Nova Petrópolis: atrações da cidade mais alemã da Serra Gaúcha
Quando o assunto é Serra Gaúcha, os holofotes sempre apontam para Gramado e Canela, mas a um pulo de ambas, a exatos 35 km de Gramado, a encantadora Nova Petrópolis tem brilho próprio. A 100 km de Porto Alegre, essa charmosa cidade conecta a Região das Hortênsias, o Vale dos Sinos e a Região dos Vinhedos. A cidade, que é símbolo da imigração alemã no estado, se destaca por suas ricas tradições, belas paisagens, farta gastronomia e a arquitetura enxaimel. Veja os impderdíveis:
Cultura, natureza e gastronomia
Para quem pretende conhecer o município, que também é chamado de Jardim da Serra Gaúcha, há algumas atrações que não podem faltar no itinerário, entre elas:
Labirinto Verde
Quando se trata do mais famoso ponto turístico de Nova Petrópolis, não restam dúvidas. Situado na Praça das Flores, o Labirinto Verde é sucesso garantido entre adultos e crianças. O desafio desse atrativo, aberto em 1989, é vencer o caminho composto por pelo menos 1.700 mudas de ciprestes e chegar ao centro, onde é possível fazer belas fotos.
A sua construção foi inspirada no labirinto do Park Schönbusch, localizado em Aschaffenburg, na Alemanha . Com entrada gratuita, o labirinto em forma circular atualmente possui 28 metros de diâmetro e 2 metros de altura.
Endereço: Praça das Flores.
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Praça das Flores
O berço para a maior atração turística de Nova Petrópolis também tem a sua importância. A história da Praça das Flores se confunde com a do próprio município, visto que sua área foi demarcada assim que os imigrantes fundaram a cidade.
Oficialmente chamada Praça da República, o espaço conta com uma série de canteiros floridos. É o destino ideal para caminhar sem pressa, tirar belas fotos, tomar um chimarrão e curtir. Vale estender a visita e conhecer a Rua Coberta , que é sede para os principais eventos da cidade, incluindo o Festival de Primavera .
Endereço: Av. 15 de Novembro.
Cidade Zaandam
Criada por uma família de descendentes holandeses, a Cidade Zaandamé um espaço cultural e gastronômico que proporciona aos visitantes uma imersão na cultura dos Países Baixos. Seu nome é uma homenagem à cidade do Rio Zaan, próxima a Amsterdã.
No colorido complexo é possível encontrar um museu, um moinho de vento gigante, uma cervejaria, muita música e gostosuras típicas, que incluem um café colonial bem recheado e os famosos stroopwafel, os waffles holandeses.
Mesclando o digital e o analógico, a Experiência Edelbrauconsiste em uma visitação autoguiada e interativa. O tour é um convite para conhecer as histórias da cidade, adivinhar aromas e entender o processo de fabricação na Cervejaria Edelbrau.
Para adultos, os ingressos variam entre R$ 39,00 e R$ 79,00 com direito a um copo e degustação de cinco rótulos.
Endereço: Av. 15 de Novembro, 4024, Bairro Piá.
Parque Aldeia do Imigrante
Fundado em 1985, o Parque Aldeia do Imigranteé um espaço de conservação da cultura germânica, que reúne um acervo de itens tradicionais. Desde a culinária até a arquitetura típica, o local oferece uma imersão em elementos da terra natal dos imigrantes.
Os atrativos incluem ainda passeios de carrinho elétrico, pedalinhos e bicicleta, além de espaços infantis. Tudo isso em meio à natureza. O parque abre diariamente e os ingressos variam entre R$ 15,00 a R$ 30,00. Há também a opção com almoço incluso, que pode chegar a R$ 69,00.
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Endereço: Avenida 15 de Novembro, 1966, Centro.
Delícias Coloniais
É impossível falar de Serra Gaúcha e não mencionar a sua famosa gastronomia colonial. Em Nova Petrópolis, isso não é diferente. Há pelo menos dois estabelecimentos que se destacam: o Colina Verdee o Serra Verde .
Situado na Rua Felippe Michaelsen, o Colina Verde une pratos da culinária alemã a receitas tradicionais italianas e gaúchas. Além de um banquete de almoço com repetições liberadas, há um delicioso buffet de sobremesas. Tudo isso por R$ 110,00 para adultos e R$ 55,00 para crianças até 10 anos. Embora seja pago à parte, vale também pedir o Apfelstrudel, uma torta de maçã típica da Alemanha.
O Serra Verde , por sua vez, oferece um dos melhores cafés coloniais da cidade. São pelo menos 70 variedades de doces e salgados, sem contar com o buffet de tortas e sobremesas. As bebidas quentes, os sucos e os vinhos também estão inclusos no valor, que é de R$ 92,00 para adultos. O preço é reduzido para crianças até 11 anos.
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Outras atrações imperdíveis
Ao visitar Nova Petrópolis, vale se organizar para conhecer também as esculturas do Parque Pedras do Silêncio , um espaço que mescla cultura, arte e paisagismo. O Memorial Amstad, que conta a história do cooperativismo no Brasil, é outro local para inserir no roteiro de viagem.
Os históricos moinhos de Rasche e Hillebrand também não podem ficar de fora. Essas construções históricas remontam aos primórdios da cidade. Para os amantes da natureza, há ainda o Ninho das Águias, um espaço de contemplação e lazer que oferece uma rampa de voo livre.
Com a assinatura do Tratado de Poncho Verde em 1845, que culminou no término da Revolução Farroupilha, foram retomados os projetos de imigração e colonização do Império, interrompidos durante dez anos no Rio Grande do Sul. O estado ficou responsável por oito Colônias Provinciais, entre elas Nova Petrópolis.
A cidade, por sua vez, foi fundada em 7 de setembro de 1858 por imigrantes vindos da Pomerânia, Saxônia, Boêmia e do Hunsrück, de onde descendem a maioria dos seus habitantes. O significado do nome do novo enclave, “nova cidade de Pedro”, foi uma homenagem a Dom Pedro II e uma analogia à Petrópolis, no Rio de Janeiro, destino favorito de férias da Família Real.
A região, que excedia os limites do Rio Caí e Cadeia, tinha originalmente 35 mil hectares e abrigava quase mil habitantes em 1866. Foi no início do século 20 que a cidade se tornou mais conhecida ao criar a primeira Cooperativa de Crédito do Brasil e da América latina: a Caixa Rural de Nova Petrópolis. Hoje, o município é lar para mais de 21,5 mil pessoas.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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