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Mulher viaja de avião diariamente 700 km para trabalhar; entenda

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Mulher viaja de avião diariamente 350 km para trabalhar
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Mulher viaja de avião diariamente 350 km para trabalhar

Racheal Kaur, funcionária da AirAsia, viaja de avião todos os dias entre Penang e Kuala Lumpur para manter a rotina profissional sem abrir mão do convívio com os filhos. A decisão surgiu da necessidade de equilibrar a vida familiar e o trabalho, já que antes passava a semana longe da família.

Em entrevista ao canal CNA Insider , Racheal explicou que morar em outra cidade tornou-se um desafio. “Meu filho tem 12 anos, e minha filha, 11. Nessa fase, acho importante que a mãe esteja presente o máximo possível”, afirmou.

O trajeto aéreo de cerca de 350 km acontece de segunda a sexta-feira. O dia começa às 4h da manhã, com um voo às 5h55. Após o expediente, ela retorna para casa, chegando por volta das 20h. Apesar do cansaço, garante que a rotina vale a pena.

A escolha pelo deslocamento diário também teve impacto financeiro. Morar próximo ao trabalho custava cerca de 474 dólares mensais. Com as passagens aéreas subsidiadas pela AirAsia, os gastos caíram para 316 dólares.

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Além do custo reduzido, a viagem proporciona momentos de descanso. “Aproveito o voo para ouvir música e relaxar”, contou Kaur. O tempo no ar se tornou um momento raro de pausa em meio à rotina intensa.

Mesmo com a possibilidade de trabalho remoto, a funcionária prefere o ambiente presencial. Para ela, estar no escritório melhora a comunicação com colegas e torna o trabalho mais eficiente.

A AirAsia apoia a decisão da funcionária, garantindo flexibilidade para que mantenha a rotina. A companhia aérea de baixo custo facilita a logística com passagens acessíveis.

A rotina exaustiva não desanima Kaur, que valoriza a chance de estar presente na vida dos filhos. “Assim que chego em casa e os vejo, todo o cansaço desaparece. É uma alegria”, afirmou.

Fonte: Turismo

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Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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