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MPMT prepara nova edição do projeto “Diálogos com a Sociedade”

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta segunda-feira (8), reunião com promotores de Justiça para definir os detalhes da próxima edição do projeto Diálogos com a Sociedade, que será realizada em Rondonópolis (219 km de Cuiabá) entre 22 de setembro e 3 de outubro, no Rondon Plaza Shopping.
A iniciativa prevê transmissões em formato de podcast, conduzidas por membros do MPMT e convidados indicados pelos promotores locais. Será montado um estúdio de vidro com transmissões ao vivo por TV e rádio locais, além de disponibilização dos conteúdos nos canais oficiais do MPMT no YouTube e Instagram. O projeto contará ainda com a participação de instituições parceiras, como o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar, além de representantes do Executivo municipal e estadual e da sociedade civil organizada.
A reunião foi conduzida pela subprocuradora-geral de Justiça e coordenadora do projeto, promotora de Justiça Januária Dorilêo, que ressaltou o objetivo da ação: ampliar os espaços de escuta e fortalecer a aproximação institucional com a população. “A sociedade tem demonstrado crescente interesse pelo diálogo e pela construção conjunta de soluções. Esta edição busca consolidar ainda mais esse canal em Rondonópolis”, afirmou.
Na primeira edição, realizada em Cuiabá, o projeto contou com 67 entrevistados e alcançou todo o estado por meio de transmissões digitais e rádio. A segunda edição, realizada em Sinop, contabilizou 29 entrevistas, realizadas entre 21 de julho e 1º de agosto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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