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MPA abre Pré-COP com foco no protagonismo da Pesca e Aquicultura

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Na manhã desta segunda-feira (13/10), aconteceu a abertura da Pré-COP30 do Ministério da Pesca e Aquicultura. O evento, que ocorre durante todo o dia e continua na terça-feira (14/10), reúne representantes das secretarias do MPA e de entidades envolvidas no desenvolvimento do setor.   

O objetivo do evento é discutir os temas mais relevantes para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas 2025 (COP30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). Na pauta, os participantes destacaram o protagonismo da Pesca e Aquicultura, que pela primeira vez foi inserida na pauta principal da COP.  

O chefe da Assessoria Internacional do MPA, Eduardo Sfoglia, moderou o painel de abertura e explicou a dinâmica das discussões ao longo dos dois dias. Ele esclareceu que cada painel terá cinco convidados, que terão a oportunidade de transmitir mensagens com aquilo que é essencial para cada instituição participante.   

Eduardo ainda ressaltou a importância da COP30 para o Brasil e para o Ministério. “Vejo como um espaço de oportunidade, para discutirmos governanças e responsabilidades compartilhadas pelos países. Mas também é o momento de levantarmos a bandeira da pesca e da aquicultura, principalmente do grupo mais vulnerável às mudanças climáticas: os pescadores e pescadoras artesanais. Se nós não participarmos e levarmos nossas temáticas, alguém participará por nós”, completou.  

O consultor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Mauro Ruffino, representou a entidade no painel de abertura. Ele ressaltou as experiências bem-sucedidas do Brasil na adaptação às mudanças climáticas. “A pesca e aquicultura têm um papel fortíssimo na segurança alimentar e na geração de renda, com uma cadeia produtiva robusta. O peixe é o indicador de saúde da floresta. Temos que pensar no manejo dos recursos pesqueiros considerando os recursos aquáticos e as mudanças climáticas e nos preparar para elas”, destacou.  

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Em seguida, a chefe-geral de Pesca e Aquicultura da Embrapa, Danielle de Bem Luiz, falou sobre a necessidade de investimento em pesquisa no setor. “Somos o terceiro maior produtor de proteína animal e temos 13% de toda a água doce do mundo, mas não somos o maior produtor de peixe. Na nossa piscicultura, 70% da produção é de tilápia, uma espécie exótica. Ou seja, precisamos reforçar na COP a importância de investimentos e pesquisas em espécies nativas, como o pirarucu e o tambaqui, que têm alto valor nutritivo e grande potencial de mercado”, afirmou.  

O ex-ministro da Pesca e Aquicultura e atual presidente do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil), Altemir Gregolim, participou por vídeo e, para ele, a COP-30 é um evento estratégico por ser no Brasil e principalmente na Amazônia. “Desde o início, nossos esforços foram em incluir os recursos aquáticos na agenda principal da COP. Dessa vez, ter o evento na Amazônia é algo estratégico para o Brasil e para o mundo, pois estamos falando do maior bioma e o que tem mais potencial para a pesca e aquicultura”.  

A diretora do Departamento de Desenvolvimento e Inovação da Secretaria Nacional de Aquicultura, Luciene Mignani, ressaltou o quanto os setores pesqueiro e aquícola sempre esteve integrado à agenda climática. “Podemos avançar bastante na COP, pois já temos medidas importantes em andamento no momento, como o uso de sistemas mais resilientes. Temos muito o que aprender e apresentar para outros países”, reforçou. 

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Também esteve presente o representante adjunto da Organização das Nações Unidas para alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Gustavo Chianca. Ele parabenizou o MPA pelas entregas recentes, como o Boletim da Estatística Pesqueira e Aquícola e outros avanços do Ministério em relação às mudanças climáticas. “Fiquei impressionado com o nível de discussão do MPA e do Brasil como um todo”, ressaltou. 

Pesca e aquicultura no centro das discussões – O secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, encerrou a abertura da Pré-COP. Ele falou sobre a importância do evento preparatório, pois é uma forma do governo chegar ainda mais fortalecido no evento principal. “Essa COP reflete os esforços do presidente Lula, do ministro André de Paula e de todo o Ministério para que a atividades pesqueira e aquícola seja uma prioridade em todo o mundo, além de refletir o compromisso do governo com as diversas instituições e pessoas que desenvolvem o setor e vivem dele”.  

Por fim, Edipo adiantou um pouco do que podemos ver da atuação do MPA na COP30. “Não tem como discutir clima sem envolver pesca e aquicultura. Por isso, para a COP30 preparamos uma programação dedicada aos sistemas alimentares aquáticos, refletindo as múltiplas realidades do setor. Queremos promover esses sistemas como soluções climáticas e assegurar que os povos das águas estejam no centro da agenda climática”, concluiu. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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