Mato Grosso

Multa de R$ 4,7 milhões aplicada pela Ager à Copel-GT é mantida pela Aneel

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta terça-feira (22.4), a multa de R$ 4,7 milhões aplicada à Copel Geração e Transmissão S.A. (Copel-GT) pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT), em decorrência de irregularidades identificadas na Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder, localizada no rio Teles Pires.

A penalidade teve origem em fiscalização realizada em 2023 pela Superintendência Reguladora de Energia da Ager-MT, no âmbito do convênio de descentralização firmado com a ANEEL.

Durante a inspeção, os fiscais constataram que o Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina, documento fundamental para a gestão de riscos e resposta rápida a incidentes, não se encontrava devidamente implantado externamente, em desacordo com as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

A multa foi oficialmente aplicada pela Ager-MT em abril de 2024 e sua manutenção foi ratificada pela Diretoria Executiva Colegiada da agência mato-grossense no dia 12 de setembro do mesmo ano. A Copel-GT recorreu da decisão no âmbito administrativo, mas teve o recurso negado pela diretoria colegiada da ANEEL.

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De acordo com o superintendente regulador de Energia da Ager-MT, Thiago Bernardes, a alternativa de substituição da penalidade por um Plano de Resultados não é razoável, dada a natureza crítica da falha identificada e a relevância do tema de segurança de barragens.

“Mato Grosso possui 141 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes usinas, as famosas siglas CGH, PCH e UHE. A maior parte delas possui barragens e, portanto, com obrigações a serem cumpridas e fiscalizadas pela Ager-MT. O nosso desafio é garantir que todo esse parque de geração hidrelétrica do Estado esteja em dia com todas as obrigações da Política Nacional de Segurança de Barragens, garantido segurança para toda a sociedade mato-grossense”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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