Servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram, no dia 12 de maio, em São Paulo, de uma capacitação voltada à repressão do mercado ilegal de bebidas alcoólicas. O treinamento, promovido pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), reuniu cerca de 20 fiscais e técnicos da pasta com foco na identificação de indícios de falsificação e no fortalecimento das ações de fiscalização no setor.
A iniciativa buscou ampliar a eficiência das operações conduzidas pelo Mapa, especialmente no combate à comercialização irregular de bebidas alcoólicas no país. Entre os objetivos do treinamento estiveram o aumento da qualidade das denúncias encaminhadas às autoridades policiais e a qualificação das informações coletadas durante as ações de fiscalização.
A abertura da capacitação contou com a presença do superintendente de Agricultura e Pecuária em São Paulo, Estanislau Steck, além do superintendente substituto e chefe da Divisão de Defesa Agropecuária em São Paulo (DDA-SP), Fabio Paarmann.
Técnicas de identificação de bebidas falsificadas
Durante o treinamento, os participantes receberam orientações práticas sobre técnicas de identificação de possíveis irregularidades em bebidas, com atenção especial para destilados e vinhos. Foram abordados aspectos relacionados à análise de garrafas, rótulos, tampas, lacres e selos de autenticidade utilizados nos produtos comercializados.
Os especialistas também discutiram estratégias utilizadas por organizações criminosas para inserção de bebidas ilegais no mercado, além de fraudes envolvendo produtos de alto valor agregado.
Crime organizado e rotas do mercado ilegal preocupam autoridades
Outro tema debatido durante a capacitação foi a atuação do crime organizado na cadeia ilegal de bebidas alcoólicas no Brasil. As discussões incluíram ainda questões relacionadas a leilões de produtos apreendidos, mecanismos de circulação de mercadorias irregulares e as principais rotas utilizadas para distribuição desses produtos no território nacional.
Segundo os organizadores, o alinhamento entre órgãos de fiscalização e entidades do setor é considerado fundamental para ampliar a segurança do consumidor, reduzir prejuízos econômicos e fortalecer o controle sobre a qualidade das bebidas comercializadas no país.
Combate à falsificação protege consumidor e setor produtivo
O avanço das ações de fiscalização é visto como estratégico para proteger a saúde pública e preservar a competitividade do setor formal de bebidas. Produtos falsificados ou adulterados representam riscos ao consumidor, além de gerar impactos negativos para empresas legalmente estabelecidas e para a arrecadação tributária.
A expectativa é de que iniciativas de capacitação como essa contribuam para aumentar a efetividade das operações do Mapa e reforcem o enfrentamento ao mercado clandestino de bebidas alcoólicas no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio