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Natal 2025 deve gerar mais de R$ 500 milhões em vendas no Ceará

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Comércio da Grande Fortaleza inicia preparativos para o Natal

Os principais polos comerciais da Grande Fortaleza já estão em ritmo de Natal, com decoração, planejamento logístico e estoques reforçados. Lojistas e shoppings se antecipam à data mais lucrativa do ano, visando aproveitar a expectativa de crescimento nas vendas.

Na rede de lojas de vestuário Ponto da Moda, o investimento em decoração chega a R$ 200 mil para as 13 unidades da cidade, com previsão de crescimento de 10% nas vendas em relação a 2024. Segundo Assis Cavalcante, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, o período de comercialização natalina geralmente começa por volta de 20 de novembro, mas o setor se prepara desde setembro.

Apesar da pressão inflacionária e dos juros elevados, o varejo mantém trajetória positiva desde 2022. A CDL projeta alta de 8% a 10% nas vendas durante a Black Friday e 6% a 8% entre 10 e 23 de dezembro. O principal desafio permanece sendo a escassez de mão de obra, com cerca de 20% das vagas ainda sem preenchimento.

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Shoppings investem em decoração interativa e experiências para visitantes

Os shoppings centers da região também reforçam suas estratégias para aumentar vendas e fluxo de clientes.

No Iguatemi Bosque, a expectativa é de crescimento de 15% nas vendas e 10% no fluxo de visitantes, com decoração interativa, espaços instagramáveis e brinquedos. Segundo o superintendente Wellington Oliveira, as lojas estão com estoques reforçados e equipes ampliadas para a Black Friday e o Natal.

Os shoppings RioMar Fortaleza e RioMar Kennedy, do grupo JCPM, inauguram as decorações natalinas em 1º de novembro. No RioMar Fortaleza, o tema será “Circo”, com roda-gigante iluminada e xícaras malucas. No RioMar Kennedy, os personagens Bolofofos comandam o cenário, com piano interativo, piscina de bolinhas e atrações musicais.

No Shopping Benfica, cada segmento segue cronograma próprio: decoração inicia em agosto, departamentos reforçam estoques após a Black Friday e brinquedos e eletrônicos ganham destaque em novembro, com projeção de 10% de crescimento nas vendas.

O Shopping Eusébio, na Região Metropolitana, projeta alta de 33% nas vendas, com maior procura por vestuário, perfumaria, eletrônicos, brinquedos e itens de decoração.

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Importações antecipadas garantem abastecimento e diversidade de produtos

Para atender à demanda, muitos lojistas antecipam importações, principalmente de produtos sazonais, com planejamento que começa em março e atinge o pico em setembro. Segundo Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Internacionais, mais de 100 contêineres de produtos natalinos já desembarcaram pelo Complexo do Pecém em 2025.

Entre os itens importados estão árvores de Natal, pisca-piscas, bolas, festões e guirlandas, que normalmente são liberados pela aduana apenas em novembro. Fernandes estima que o Natal deve movimentar cerca de R$ 540 milhões no Ceará, sendo um dos períodos de maior intensidade logística para o comércio exterior.

“Além de impulsionar a economia local, o período natalino exige planejamento logístico, financeiro e estratégico. Quem consegue entregar no prazo e manter preços competitivos fortalece sua posição e fideliza clientes”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hidrogel e biochar aumentam eficiência da água na cajucultura do Semiárido e reduzem perdas na implantação dos pomares

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O uso de condicionadores de solo, como o hidrogel e o biochar (biocarvão), tem se mostrado uma estratégia eficiente para aumentar a produtividade da água na cajucultura do Semiárido brasileiro. Estudos conduzidos pela Embrapa Agroindústria Tropical apontam que essas tecnologias ajudam a reduzir os efeitos da escassez hídrica, especialmente durante a implantação dos pomares de cajueiro-anão, fase considerada uma das mais críticas para o sucesso da cultura.

Os resultados demonstram ganhos tanto na sobrevivência das mudas quanto na qualidade dos frutos, além de economia significativa no uso de água para irrigação.

Hidrogel garante 100% de sobrevivência das mudas e reduz custos com irrigação

Em um dos experimentos realizados com irrigação de salvação — prática utilizada para suprir as plantas durante períodos críticos de estiagem — o hidrogel apresentou resultados expressivos.

No cultivo do clone BRS 226 (Planalto), a aplicação do polímero hidrofílico proporcionou 100% de sobrevivência das mudas, utilizando apenas 55 litros de água por planta ao ano, volume muito inferior aos cerca de 25 litros por semana normalmente recomendados para a implantação dos pomares.

Com isso, os pesquisadores estimaram uma economia de aproximadamente 46% nos custos de irrigação, tornando a tecnologia uma alternativa viável para produtores que enfrentam limitações no acesso à água.

Segundo o pesquisador Rubens Sonsol, responsável pelos estudos, a elevada mortalidade das mudas representa um dos principais desafios econômicos da cajucultura no Semiárido.

“As mudas enxertadas sofrem grande estresse ao serem transferidas do viveiro para o campo. Em muitas propriedades, até metade das plantas pode ser perdida durante o primeiro ano, aumentando os custos com reposição e reduzindo a produtividade do pomar”, explica.

Biochar melhora retenção de água e aumenta a qualidade dos frutos

Outro condicionador avaliado foi o biochar, material produzido a partir da pirólise de resíduos orgânicos em ambiente com pouco ou nenhum oxigênio.

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Nos experimentos conduzidos em condições de sequeiro, a aplicação de quatro quilos por cova elevou a taxa de sobrevivência das mudas de 26% para 68%, comprovando sua eficiência na retenção de água e na disponibilização de nutrientes em solos arenosos, predominantes nas regiões produtoras de caju.

Além da fase inicial do cultivo, os pesquisadores também analisaram o desempenho do biochar em pomares irrigados já estabelecidos.

No clone BRS 226, os resultados mostraram aumento significativo no peso médio dos pedúnculos — a parte comercial do caju conhecida como maçã — além de melhoria nas características sensoriais dos frutos, que apresentaram maior teor de açúcares e menor acidez.

Esses ganhos ampliam o potencial de aproveitamento do clone para mercados de maior valor agregado, como os segmentos de sucos, doces e processamento industrial.

Resposta ao biochar varia conforme o clone de cajueiro

Um dos principais resultados das pesquisas é que a eficiência do biochar depende do material genético utilizado.

Enquanto o clone BRS 226 apresentou melhorias expressivas na qualidade e no tamanho dos pedúnculos, o clone CCP 76 praticamente não registrou alterações nesses parâmetros.

Segundo os pesquisadores, esse comportamento reforça a necessidade de recomendações técnicas específicas para cada clone, permitindo que os produtores adotem estratégias de manejo mais eficientes e economicamente viáveis.

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Tecnologia pode ser produzida na própria propriedade

Além dos benefícios agronômicos, o biochar apresenta uma importante vantagem econômica.

O material pode ser produzido na própria fazenda utilizando resíduos provenientes da poda dos cajueiros e fornos rústicos do tipo “caieira”, tecnologia de baixo custo e acessível tanto para pequenos quanto para grandes produtores.

Além de aumentar a retenção de água e nutrientes, o biochar também contribui para:

  • melhoria da fertilidade do solo;
  • aumento da atividade de microrganismos benéficos;
  • redução da acidez;
  • maior armazenamento de carbono no solo.
Condicionadores de solo fortalecem adaptação às mudanças climáticas

Os pesquisadores destacam que hidrogel e biochar representam importantes ferramentas para ampliar a resiliência da cajucultura diante das mudanças climáticas e da crescente irregularidade das chuvas no Semiárido.

Em uma região caracterizada por solos arenosos e baixa capacidade de retenção hídrica, essas tecnologias permitem maior eficiência no uso da água, reduzem perdas na implantação dos pomares e contribuem para uma produção mais sustentável.

Com a tendência de aumento dos eventos climáticos extremos, soluções que favoreçam o aproveitamento dos recursos hídricos deverão ganhar cada vez mais espaço entre os produtores de caju, fortalecendo a competitividade da cadeia produtiva e reduzindo os riscos associados à escassez de água.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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