Saúde

Municípios e Distrito Federal podem aderir ou renovar adesão ao programa Mais Médicos

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Gestores municipais e do Distrito Federal interessados em renovar ou participar do Programa Mais Médicos podem solicitar vagas a partir desta quarta-feira (4), por meio de edital. Além de ampliar o alcance da ação em todo país e contemplar a recomposição das vagas, o chamamento permite que municípios que ainda não aderiam ao programa, com base nos critérios da Nota Técnica do Ministério da Saúde, façam a confirmação das vagas de acordo com a necessidade de profissionais. Com isso, novas cidades poderão passar a contar com médicos que atuem na atenção primária. A formalização da adesão deve ser feita entre 4 e 13 de março.

O número exato de vagas para reposição será definido após a renovação da adesão dos municípios com vagas ociosas e a confirmação dessas vagas pelas prefeituras. Já o número de postos destinados aos novos municípios está limitado ao quantitativo máximo de vagas atualmente no Programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde garante a reposição constante de todas as desistências, por meio de editais para preenchimento dessas vagas.

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O Distrito Federal e os municípios participantes do Programa Mais Médicos devem manter os dados cadastrais atualizados, inserir e apresentar a documentação exigida dentro dos prazos estabelecidos, cumprir o cronograma oficial e acompanhar regularmente as informações divulgadas no site do programa – Mais Médicos.

Acesso à Atenção Primária

Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até 2027, o Mais Médicos garante assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo o país. Atualmente, mais de 27 mil médicos atuam em 4,5 mil municípios. Entre as cidades atendidas, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social, o que reforça o foco do programa na redução das desigualdades e na ampliação do acesso à atenção primária.

A presença desses profissionais fortalece as equipes de saúde da família, amplia a oferta de consultas e contribui para a melhoria dos indicadores de saúde nos territórios mais carentes. Além disso, promove a formação e qualificação dos profissionais por meio de parcerias com instituições de ensino.

Acesse a Nota Técnica referente ao estudo de redimensionamento de vagas autorizadas e ativas do Projeto Mais Médicos para o Brasil.

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Acesse o Edital do chamamento publico Mais Médicos.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil vai ampliar prevenção do HIV com oferta de PrEP injetável de longa duração no SUS

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O Brasil sediou, nesta segunda-feira (27), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids, encontro que reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Durante o evento, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Está em avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração. Uma proposta de incorporação dessa tecnologia, administrada a cada dois meses, foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha destacou ainda que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, afirmou.

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Prevenção combinada

A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV.

Eliminação da transmissão vertical

Em dezembro de 2025, o Brasil foi certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. Para isso, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de superar 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

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De acordo com relatório da Unaids, o número de mortes relacionadas à aids caiu 57% desde 2010 nos continentes analisados, passando de 1,3 milhão de óbitos, em 2010, para 570 mil, em 2025.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, o Brasil registrou 9,1 mil óbitos por aids, uma redução de 13% em relação ao ano anterior, quando foram registradas mais de 10 mil mortes.

Além disso, nos últimos três anos, a oferta de testes rápidos para HIV no SUS aumentou 100%. Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, e mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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