Política Nacional

Moro diz que sua emenda preservou Lei da Ficha Limpa

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20), o senador Sergio Moro (União-PR) comemorou a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do novo Código Eleitoral. O parlamentar destacou que apresentou emendas para preservar a Lei da Ficha Limpa, que completa 15 anos em 2025. Segundo ele, havia propostas que, na prática, esvaziariam a legislação, especialmente em relação aos crimes mais graves. Moro afirmou que sua emenda foi acolhida pelo relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), após articulação que contou também com o apoio do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Quem for condenado, por exemplo, por tráfico de drogas, por participar de uma organização criminosa ou por praticar crime contra a administração pública, entre eles, corrupção e peculato, ficará inelegível pelo prazo de oito anos, após o fim do cumprimento da pena. A proposta que se encaminhava é que esses oito anos contassem desde a condenação. Ocorre que, para esses crimes mais graves, a medida acabava se tornando inócua, porque, durante o cumprimento da pena, esse indivíduo não pode concorrer às eleições — afirmou.

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O senador também abordou a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele ressaltou que a oposição conseguiu eleger o presidente, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o que, segundo ele, garante independência na investigação sobre o desvio de recursos de aposentados e pensionistas. 

— A CPMI, agora sim, com presidência e relatoria independentes, não controlada pelo governo, tem condições de apurar esses fatos e nos dá a esperança de que a justiça seja finalmente realizada — disse.

Moro afirmou ainda que o governo federal tem se mostrado hostil à prevenção e ao combate à corrupção, mencionando decisões relacionadas à Operação Lava Jato e às investigações no INSS. Para ele, há um esforço em curso para desmontar mecanismos de combate à corrupção e impedir que fatos recentes sejam investigados. O parlamentar acrescentou que “paralelamente, observa-se a atuação de um aparato de censura” e concluiu que não é possível ser cúmplice desse processo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova obrigação do agressor pagar tratamento psicológico à vítima de violência doméstica

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o agressor a pagar os tratamentos de saúde mental da vítima de violência doméstica.

A proposta altera a Lei Maria da Penha para garantir que mulheres agredidas e seus dependentes tenham os custos de atendimento psicológico e apoio psicossocial assumidos pelo autor da violência.

Por recomendação da relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), foi aprovada a versão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei 3524/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Justificativa
“O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 demonstra o agravamento de indicadores de violência contra a mulher, com recorde de feminicídios e violência sexual em 2024, o que evidencia a urgência de respostas sistêmicas que incluam proteção e recuperação das vítimas”, disse Sâmia Bomfim no parecer aprovado.

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A redação original previa pensão mensal para o tratamento, que só passaria a valer após a condenação definitiva do agressor na Justiça (trânsito em julgado). Com o substitutivo, o juiz poderá determinar o pagamento de forma mais rápida, na fase de medidas protetivas e antes do término do processo criminal.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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