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Na COP15, Espaço Brasil inaugura programação com foco na proteção de baleias do Atlântico Sul

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A programação do Espaço Brasil na 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, na sigla em inglês) teve início nesta segunda-feira (23/3) com debates centrais sobre a proteção de rotas, habitats e áreas críticas para espécies migratórias. O destaque do dia foi a articulação em torno do recém-criado Parque Nacional Marinho do Albardão (RS), peça-chave para a segurança das baleias no Atlântico Sul.

A ministra Marina Silva ressaltou que a criação da unidade de conservação (UC) é um ativo estratégico que materializa os compromissos discutidos internacionalmente. “A criação do Parque Nacional do Albardão é peça fundamental dentro das políticas do Governo do Brasil para a conservação da biodiversidade. Unidades de conservação como esta são estratégicas para a segurança das espécies migratórias e reforçam o compromisso do país com metas de conservação de longo prazo discutidas aqui na COP15”, afirmou a ministra.

O protagonismo brasileiro na defesa de santuários marinhos foi reforçado pelo presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, que destacou a mobilização em torno do Plano de Ação para as Baleias do Atlântico Sul.

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“O Governo do Brasil mantém uma defesa intensa da proposta na Comissão Baleeira Internacional (CBI) e, apesar de pequenos entraves remanescentes, há uma forte mobilização multinacional para garantir a aprovação definitiva do santuário em um futuro próximo”, declarou. O CBI é o órgão intergovernamental global encarregado da conservação e da gestão da caça às baleias.

O chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade do MMA, Carlos Eduardo Marinello, explicou que o Espaço Brasil cumpre a função de vitrine das soluções nacionais. “O espaço foi concebido para reunir experiências e iniciativas relacionadas à realidade brasileira no âmbito da COP15, complementando os eventos paralelos e ampliando a visibilidade das nossas ações de conservação”, pontuou.

O debate sobre os grandes cetáceos ocorreu em um momento simbólico. Criado em 6 de março, o Parque Nacional do Albardão protege ecossistemas marinhos estratégicos e fortalece a conectividade em uma região vital para o descanso e reprodução de espécies ameaçadas. De acordo com o MMA, a UC foi desenhada para proteger os ambientes mais sensíveis do litoral sul, reduzindo pressões sobre espécies migratórias, enquanto a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão ordena o uso sustentável, compatibilizando a conservação com a pesca artesanal local. As UCs ficam localizadas no Rio Grande do Sul.

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Clima, pesca e segurança alimentar na Amazônia

A programação do Espaço Brasil nesta segunda-feira (23) também deu voz aos desafios do Norte do país com o painel sobre vulnerabilidades da dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e da piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii). O debate conectou a conservação dos grandes bagres amazônicos de rota longa, que realizam a maior migração de água doce do mundo, à segurança alimentar e economia regional.

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, alertou que impactos como desmatamento e hidrelétricas estão rompendo ciclos milenares. “A falta de previsibilidade nos regimes de chuva compromete a produtividade pesqueira e gera graves consequências socioeconômicas para as comunidades que dependem dessa atividade”, disse.

Acesse a programação completa do Espaço Brasil neste link.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado de cacau entra em alerta com risco de El Niño e ameaça de seca na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau segue convivendo com um cenário de contrastes. De um lado, a expectativa de recuperação da oferta global e a perspectiva de superávit nos próximos meses pressionam os preços. De outro, os riscos climáticos nas principais regiões produtoras do mundo continuam alimentando a volatilidade e impedindo movimentos mais acentuados de queda.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a combinação entre previsões de chuvas abaixo da média na África Ocidental e o aumento das chances de formação do fenômeno El Niño mantém o mercado em estado de alerta, especialmente em um momento decisivo para o desenvolvimento da próxima safra.

Preços acumulam forte valorização no mês

Apesar do viés baixista predominante nos fundamentos do mercado, os contratos futuros registraram ganhos expressivos ao longo de maio.

Na semana encerrada em 29 de maio, o cacau foi negociado a US$ 3.923 por tonelada em Nova York e a 2.975 libras esterlinas por tonelada em Londres. No acumulado mensal, as cotações avançaram 12,3% e 13,5%, respectivamente.

Segundo a analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Carolina França, os movimentos recentes foram impulsionados principalmente por fatores técnicos e ajustes de posicionamento dos investidores.

O mercado também acompanhou informações sobre uma possível safra mais robusta na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, além de preocupações relacionadas à qualidade das amêndoas produzidas na África Ocidental. Ainda assim, não houve alterações significativas nos fundamentos globais de oferta e demanda.

Clima continua sendo o principal fator de risco

As condições meteorológicas permanecem no centro das atenções do setor cacaueiro.

Na Costa do Marfim, os volumes de chuva seguem acima dos registrados no ciclo anterior e próximos da média histórica, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Em Gana, segundo maior produtor da região, as precipitações também apresentam desempenho positivo, contribuindo para o potencial produtivo da safra.

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Entretanto, especialistas alertam que o excesso de umidade também pode aumentar a incidência de doenças e dificultar parte das operações de campo.

O principal ponto de atenção está nas previsões climáticas para junho. Modelos meteorológicos indicam redução das chuvas em algumas áreas da África Ocidental durante as próximas semanas, justamente em um período considerado estratégico para a formação da safra 2026/27.

Essa fase corresponde ao florescimento das plantas que irão originar a principal colheita da próxima temporada, prevista para começar em outubro.

Caso o déficit hídrico se confirme e se prolongue ao longo do mês, o potencial produtivo poderá ser impactado, oferecendo sustentação adicional aos preços internacionais.

El Niño aumenta incertezas para a produção mundial

Outro fator que vem preocupando o mercado é o fortalecimento das expectativas para o retorno do fenômeno El Niño.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho. As projeções indicam ainda que o evento poderá permanecer ativo durante o inverno 2026/27 do Hemisfério Norte.

Os modelos climáticos apontam que a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 pode ultrapassar 1,5°C e atingir até 2°C a partir de setembro, caracterizando um episódio de forte intensidade.

Historicamente, o El Niño provoca alterações significativas nos regimes de chuva em diversas regiões produtoras de commodities agrícolas.

No caso do cacau, o fenômeno costuma favorecer condições mais secas em áreas da África Ocidental e Central, além de partes da América Central e do norte do Brasil. Em contrapartida, pode aumentar os volumes de precipitação em países como Peru e Equador.

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Além das mudanças no regime de chuvas, especialistas também monitoram a possibilidade de ondas de calor mais frequentes tanto na África quanto na América do Sul.

Mercado deve continuar reagindo rapidamente às notícias climáticas

Mesmo com a perspectiva de superávit global e estoques certificados elevados nas bolsas internacionais, o mercado de cacau continua extremamente sensível a qualquer mudança nas condições meteorológicas.

A avaliação dos analistas é que a formação do El Niño adiciona um importante componente de incerteza para os próximos meses, especialmente porque seus impactos variam de acordo com a intensidade do fenômeno e sua interação com fatores regionais, como os ventos Harmattan e o sistema de monções da África Ocidental.

Dessa forma, a tendência é que os preços continuem reagindo rapidamente a novas informações sobre o clima, a evolução das lavouras e a oferta global.

Perspectiva para o setor

Para produtores, exportadores, indústrias e investidores, o monitoramento climático deverá permanecer como um dos principais indicadores de mercado ao longo de 2026.

Embora o cenário atual ainda aponte para uma recuperação parcial da oferta mundial, os riscos associados ao clima continuam elevados. A evolução das chuvas na África Ocidental, o desenvolvimento do El Niño e o comportamento da demanda global serão determinantes para definir a trajetória dos preços do cacau nos próximos meses.

Em um mercado historicamente sensível às condições climáticas, qualquer alteração relevante na produção das principais regiões exportadoras pode desencadear novos movimentos de valorização e ampliar a volatilidade das negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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