produtores de Minas Gerais demonstram preocupação com os impactos do clima irregular sobre a safra de café arábica.

O estado, maior produtor brasileiro da variedade, enfrentou períodos de estiagem e temperaturas elevadas durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. Segundo relatos do setor produtivo, o cenário afetou o enchimento dos grãos e pode limitar o potencial produtivo em parte das regiões cafeeiras.

A preocupação do mercado está concentrada principalmente na safra 2026/27, já que as condições climáticas registradas nos últimos meses podem trazer reflexos sobre produtividade e peneira dos grãos.

Além disso, analistas seguem monitorando o comportamento climático durante o inverno brasileiro, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras e para o risco de ocorrência de geadas em áreas produtoras.

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Dólar e exportações seguem no radar do setor cafeeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o comportamento do dólar frente ao real. A moeda norte-americana voltou a operar acima dos R$ 5,00 nesta quarta-feira, movimento que pode influenciar diretamente a competitividade do café brasileiro nas exportações.

Mesmo com o avanço da colheita, ainda há relatos de comercialização mais lenta no mercado interno. Produtores seguem cautelosos diante da volatilidade das bolsas internacionais e das oscilações cambiais, aguardando melhores oportunidades de negociação.

As exportações brasileiras também permanecem no radar dos investidores, especialmente diante da expectativa de aumento da oferta global ao longo dos próximos meses.

Mercado deve seguir volátil nas próximas semanas

A expectativa é de que o mercado do café continue operando com elevada volatilidade nas próximas semanas, acompanhando:

  • o avanço da colheita brasileira;
  • as condições climáticas em Minas Gerais;
  • o comportamento do dólar;
  • o ritmo das exportações;
  • e a entrada da nova safra no mercado físico.

Com o Brasil no centro das atenções globais do setor cafeeiro, qualquer mudança climática ou alteração no fluxo de oferta pode provocar novos movimentos relevantes nas cotações internacionais do arábica e do robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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