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MMA realiza primeira reunião do GT Esperançar Chico Mendes

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, em 19 de março de 2026, a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) do projeto Esperançar Chico Mendes. O encontro marcou o início das atividades do colegiado, com a realização da mesa de abertura e das duas primeiras reuniões ordinárias.  

Instituído pela Portaria GM/MMA nº 1.198/2024, o GT conta com a participação de todas as secretarias do MMA e de entidades vinculadas, além do acompanhamento de órgãos parceiros, como o Ministério do Turismo (MTur), o Ministério da Cultura (MinC), a Embratur e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo tem como finalidade orientar, coordenar e articular ações voltadas ao planejamento, à execução e à consolidação institucional do projeto. 

Durante a reunião, foi apresentada a proposta do Esperançar Chico Mendes, iniciativa que promove a integração entre as agendas cultural e socioambiental por meio do reconhecimento e da valorização do patrimônio de povos e comunidades tradicionais.  

Também foi detalhado o acordo de cooperação técnica firmado entre o MMA, MinC, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Iphan, com o objetivo de fortalecer a gestão socioambiental e à proteção do patrimônio cultural nesses territórios. 

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Nas reuniões ordinárias, o grupo atualizou o planejamento das ações para 2026 e debateu parcerias institucionais e estratégias para ampliar a visibilidade política do projeto. A iniciativa está estruturada em eixos estratégicos que incluem a valorização dos modos de vida tradicionais, a proteção da sociobiodiversidade, a promoção da justiça climática e o fortalecimento da cogestão territorial. 

Coordenado pelo MMA e fundamentado na participação social, o projeto Esperançar Chico Mendes busca promover o reconhecimento, a valorização e a salvaguarda do patrimônio cultural e socioambiental dos territórios tradicionais. A proposta se orienta por princípios como pertencimento, identidade, empoderamento e respeito aos modos de vida, tendo como resultado a geração de renda de forma integrada à economia da sociobiodiversidade.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

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As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

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Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.
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O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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