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MPMT participa de reunião para articulação sobre destinação do IR

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Representantes de diversas instituições se reuniram na tarde de quinta-feira (12), na sede da Receita Federal do Brasil em Cuiabá, para alinhar estratégias da campanha de Destinação do Imposto de Renda aos Fundos da Infância e Adolescência (FIA) e aos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa (FDI) em Mato Grosso. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso participou do encontro representado pela promotora de Justiça Itâmara Guimarães Rosário Pinheiro, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Pessoa Idosa.O objetivo é conscientizar os contribuintes e sensibilizar os profissionais da contabilidade sobre a destinação de parte do Imposto de Renda para o FIA e o FDI, durante a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) 2026 (ano-base 2025), que inicia em 16 de março de 2026 e prazo final será em 29 de maio de 2026. A iniciativa busca orientar os contribuintes sobre como direcionar parte do imposto devido para projetos sociais que beneficiam crianças, adolescentes e pessoas idosas em todo o estado.Estiveram presentes também representantes da Receita Federal, do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), da Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM) e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). A presidente do CRC-MT, Silvia Cavalcante, abriu os trabalhos destacando a meta da campanha deste ano, que é alcançar R$ 40 milhões em destinações, o dobro do valor arrecadado no ano passado. Diferentemente de edições anteriores, quando os recursos eram direcionados exclusivamente ao FIA, a campanha de 2026 também contempla os Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa.Durante o encontro, destacou-se a necessidade de ampliar a mobilização para municípios do interior e fortalecer a divulgação institucional, com ações presenciais, materiais informativos e o engajamento de profissionais da contabilidade. Também foi discutida a situação dos fundos cadastrados na Receita Federal, com o FIA já habilitado e diversos Fundos do Idoso ainda inativos ou não cadastrados, além da falta de operacionalização do Fundo Estadual do Idoso. A Receita Federal ressaltou que a destinação do Imposto de Renda aproxima o cidadão da aplicação social dos tributos, garantindo retorno mais rápido dos recursos à sociedade.Coletiva – No fim da reunião, ficou definida a realização de uma entrevista coletiva para a imprensa na próxima segunda-feira (16), às 14h, na sede da Receita Federal, em Cuiabá. A coletiva marcará o lançamento oficial da campanha de Destinação do Imposto de Renda em Mato Grosso e contará com a participação de representantes da Receita Federal do Brasil, do CRC-MT, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O objetivo é orientar a população sobre quem pode fazer a destinação, como realizar o procedimento na declaração do Imposto de Renda e o impacto social das contribuições nos municípios mato-grossenses.(Com informações da Receita Federal e do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso)
Foto: Receita Federal.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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