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MPMT apresenta pacote legislativo em apoio às vítimas de violência

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Como parte das ações do Agosto Lilás, a Promotoria de Justiça da comarca de Sapezal (a 500 km de Cuiabá), apresentou nesta terça-feira (5) um Pacote Legislativo com 10 propostas voltadas à proteção das mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa foi debatida em reunião com os vereadores Barbara Sachetti e Marcio Bonifácio, de Sapezal, e Nadir Santana, vereadora Vice-Presidente da Câmara de Lucas do Rio Verde. “A reunião foi muito produtiva e a nossa proposta bem recebida. Os vereadores disseram que vão buscar aprovar o pacote legislativo preferencialmente ainda dentro do mês de agosto, em homenagem ao Agosto Lilás”, destacou o promotor Alvaro Schiefler Fontes.Confira a seguir as medidas apresentadas: – Programa Mulher Empreendedora, com isenção de IPTU, ISS e tributos municipais por três anos, além de incentivos fiscais para mulheres que decidirem empreender;– Praça da Mulher Sapezalense, com memorial em homenagem às vítimas de feminicídio e ponto de apoio com placas informativas para denúncias e acolhimento;– Preferência legal em concursos públicos municipais para mulheres vítimas de violência doméstica;– Preferência legal na entrega de casas financiadas com recursos públicos para mulheres vítimas de violência doméstica;– Implantação, em âmbito municipal, do protocolo “Não é Não”, voltado à conscientização e fiscalização em estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes;– Proibição de agressores de mulheres e/ou crianças de ocuparem cargos públicos municipais;– Criação do Cadastro Municipal de Agressores de Mulheres e/ou Crianças;– Criação e estruturação do Conselho Municipal em Defesa das Mulheres, com oferta de cursos de capacitação e empreendedorismo voltados especialmente às vítimas de violência doméstica;– Criação da Diretoria de Apoio às Mulheres na estrutura da assistência social;– Ampliação e estruturação da rede de apoio psicológico e assistencial às mulheres, com implantação da Sala Lilás.Essas propostas se somam a outras iniciativas já implementadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em Sapezal, como a Patrulha Maria da Penha (em parceria com a Polícia Militar), o Grupo Reflexivo para agressores (com apoio da Polícia Civil), além do botão do pânico, do Banco Vermelho e outras ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.Saiba mais – O Agosto Lilás é uma campanha nacional dedicada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Realizada ao longo de todo o mês de agosto, a iniciativa tem como objetivo informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os diversos tipos de violência que afetam mulheres, além de divulgar os canais de denúncia e promover ações educativas.A campanha foi criada em referência à Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em agosto de 2006 e representa um marco legal no enfrentamento à violência doméstica e familiar no Brasil.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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