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MMA lança estratégia para impulsionar a conservação da biodiversidade nos próximos cinco anos

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O governo federal consolidou mais um passo decisivo para potencializar a conservação da biodiversidade brasileira. O avanço ocorre no âmbito da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb), lançada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), nesta segunda-feira (8/12).

O anúncio foi realizado durante a 21ª Reunião Extraordinária da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.

Organizada em 234 ações, que serão executadas de forma transversal por cerca de 20 ministérios e 30 instituições federais, a iniciativa reúne metas, programas e ações que orientam a conservação, a restauração, o uso sustentável da biodiversidade e a repartição dos benefícios decorrentes de seu uso, com foco na proteção de ecossistemas e no fortalecimento da governança ambiental. Ações que incorporam a biodiversidade no planejamento governamental.

Entre as principais finalidades, está o compromisso de conservar e manejar 80% da Amazônia e 30% dos demais biomas e do sistema costeiro e marinho, até 2030. Também é estabelecida a recuperação de, pelo menos, 30% de áreas degradadas ou alteradas em cada bioma, além do sistema costeiro e marinho. 

Na avaliação do ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a medida representa um marco fundamental para o Brasil alavancar as ações de enfrentamento da perda da biodiversidade e, consequentemente, da emergência climática, de forma mais justa, sustentável e resiliente. “Sabemos que as principais causas da perda de biodiversidade são a perda de habitat, as mudanças climáticas, a presença de espécies exóticas invasoras e a superexploração, como a caça e o tráfico de animais, no caso da fauna.”

A estratégia, explicou Capobianco, soma-se ao comprometimento do governo federal para zerar o desmatamento até 2030. Nesse contexto, o ministro substituto enfatizou a redução de 50% na taxa de desmatamento na Amazônia, de 34,29% no Cerrado e de mais de 90% no Pantanal, resultados obtidos nos últimos dois anos. Saiba mais aqui. “Estamos dando uma contribuição direta ao cumprir aquilo que a estratégia coloca como central: proteger o habitat. E proteger o habitat significa combater e impedir o desmatamento, algo em que temos sido muito bem-sucedidos”, concluiu. 

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Rita Mesquita, explicou que a Epanb apresenta orientações para implementar as 25 metas nacionais recomendadas pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), diretrizes que estão alinhadas ao Marco Global de Kunming-Montreal acordado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), compromisso internacional assumido pelo Brasil. 

Rita Mesquita destacou que a construção da política foi realizada de forma coletiva, com consensos fundamentais que abrangeram diversos setores da sociedade. Como exemplos, ressaltou que, pela primeira vez, há o reconhecimento da contribuição do segmento privado para a conservação da biodiversidade, por meio das Área de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais, entre outros mecanismos, além da indissociabilidade da agenda com o fortalecimento dos direitos das populações tradicionais.

“A forma como essa política foi construída e os entendimentos que estão dentro desse texto atestam essa visão de uma sociedade plural que convive com a natureza de uma maneira harmônica, e que sabe transformar essa biodiversidade em um ativo para sua própria sociedade”, pontuou. “A nossa Epanb é um pacto pela sustentabilidade, pelo futuro, é uma oportunidade para construir territórios de paz. São esses territórios onde a gente vai voltar a compreender que somos natureza, viemos dela e não tem outra escolha que não seja com ela”, acrescentou. 

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A contribuição dos povos indígenas para a proteção da biodiversidade foi enfatizada pela secretária nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ceiça Pitaguary. Segundo ela, “ao reconhecer esses papéis, a Epanb incorpora um princípio essencial: os povos indígenas não são apenas beneficiários das políticas ambientais, mas protagonistas, parceiros e guardiões históricos da biodiversidade brasileira.”

Já o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, destacou que o plano permitirá um acompanhamento mais efetivo das ações de proteção da biodiversidade não apenas pelo governo, mas também pela sociedade civil e a comunidade científica. “Isso nos oferece uma perspectiva importante em um momento em que as causas de perda de biodiversidade, com as quais já estávamos acostumados a lidar, ganham proporções exponenciais em função das mudanças climáticas”, afirmou.

A Epanb

A estratégia foi elaborada com ampla participação de especialistas, organizações da sociedade civil, pesquisadores, setor empresarial, representantes do governo federal e de governos subnacionais, de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais e da agricultura familiar.

A política foi instituída em junho deste ano, pelo Decreto 12.485/2025. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na assinatura da norma. Saiba mais aqui. Já a instituição oficial da estratégia, para o período de 2025 a 2030, ocorreu no fim de novembro, com a publicação da Portaria GM/MMA nº 1.519/2025.

No âmbito da Convenção sobre  Diversidade Biológica (CDB), as metas estabelecidas na Epanb equivalem aos compromissos estabelecidos na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) da COP do Clima. 

A ação também integra o esforço do governo do Brasil para articular as três Convenções do Rio (Clima, Biodiversidade e Combate à Desertificação), a partir da articulação estratégica com o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) e o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil). Além disso, está alinhada às iniciativas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) da Sociobiodiversidade e os leilões do EcoInvest direcionados à conservação da biodiversidade.

“Afinal de contas, quando você protege, conserva ou maneja um hectare de floresta, você está contribuindo para a proteção da biodiversidade, para mitigação do clima e também para a redução do risco de desertificação, melhoria para aves migratórias em muitos lugares”, reiterou o diretor-presidente do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, ao comentar a relação com o TFFF.

O presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sergio Besserman, chamou atenção para os efeitos da mudança do clima sobre a diversidade do planeta. “A Epanb se destaca como o primeiro registro formal de conexão desses temas em termos de políticas públicas”. 

Ainda na cerimônia de lançamento, a representante Residente Assistente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Maristela Baioni, leu uma mensagem do representante residente da agência da ONU, Claudio Providas, em que reforçou o apoio ao Brasil “para transformar planos em resultados concretos, mobilizando recursos, fortalecendo capacidade e promovendo parcerias”.

A mensagem reiterou a parceria do Pnud com as ações desenvolvidas pelo governo federal. “Temos orgulho de ser um parceiro estratégico do governo brasileiro para construção e implementação da Epanb. Essa iniciativa se destaca pela forma estratégica de alinhamento de nosso portfólio no Brasil, de projetos cuja prioridade e parceria com o governo federal têm atuado na agenda do clima e da biodiversidade”, afirmou. 

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“A COP reforçou que não há solução climática sem biodiversidade. Ecossistemas saudáveis são fundamentais para sequestrar carbono, garantir segurança hídrica e alimentar,e reduzir vulnerabilidades. A Epanb é um chamado à ação para todos”, concluiu.

Também participaram da cerimônia de lançamento da Epanb o diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade da SBio/MMA, Bráulio Dias; a coordenadora-geral do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade da SBio/MMA, Nadinni Sousa; a coordenadora-geral de Estratégia para Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marilia Marini, que representou o presidente do órgão, Mauro Pires; o coordenador-geral de Análise de Impacto Social e Ambiental na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Matias Cardomingo; a secretária de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha no Brasil, Rita Walraf; a secretária-executiva da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Magna Helena Lisboa; e a coordenadora de articulação institucional do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê) e representante da sociedade civil na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), Simone Tenório.

Confira mais algumas das principais ações previstas na Epanb:

  • Restauração em larga escala e combate ao desmatamento: alinhada aos compromissos federais pactuados no âmbito dos Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento e Incêndios (PPCDs), do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e do Programa Nacional de Conservação e o Uso Sustentável dos Manguezais do Brasil (ProManguezal), a Epanb visa zerar o desmatamento ilegal em todos os biomas e assegurar, até 2030, que pelo menos 30% das áreas degradadas ou alteradas de cada bioma e do sistema costeiro-marinho estejam em processo de restauração efetiva.

  • Conservação de biomas e ecossistemas: o plano prevê medidas para conservar e manejar efetivamente, até 2030, pelo menos 80% do bioma Amazônico e 30% de cada um dos demais biomas do país e do sistema costeiro-marinho, por meio da criação de unidades de conservação e da conservação em terras indígenas, territórios quilombolas, territórios de povos e comunidades tradicionais, áreas de preservação permanente, reservas legais e porções dos assentamentos ambientalmente diferenciados com vegetação nativa.

  • Combate às espécies exóticas invasoras e à poluição: a Epanb prevê a redução, até 2030, em pelo menos 50% das taxas de introdução de Espécies Exóticas Invasoras (EEI), além de reduzir pela metade o risco geral proveniente do uso de agrotóxicos e a poluição por plásticos, inclusive no ambiente marinho.

  • Financiamento da biodiversidade: com o objetivo de aumentar o volume de recursos para a sua implementação, a Epanb terá uma estratégia de financiamento até 2026, que trará diretrizes e um mapeamento de mecanismos financeiros alternativos voltados à biodiversidade.

  • Promoção da bioeconomia e da repartição de benefícios: alinhada à Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, a Epanb traz medidas que fortalecerão o uso sustentável da biodiversidade e a bioeconomia no País e o aumento dos benefícios repartidos da utilização do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado.

Acesse aqui a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade – Epanb 2025–2030.

Acesse aqui a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade – Epanb 2025–2030: Sumário Executivo 

Mais informações sobre a Epanb aqui.  

 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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