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MPA destaca avanços na reparação do Rio Doce em audiência pública na Assembleia de Minas

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No dia 27 de novembro, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou da Audiência Pública sobre o tema “Participação, Controle Social e Governança na Repactuação do Rio Doce – 10 anos do Crime”, realizada no Auditório José Alencar, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O evento foi promovido pela Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (CIPE Rio Doce) e contou com a presença de representantes da população atingida pelo rompimento da Barragem do Fundão, dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além de representantes dos governos estaduais e do governo federal.

Na ocasião, Carolina Bittencourt, coordenadora do Grupo de Trabalho do Acordo do Rio Doce do MPA (GT MPA/Rio Doce), apresentou o andamento das ações relacionadas às obrigações previstas no Novo Acordo Rio Doce, como o Programa de Transferência de Renda da Pesca (PTR Pesca) e o Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (PROPESCA).

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“Até o momento, o PTR Pesca já executou aproximadamente R$ 197 milhões em transferências de renda para pescadores e pescadoras. Desde julho de 2025, cerca de 22 mil pescadores artesanais estão sendo atendidos pelo programa mensalmente”, destacou. Sobre o PROPESCA, Carolina ressaltou o encaminhamento da proposta de criação de um grupo de trabalho específico da pesca e aquicultura no âmbito do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, ampliando a representatividade e a participação social dos setores atingidos na região.

10 anos do rompimento da Barragem do Fundão

No dia 19 de novembro, a equipe técnica do MPA também participou  do evento “Ecos da Foz: Uma Década de Luta e Reexistência”, em Regência (Espírito Santo), na foz do Rio Doce, que marcou os 10 anos do desastre e foi organizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A representante do GT MPA/Rio Doce, Nathalia Bignotto, participou de mesas de discussão e apresentou o PROPESCA, coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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Entre os dias 27 e 29 de novembro, representantes da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA) participarão também do evento organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Vitória/Espírito Santo, com a mesma temática.

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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