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MMA lança 15ª Mostra do Circuito Tela Verde com exibição de 40 produções sobre temas socioambientais

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta quarta-feira (11/6), a 15ª Mostra de Cinema e Vídeo do Circuito Tela Verde (CTV), iniciativa que utiliza a linguagem audiovisual como ferramenta de educação ambiental e mobilização social. O lançamento integrou a programação da Semana Nacional do Meio Ambiente e do Junho Verde, realizada entre os dias 8 e 11 de junho, em Brasília (DF).

Promovido pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA/MMA), o Circuito Tela Verde reúne produções independentes que abordam diferentes questões socioambientais e incentiva a realização de debates e atividades educativas em todo o país.

A cerimônia ocorreu no auditório da Biblioteca Nacional e reuniu jovens educadores ambientais, realizadores audiovisuais, gestores de espaços exibidores, profissionais do setor cultural e servidores da área ambiental.

Durante o evento, o diretor de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, destacou a relevância da mostra para a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). “O Circuito Tela Verde utiliza o audiovisual independente para sensibilizar a população e estimular o debate crítico sobre sustentabilidade. É um pilar da educomunicação, promovendo o protagonismo social ao transformar o espectador em um agente ativo de transformação local”, afirmou.

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A programação também contou com o lançamento do vídeo da campanha Junho Verde e a exibição do filme Terra, seguida de conversa com o diretor Leo Bello e a produtora Larissa Rolim. Assista o vídeo da Campanha aqui.

“É uma honra participar deste acontecimento que une cinema, educação e sustentabilidade”, destacou o cineasta.

Nesta edição, a mostra reúne 40 produções de curta e média-metragem selecionadas por chamada pública nacional. Os filmes serão exibidos e debatidos ao longo do ano em 612 espaços credenciados, distribuídos por todas as regiões do Brasil e também em Angola e Moçambique.

As obras abordam temas como mudança do clima, biodiversidade, florestas, desmatamento, educação ambiental, povos e comunidades tradicionais, desenvolvimento rural sustentável, direitos humanos, qualidade ambiental e ambiente urbano.

Circuito Tela Verde

Criado em 2009, o Circuito Tela Verde tem como objetivo promover a educação ambiental por meio do audiovisual, contribuindo para a formação de valores voltados à sustentabilidade e à participação social.

A iniciativa estimula a exibição gratuita de produções independentes em escolas, universidades, Salas Verdes, cineclubes, unidades de conservação, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

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Ao longo de sua trajetória, o projeto já selecionou 618 vídeos com temática socioambiental e mobilizou 11.854 espaços exibidores em todo o país.

Números da 15ª Mostra

  • 40 vídeos selecionados por chamada pública nacional;
  • 3 produções convidadas da Mostra Ecofalante de Cinema;
  • 5 vídeos do concurso “1 Minuto pela Integridade”, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU);
  • 612 espaços exibidores credenciados;
  • Participação de instituições do Brasil, Angola e Moçambique, fortalecendo a cooperação em língua portuguesa.

Os filmes selecionados podem ser acessados na plataforma do Circuito Tela Verde.

Veja aqui os filmes selecionados

Para saber mais sobre o CTV, clique aqui

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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