Mato Grosso

Nova Olímpia: Justiça Eleitoral terá mutirão da biometria em usina de açúcar

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso confirmou sua estrutura de atendimento diretamente no ambiente de trabalho em Nova Olímpia. Em uma ação conjunta com a Usina Itamarati S.A (UISA), a 19ª Zona Eleitoral (ZE) realiza um mutirão focado nos colaboradores da empresa. A iniciativa começa na segunda-feira (24) e segue até a sexta-feira (28 de novembro). O atendimento será realizado das 07h30 às 13h30.  

A ação foi formalizada por ordem do juiz eleitoral, Anderson Gomes Junqueira.  Conforme Renato Bisse Cabral, chefe de Cartório da 19ª ZE, o foco é a busca ativa. “O objetivo é levar os serviços da Justiça Eleitoral diretamente ao eleitor, facilitando o acesso ao cadastro biométrico dos colaboradores da empresa que ainda não foram à Justiça Eleitoral.” 

Esta mobilização é parte do “Projeto Biometria 100%”, capitaneado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. A 19ª ZE, que abrange Tangará da Serra e Nova Olímpia, busca atingir a meta de 98% de cobertura biométrica estabelecida pela Corregedoria. Atualmente, Nova Olímpia possui 94,61% de seu eleitorado com biometria.  

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A parceria prevê que a UISA disponibilize a infraestrutura local, como sala, pontos de internet e tomadas. A Justiça Eleitoral deslocará a equipe de atendimento, composta pelos servidores Rute Soares da Silva, Silmara Caroline Oliveira e Adelmo Novodovoski, além de dois kits biométricos para a coleta.   

Atendimento completo sem sair do trabalho  

Durante o mutirão na usina, os colaboradores terão acesso ao portfólio completo de serviços. Será possível realizar o alistamento (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de local de votação, emissão de segunda via, e regularização de pendências, como o pagamento de multas.  

Para ser atendido, basta apresentar um documento oficial com foto, físico ou digital. No caso de transferência ou mudança de domicílio, é necessário também apresentar um comprovante de endereço. O eleitor ou eleitora já sai do atendimento com a situação regularizada. 

A equipe da 19ª ZE também orientará os eleitores a baixar e utilizar o aplicativo e-Título. O app funciona como a via digital do documento, com foto, e centraliza informações sobre local de votação e quitação eleitoral. 

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A biometria é o processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. O cadastro é pessoal e intransferível. Este avanço tecnológico impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor no momento da votação e garante a segurança dos resultados das eleições. 

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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