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Na Semana do Clima de Nova York, MMA convoca mobilização global pela gestão integrada de incêndios

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) convocou um chamado à ação pela gestão integrada de incêndios, na última segunda-feira (22/09), durante a Semana do Clima de Nova York, que ocorre de 21 a 28 de setembro. A convocação, que deve ser lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP30), em Belém (PA), busca engajar os países no debate sobre o manejo do fogo e os impactos das mudanças do clima. 

O anúncio foi feito durante o painel que discutiu a cooperação internacional e o fomento às ações de prevenção e combate a incêndios florestais em nível global, com a participação do secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima. 

O representante da pasta enfatizou a necessidade de uma mobilização global para fomentar discussões sobre o tema. “Na COP30, no Brasil, precisamos ir além e adotar um chamado à ação forte e eficaz, que garanta que os incêndios florestais sejam tratados como prioridade climática global”, afirmou.  

Na avaliação do secretário, a resiliência aos incêndios exige uma abordagem que envolva toda a sociedade. “Este é um desafio global. É uma responsabilidade compartilhada proteger nossas florestas, salvaguardar os povos indígenas e comunidades tradicionais”, ressaltou. “Queremos fazer da COP30 um ponto de virada para a resiliência global contra os incêndios florestais”, concluiu. 

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Ao destacar as ações do governo federal no combate aos incêndios florestais no país, o secretário destacou a criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A legislação estabelece diretrizes para disciplinar e aprimorar o uso do fogo, com foco na prevenção e no combate a incêndios florestais, na conservação dos ecossistemas e no respeito às práticas tradicionais, envolvendo todos os entes federativos e setores da sociedade. 

A mobilização reforça a gestão integrada do fogo como uma prioridade global compartilhada e reafirma o compromisso de ampliar a colaboração entre fronteiras e instituições, por meio do compartilhamento de tecnologias, conhecimentos e recursos.  

O chamado reconhece que os incêndios florestais representam um desafio transfronteiriço e multifacetado, que afeta todas as regiões, e defende uma ação conjunta que envolva governos, povos e comunidades locais, sociedade civil, academia e setor privado. 

A ação é resultado da parceria entre o MMA, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

Também participaram da agenda a vice-ministra da Cúpula do G7 e representante pessoal do primeiro-ministro do Canadá no G& e G20, Cindy Termorshuizen, o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE e negociador-chefe de Clima do Brasil, embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, e o diretor do Escritório de Mudança do Clima, Biodiversidade e Meio Ambiente da FAO, Kaveh Zahedi. 

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A Semana do Clima de Nova York é o principal evento de ação climática do mundo e é realizado entre os dias 21 e 28 de setembro, paralelamente às sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, na cidade estadunidense. O encontro reúne chefes de Estado, representantes do setor privado e sociedade civil para discutir compromissos de redução de emissões e mecanismos de financiamento climático. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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