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Negociação preparatória para a COP30 inicia com foco na implementação de acordos climáticos e fortalecimento do multilateralismo

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A Pré-COP teve início nesta segunda-feira, 13/10, com a mensagem central de avançar na implementação dos acordos climáticos com vistas a fortalecer o multilateralismo. Participaram da abertura do evento o presidente da República do Brasil em exercício, Geraldo Alckmin, o secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) Simon Stiell, e representantes dos Círculos da Presidência da COP30. Conduziram a sessão o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e a diretora-executiva da COP30, Ana Toni.

Alckmin abriu a sessão relembrando os pilares que guiarão as negociações da Conferência em Belém. “A presidência brasileira da COP30 propôs três objetivos centrais: primeiro, reforçar o multilateralismo e o regime de mudança do clima, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas; segundo, conectar o regime climático à vida real das pessoas; e, terceiro, acelerar a implementação do Acordo de Paris, por meio do estímulo a ações e ajustes estruturais em todas as instituições que possam contribuir para isso”, pontuou o também ministro brasileiro Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Acredito que esse esforço coletivo de cooperação entre os povos deve ser canalizado aqui, nas negociações da COP, e concentrado nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) dos países no Acordo de Paris. A apresentação pelos governos de NDCs alinhadas ao objetivo de aquecimento de até 1,5ºC é sinal decisivo de seu compromisso com o combate à mudança do clima e o reforço do multilateralismo”, acrescentou.

Novas NDCs

O presidente da República em exercício reforçou a posição do Brasil de liderar pelo exemplo ao relembrar que a NDC 3.0 brasileira foi apresentada ainda na COP29, em Baku, e propõe a redução das emissões líquidas dos gases do efeito estufa de 59% a 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005 – o que significará a diminuição de 850 milhões a 1,5 bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera.

“Essa nova NDC do Brasil traz a visão de um país que reconhece a crise climática, assume a urgência da construção de resiliência e desenha um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e seus ecossistemas”, disse Alckmin.

Simon Stiell relembrou que um relatório que mede a ambição das NDCs dos países será lançado, neste mês, pela UNFCCC, além de outros dois documentos de transparência e sobre os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs). “Incentivo as Partes que ainda não submeteram suas novas NDCs a fazê-lo antes da COP 30, para que os delegados tenham uma visão mais completa quando desempenharem seu trabalho crucial em Belém”, comentou.

Transição Energética

Geraldo Alckmin também destacou o avançado estágio da transição energética brasileira. Enquanto 69 países têm 50% da produção de energia elétrica por fontes de energia renováveis, o Brasil já ultrapassou 80%.

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“Trata-se de um plano ousado, mas realista, de corte de emissões, que prevê o crescimento econômico, aliado à transição energética e à proteção de florestas, refletindo o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Somos o exemplo de que a transição energética é factível e rentável. Estamos comprometidos e esperamos o comprometimento da comunidade internacional”, sintetizou Alckmin.

Em seguida, o secretário-executivo da UNFCCC apontou para a importância da transição energética e como ela reflete positivamente na economia dos países. “Cada vez mais, a economia real está se alinhando às metas do Acordo de Paris, embora de forma desigual. No ano passado, o investimento global em energia limpa ultrapassou 2 trilhões de dólares. Quase 90% da nova capacidade de geração de energia adicionada era renovável, com um impulso crescente nas maiores economias, embora haja muito trabalho a ser feito para garantir que os vastos benefícios econômicos e humanos da transição energética sejam distribuídos de forma equitativa entre as nações”, ressaltou.

Expectativa

Stiell detalhou o que a COP30 precisa entregar para o sucesso das negociações climáticas. Segundo ele, é necessário “responder de forma clara e firme ao que os dados e a ciência mais recentes indicam sobre o progresso realizado e onde é necessário acelerar” e também “mostrar que o multilateralismo climático continua entregando, com resultados fortes em todas as negociações”.

Para isso, o secretário-executivo reafirmou a urgência da “implementação mais rápida e ampla, em todos os setores e economias, não deixando ninguém para trás”. Neste sentido, as ações climáticas, segundo ele, devem se conectar “de modo mais direto com as vidas reais em todos os lugares” – mostrando, assim, impacto em melhores empregos, padrões de vida mais elevados, ar limpo, vida saudável, segurança alimentar, entre outros aspectos.

“O Brasil chega à COP como um país que acredita que ética, inovação e sustentabilidade não são caminhos paralelos, mas o mesmo caminho. O caminho da responsabilidade compartilhada pelo futuro comum da humanidade”, sinalizou, então, Alckmin.

O presidente da COP29, Mukhtar Babayev, ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Azerbaijão, demonstrou apoio à Presidência da COP30, comandada pelo embaixador André Corrêa do Lago.

“A presidência que entrou nos deu uma direção muito clara: temos que focar em um programa justo de transição e implementar plenamente os resultados do GST. Esses dois potenciais de trabalho devem dar um sinal claro para um mecanismo financeiro”, disse, acrescentando que está em produção o Roteiro Baku-Belém, com o detalhamento de como alcançar o financiamento de 1,3 trilhão de dólares para o financiamento climático de países em desenvolvimento.

Balanço dos Círculos

Após a abertura oficial, os líderes de cada um dos quatro Círculos da Presidência da COP30 apresentaram um balanço das ações feitas até o momento. Os círculos são grupos temáticos criados para mobilizar atores públicos, privados, comunitários e internacionais na articulação de ações concretas para cada área em relação ao clima.

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O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, lidera o Círculo de Finanças, responsável por reunir insumos para o Roteiro Baku-Belém. “Trabalhamos ao longo do ano na construção de três estratégias para a Agenda da COP30. O Fundo Florestas para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), que propõe um novo modelo de financiamento baseado em investimento e não apenas em doações; a Coalizão Aberta para Integração dos Mercados de Carbono, voltada à harmonização e interoperabilidade dos mercados regulados; e a Supertaxonomia, destinada a assegurar comparabilidade e integridade entre taxonomias nacionais, orientando investimentos sustentáveis”, resumiu.

Já no Círculo dos Presidentes, o líder Laurent Fabius, presidente da COP21, de Paris, enviou um vídeo ressaltando que todos países seguem promovendo ações em consonância com o Acordo de Paris. “É muito importante focar os nossos esforços na Pre-COP e na COP não para criar novos objetivos, mas para implementar os já existentes”.

Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas do Brasil, apresentou o balanço do Círculo dos Povos. “Teremos a maior e melhor COP em participação indígena na história, com a maior delegação credenciada na zona azul”, celebrou. “Convido para que nesta COP possamos também trazer soluções que reconheçam os territórios como sumidouros de carbono e incorporar a realidade dos povos indígenas e das comunidades locais”.

Por fim, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, representou o círculo do Balanço Ético Global (BEG). A liderança do grupo é do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. O grupo é inspirado no Balanço Global do Acordo de Paris.

“A ética é o que dá sentido à ação. É o que nos lembra que enfrentar a emergência climática é também enfrentar uma crise moral e civilizatória. O BEG propõe um espaço de escuta da sociedade global sobre a articulação entre decisões políticas e a urgência de implementá-las, sob uma perspectiva ética”, observou a ministra. Ela explicou que seis diálogos do BEG foram realizados neste ano, um em cada região do mundo.

“Que a COP30 possa se constituir como o grande mutirão da implementação dos acordos até aqui alcançados. Que o BEG e os demais círculos de mobilização da COP30 possam contribuir para que ela entre para a história das COPs como a base fundante de um novo marco referencial. O marco referencial que ajudou a evitar os pontos de não retorno: tanto do clima quanto do multilateralismo climático”, finalizou Marina Silva.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Presidência da COP30)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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