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No Piauí, MMA lança plano nacional com 175 ações para fortalecer o combate à desertificação pelos próximos 20 anos

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta sexta-feira (6/3), o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB Brasil). Durante a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, em Teresina (PI), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou a resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) que oficializou a aprovação do plano.

O PAB Brasil orienta ações para combater a degradação da terra e reduzir os impactos da seca, contribuindo para o enfrentamento dos efeitos da mudança do clima no Semiárido brasileiro. A estratégia reúne 38 objetivos estratégicos e 175 ações, com indicadores de monitoramento que guiarão as iniciativas do Governo do Brasil na prevenção e combate à desertificação e na recuperação de áreas degradadas em todos os biomas até 2045.

Além de Marina Silva, participaram do ato de lançamento os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, bem como o governador do Piauí, Rafael Fonteles. 

“A mudança do clima ocorre principalmente pela emissão de gases de efeito estufa associados ao uso de carvão, petróleo e gás, que aumentam a temperatura da Terra. No caso da desertificação, há ainda um fator duplamente nefasto: o desmatamento, que, além de liberar CO₂, remove a cobertura florestal e torna as áreas mais vulneráveis. Assim, os eventos extremos se intensificam. Por isso, o PAB atua em várias frentes. Se não protegermos as bases naturais do nosso desenvolvimento, enfrentaremos cada vez mais secas, chuvas intensas e ondas de calor”, afirmou a ministra durante o evento.

Acesse aqui o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, ressaltou que o plano articula diferentes políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. “O PAB-Brasil exige atuação conjunta do governo para avançar no enfrentamento à desertificação e aos efeitos da seca. O tema envolve também segurança alimentar, acesso à terra, educação e saúde. Por isso, é resultado de uma construção coletiva e reafirma o compromisso do Governo do Brasil com os povos do Semiárido”, destacou. 

As medidas previstas no PAB Brasil podem alcançar cerca de 39 milhões de pessoas que vivem em mais de 1,6 mil municípios inseridos em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) e entornos, faixa que corresponde a aproximadamente 18% do território brasileiro.

Essas áreas englobam regiões semiáridas, áridas e subúmidas secas, caracterizadas por fragilidade ambiental e degradação da terra, em razão da combinação entre baixa pluviosidade por conta dos impactos da mudança do clima e uso inadequado do solo.

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O perímetro abrange os nove estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais, o noroeste do Espírito Santo e, pela primeira vez, municípios do nordeste do Rio de Janeiro e do noroeste do Mato Grosso do Sul. Estende-se por regiões dos biomas Caatinga, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

Coordenado pelo MMA, a elaboração do PAB Brasil teve início em 2024 e mobilizou mais de 1,5 mil pessoas, entre representantes da sociedade civil, instituições de ensino, iniciativa privada, bem como governos estaduais e municipais. O processo incluiu 13 seminários estaduais, e consulta pública na plataforma Participa + Brasil. As contribuições foram pactuadas no âmbito da CNCD.

“Esperamos que as medidas previstas no PAB, que vão desde pesquisa, educação ambiental e assistência técnica até a pactuação de práticas de produção sustentável com setores como o agro, a mineração e a energia, permitam conciliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O plano reúne ações de 48 ministérios e órgãos do governo e será implementado em parceria com a sociedade civil, governos subnacionais e iniciativa privada. Também é fundamental que haja sensibilidade do Congresso Nacional na destinação de recursos para viabilizar essas ações”, disse o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Alexandre Pires.

Entre as principais entregas do PAB Brasil, estão a implementação das Metas Voluntárias para a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), a criação do Sistema de Alerta Precoce de Desertificação e Seca (SAP) e a execução do Programa Recaatingar, com meta de restaurar 10 milhões de hectares na Caatinga. 

A iniciativa está estruturada em cinco eixos temáticos: gestão sustentável para neutralidade da degradação da terra; adaptação à mudança do clima e mitigação dos efeitos da seca; pesquisa, inovação e gestão da informação; melhoria das condições de vida da população afetada; e governança e fortalecimento institucional.

O documento também apresenta um panorama atualizado sobre a desertificação no país. Pela primeira vez, foram identificadas no Pantanal e na Mata Atlântica áreas de clima subúmido seco, além da expansão das áreas no Cerrado, dado que, segundo o plano, pode refletir os efeitos da mudança do clima em curso, com alterações nos padrões de precipitação e temperatura e intensificação do processo de aridificação.

Confira as principais entregas previstas pelo PAB Brasil:

  • Construção do Sistema de Alerta Precoce de desertificação e Seca (SAP);

  • Acompanhamento e apoio da implementação das ações dos Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDs) dos biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) para contribuir com a Neutralidade da Degradação da Terra;

  • Definição e acompanhamento das Metas Brasileiras para o Marco Estratégico 2018/2030 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês) para Neutralidade da Degradação da Terra (LDN);

  • Apoio para a criação de Unidades de Conservação;

  • Implementação de projetos de recuperação socioambiental dos Núcleos de Desertificação identificados e outras áreas degradadas pela mineração, salinização, alcalinização, sobrepastoreio, agricultura intensiva, dentre outros;

  • Implementação de projetos de recuperação socioambiental nos municípios identificados com clima árido, a partir de estudo técnico-científico;

  • Apoio técnico e financeiro aos estados que integram o Semiárido (nove estados do Nordeste, mais Minas Gerais e Espírito Santo) para elaboração dos Planos Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca;

  • Promoção da conectividade da paisagem a partir da recuperação da vegetação nativa, de soluções baseadas na natureza, de áreas verdes e da arborização urbana, de forma integrada ao Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) e ao Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU);

  • Realização de cursos de formação para mil extensionistas rurais, agricultores familiares, indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais em mudança do clima e agroecologia;

  • Identificação e publicação de plataforma digital com tecnologias voltadas ao acesso à água e ao esgotamento sanitário, com valorização de alternativas adaptativas já desenvolvidas pelas populações locais;

  • Apoio e acompanhamento da regularização ambiental de todos os imóveis rurais em territórios de povos e comunidades sociais e da agricultura familiar;

  • Construção de estratégia para o monitoramento integrado da contaminação por agrotóxicos em matrizes ambientais, alimentos e populações expostas;

  • Construção e implementação de pacto da restauração de terras degradadas no Semiárido com o setor privado da mineração, agropecuário e de energias.

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Governo do Brasil na Rua

Essa é a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, que segue com os atendimentos à população piauiense até este sábado (7/3). O programa já passou por Brasília, na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia; Heliópolis, em São Paulo, e, na sequência, em Macapá (AP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Vitória (ES). Por meio do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), o MMA também levou a Teresina serviços de microchipagem, vacinação e registro de cães e gatos. 

O Governo do Brasil na Rua é uma iniciativa interministerial sob coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR). Entre os serviços oferecidos na ação estão perícias e orientações previdenciárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), programas de crédito para microempreendedores, inclusão digital e atendimento da Caixa Econômica Federal com orientações sobre os programas Minha Casa, Minha Vida e Reforma Casa Brasil. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Conama aprova resolução sobre uso responsável do fogo

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O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, na última quarta-feira (10/6), resolução que amplia a segurança jurídica, padroniza procedimentos e fortalece a gestão integrada do uso do fogo. A deliberação ocorreu durante a 150ª Reunião Ordinária do Plenário, realizada na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. 

A norma estabelece critérios e condições mínimas para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), utilizada para realizar queima controlada com finalidades agrossilvipastoris em locais cujas peculiaridades justifiquem o uso do fogo controlado. 

Ao destacar as ações já em curso para prevenir e combater incêndios florestais, Capobianco relembrou o desafio imposto pelo El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas, o que pode provocar secas severas e risco de incêndios florestais de grandes proporções. 

Temos um desafio grande pela frente, com a chegada de um El Niño potencialmente intenso, o que vai exigir muito de nós. Será uma oportunidade para nós mostrarmos para a sociedade brasileira como essa integração pode fazer diferença”, ressaltou. 

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Na ocasião, também foi aprovada uma moção proposta pela sociedade civil que recomenda ao poder público a adoção de medidas preventivas, sistemas de alerta e protocolos de redução de riscos, diante da possibilidade um El Niño de forte intensidade.  

Também estavam presentes da reunião o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, e a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Senna.  

Unidades de Conservação e substâncias perigosas 

Outras duas resoluções foram aprovadas pelo Conselho. Uma delas amplia a possibilidade de enquadramento de Unidades de Conservação (UCs) no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A medida objetiva ampliar a integração, a visibilidade e a consolidação das áreas protegidas brasileiras. 

Já a outra estabelece restrições ao uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos eletroeletrônicos fabricados, distribuídos e comercializados no Brasil. A normativa visa reduzir impactos ambientais e riscos à saúde humana, alinhando o país às melhores práticas internacionais e fortalecendo a economia circular. 

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Outras decisões 

Além disso, duas moções apresentadas por conselheiros da sociedade civil abordam temas estratégicos da agenda ambiental. Uma delas destaca a necessidade de definição de diretrizes nacionais e de salvaguardas socioambientais e climáticas para o licenciamento ambiental de data centers no Brasil. 

A outra defende a criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Chapadinha, na Chapada Diamantina (BA). De acordo com entidades ambientais locais, há registros crescentes de violência armada contra lideranças da região. 

Outros três temas permaneceram na pauta e voltarão a ser discutidos na próxima reunião. Eles tratam da elaboração dos Planos para Episódios Críticos de Poluição do Ar, da revisão das condições e dos padrões de lançamento de efluentes em corpos d’água e do licenciamento ambiental da aquicultura.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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