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MPA entrega autorizações do PROPESC em Santa Catarina

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em conjunto com a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, realizou a entrega de quase 200 Autorizações de Pesca regularizadas no âmbito do Programa Nacional de Regularização das Embarcações de Pesca (PROPESC), na última sexta-feira (27), na Câmara Municipal de Florianópolis. 

A iniciativa tem como objetivo regularizar embarcações, produzir dados confiáveis sobre a atividade pesqueira e garantir segurança jurídica aos pescadores, distinguindo quem atua dentro da lei e combatendo a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada.

Com a documentação em dia, os pescadores passam a exercer a atividade com tranquilidade, sem risco de multas, apreensões ou perda de equipamentos — situações que podem transformar o sustento familiar em infração ambiental quando não há regularização.

Durante o evento, foi destacado que a medida é fundamental para a sustentabilidade da pesca da tainha, uma das atividades culturais e econômicas mais importantes do litoral de Santa Catarina. O controle por meio de autorizações e cotas ajuda a preservar os estoques pesqueiros e garantir a continuidade da atividade nos próximos anos.

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Além da segurança para trabalhar, os pescadores regularizados passam a ter acesso a políticas públicas, como linhas de crédito para melhoria das embarcações, aquisição de equipamentos e outros benefícios voltados ao fortalecimento da pesca artesanal.

A ação reforça o compromisso do MPA com a regularização da atividade pesqueira e com o fortalecimento das comunidades costeiras, ampliando a segurança jurídica, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento econômico do setor em Santa Catarina.

“O ato de entrega representa um avanço concreto para a pesca em Santa Catarina. A entrega dessas autorizações no âmbito do PROPESC garante acesso as políticas públicas, segurança jurídica aos pescadores, permitindo que trabalhem dentro da legalidade, com dignidade e tranquilidade. Ao mesmo tempo, fortalece a gestão sustentável dos recursos pesqueiros, especialmente de espécies tão importantes como a tainha”, afirmou o superintendente da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Jean Ricardo.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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