Mato Grosso

Monitoramento da Sema identifica maior volume de água nas baías de Chacororé e Siá Mariana desde o ano passado

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Monitoramento realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) demonstra que as baías Chacororé e Siá Mariana, localizadas no Pantanal Mato-grossense, registraram no mês de março índice pluviométrico de 247.75 milímetros. É o maior volume de água de chuvas registrado desde o ano passado. Cada milímetro equivale a um litro de água de chuva por metro quadrado.

A mudança de cenário, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foi registrada escassez hídrica, e em março a preciptação ficou em 177 milímetros de chuva, se aproxima das tradicionais cheias que eram comuns à região do Pantanal Mato-grossense. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, acompanhou in-loco o trabalho realizado pela equipe responsável pelo monitoramento e destacou a importância da iniciativa.

“O monitoramento contínuo tanto no período chuvoso quanto no período de seca é essencial para averiguar a efetividade das ações implementadas e também orientar novas medidas a serem realizadas pelo governo do estado para que as baías de Chacororé e Siá Mariana continuem cumprindo o seu relevante papel para o meio ambiente local do Pantanal”, ressaltou a secretária.

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O trabalho que vem sendo realizado, segundo ela, permite também acompanhar a situação das barragens que foram revitalizadas e o comportamento dos corixos, que são cursos d’água que se formam durante a cheia na planície pantaneira. Os técnicos analisam se existe algum tipo de obstrução nesses locais que possa interferir no volume da água nas baías.

Mauren Lazzaretti adiantou que a Sema estuda a viabilidade de implantação de um centro de monitoramento avançado no local para análise permanente das condições hídricas das baías de Chacororé e Siá Mariana. O projeto deve ser executado em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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