Agro News

MMA recebe secretária do Clima e Meio Ambiente da Noruega e celebra parcerias ambientais

Publicado

A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Anna Flávia Franco, recebeu a secretária do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Astrid Willa Eide Hoem, na última semana, em Brasília (DF). Durante o encontro, foi celebrada a parceria de cooperação internacional entre os países, em projetos como o Fundo Amazônia e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

“Essa relação de cooperação é muito duradoura e tem trazido resultados muito exitosos para o Brasil e, por consequência, também são resultados que agregam ao planeta”, iniciou a secretária-executiva do MMA.

Entre os destaques da parceria entre os países está o engajamento para a implementação do TFFF, lançado na COP30, em Belém, no ano passado. Na ocasião, o governo da Noruega anunciou o maior aporte ao fundo, entre os países integrantes da iniciativa: US$ 3 bilhões para os próximos dez anos.

“É uma forma inovadora de garantir os fundos necessários para cuidar das florestas que precisamos cuidar. E, para a Noruega, é um compromisso muito forte, um compromisso com todo o governo e também um compromisso pessoal do nosso Primeiro-Ministro”, destacou a secretária do Clima e Meio Ambiente da Noruega.

Fundo Amazônia

Desde a sua criação, em 2008, a Noruega tem sido um dos principais apoiadores do Fundo Amazônia, mecanismo financeiro internacional concebido pelo Governo do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para captar doações e financiar ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promover a conservação e o uso sustentável na Amazônia Legal. O país foi o primeiro doador do Fundo, contribuindo com R$ 3 bilhões entre 2009 e 2018. Em 2023, o país anunciou aporte adicional de R$ 250 milhões.

Leia mais:  Dólar oscila próximo da estabilidade e mercado de combustíveis reage a câmbio, juros e defasagem do diesel no Brasil

“Nós reduzimos cerca de 50% do desmatamento na Amazônia, em um período curto (2023-2025), e acredito que nós devemos esse resultado, em parte, à cooperação muito valiosa com a Noruega, por meio do Fundo Amazônia”, refletiu Anna Flávia.

Transição Energética

Astrid Willa Eide Hoem relembrou o trabalho do Governo do Brasil na construção dos mapas do caminho para o fim do desmatamento e para a transição energética dos combustíveis fósseis.

“O trabalho que o Brasil está fazendo nos roteiros é muito importante. Enviamos nossas sugestões no início deste ano. A Noruega está fortemente comprometida com a transição energética e, para nós, também é muito importante que ela aconteça tanto na produção quanto no consumo”, comentou a secretária de Estado do Clima e Meio Ambiente da Noruega.

Tratado Global sobre Poluição por Plásticos

Com a presença do secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, também foi discutido o Tratado Global sobre Poluição por Plásticos. A iniciativa está em debate pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA, na sigla em inglês), desde 2022. O Brasil tenta avançar no debate internamente.

Leia mais:  Arroz segue pressionado pela oferta e acumula queda de 42% em 12 meses

Além disso, a secretária-executiva do MMA mencionou a Declaração do Pantanal, resultado da COP15 das Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada em março, em Campo Grande (MS). Apoiado por 20 países até o momento, o documento reforça a importância das zonas úmidas para a conservação das espécies migratórias e faz um chamado para que mais países se tornem membros da Convenção. A representante da Noruega se comprometeu a analisar a Declaração, visando apoiá-la.

Participaram da reunião, também, a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do MMA, Ana Paula Prates; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MMA, Carlos Fonseca; e o embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

publicidade

Agro News

Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

Publicado

Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

Leia mais:  Encontro Nacional de Bubalinocultores no Ceará destaca genética e alimentação do rebanho

O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

Leia mais:  Matopiba produziu 32 milhões de toneladas em 2024/25

Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

Mais Lidas da Semana