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Na Argentina, Brasil aprimora cooperação regional em agricultura durante o Outlook Mercosul e reunião do CAS

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No dia 1º de outubro, em Buenos Aires, foi realizado o segundo Outlook Mercosul, na sede da Bolsa de Cereais da capital argentina. O encontro reuniu autoridades governamentais, representantes de organismos regionais e especialistas do setor para discutir projeções, políticas públicas e desafios comuns ao agronegócio dos países do bloco, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Brasil foi representado pelo secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares; pela adida agrícola na Argentina, Andrea Parrilla; pela assessora do Mapa, Vanessa Pereira; pelo conselheiro da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, Fernando Zelner; e por especialistas da Embrapa.

No painel “Diálogo com os Governos”, o secretário-executivo adjunto Cleber Soares destacou as políticas brasileiras de incentivo à produção sustentável e à inovação no campo, com ênfase no programa nacional de bioinsumos e na relevância da produção de biocombustíveis para a transição energética. O painel contou com a participação da ministra da Agricultura do Chile, María Ignacia Fernández; do ministro da Agricultura do Uruguai, Luis Alfredo Fratti; e do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Sergio Iraeta.

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COOPERAÇÃO BILATERAL

Durante a missão, o Brasil realizou encontros bilaterais com Chile e Uruguai. Na reunião com a ministra chilena, María Ignacia Fernández, foi acordada a criação de um grupo de trabalho para agilizar o reconhecimento mútuo de regionalização e zonificação para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle (DNC), além do início dos trabalhos para a implementação da certificação sanitária internacional eletrônica para produtos de origem animal. Também foi discutido o reconhecimento dos estados brasileiros como áreas livres de febre aftosa sem vacinação.

Com o Uruguai, o ministro Luis Alfredo Fratti e o secretário Cleber Soares concordaram em avançar na elaboração de um Memorando de Entendimento (MoU) voltado à cooperação técnica em bioinsumos, ampliando a agenda conjunta em inovação e sustentabilidade.

REUNIÃO DO CAS

A delegação brasileira também participou da reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), fórum que reúne ministros da Agricultura dos países do Mercosul e associados. O encontro abordou temas como a COP 30, a Junta Interamericana de Agricultura e o regulamento europeu sobre desmatamento (EUDR). Foram apresentados informes técnicos do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave) e da Comissão de Veterinária Permanente (CVP) sobre o andamento dos grupos de trabalho de moscas-das-frutas e influenza aviária.

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Os países membros acordaram trabalhar pelo reconhecimento regional da influenza aviária e apoiar a candidatura do ministro uruguaio Fernando Mattos à direção do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A participação brasileira reforça o compromisso do país com a integração regional, a cooperação técnica e o fortalecimento das cadeias agropecuárias no Mercosul.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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