Cuiabá

Novo público e escolha de produtos marcam estreia de feira na Praça Ipiranga

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A Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária, organizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, estreou na Praça Ipiranga, em frente ao Ganha Tempo, na segunda-feira (20), e foi marcada pela presença de um novo público e preferências. O fato agradou os expositores, assim como a rotatividade de locais, já que produtos com menor saída em um ponto acabam sendo bem vendidos em outro, devido à mudança no perfil do público visitante. O evento também tem sido uma oportunidade de superação, e a expectativa é encontrar um novo espaço para realização em todas as segundas-feiras do mês.

Para Denise Rodrigues, moradora do bairro Pedregal, a feira é uma grande oportunidade para ajudar no orçamento da casa. Ela está desempregada por conta de um acidente doméstico, teve uma queda e ainda não está totalmente recuperada. Aguarda autorização para uma cirurgia na perna, mas o procedimento é de risco. “Meu esposo é vendedor ambulante de salgados, e minha filha trabalha como menor aprendiz. Estou muito feliz em poder participar, tem sido um sucesso, já vendi quase tudo antes do almoço. As pessoas passam, gostam dos produtos e acabam levando. Quem conhece, sempre compra”, declarou.

Ela contou que passou a noite em claro para acertar o ponto exato da receita dos pães de cenoura e de batata e levar tudo fresquinho, juntamente com os biscoitos e as tradicionais petas caseiras que comercializa.

Jucelma Neiva da Costa, moradora do Jardim Colorado, não resistiu e comprou a peta (biscoito de polvilho). Só não levou mais produtos porque estava com poucos recursos. “Amo demais produtos de feira. A peta está entre minhas preferências. Hoje estou desprevenida, se tivesse mais dinheiro, ia fazer a feira mesmo. Vim ao Ganha Tempo em busca de um atendimento, passei, olhei e vi o movimento diferente na praça. Logo pensei: vou dar uma olhada e comprei”, contou.

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Victor Alexandre e a esposa também são expositores assíduos e trabalham com reserva de estoque. A produção chega a mais de 300 quilos de doces por vez, com grande variedade, doces em potes de vidro, cristalizados vendidos a granel, feitos de diversas frutas, e atendimento carismático. Para manter a diversidade, ele compra matéria-prima até no estado vizinho, Goiás, além da região de Cuiabá.

Tânia Butakka vende rosas do deserto. O diferencial está na quantidade de cores em um mesmo pé da planta. “No mínimo duas cores, mas já fiz até 28 cores em uma só rosa do deserto. Às vezes não dou conta dos pedidos, especialmente das amarelas, pretas e negras. Tem feira que venho só para entregar, porque as pessoas fazem os pedidos antecipados”, explicou.

Ela mantém um viveiro no Distrito da Guia, que, segundo relata, é sua diversão. É lá que realiza o trabalho de enxertia das plantas.

Silvia Helena Ribeiro, moradora do bairro Coxipó, em Cuiabá, também não resistiu e comprou. “Muito interessante. Eu gosto muito de rosas do deserto. Achei bem oportuna a feira aqui na Praça Ipiranga. É a primeira vez que tenho a oportunidade de passar, apesar de saber que acontece em outros locais”, disse.

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Para quem ainda não conhece, vale lembrar que a Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária acontece na primeira segunda-feira de cada mês na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá; na segunda segunda-feira, na Praça da República, em frente à Igreja Matriz; e estreou, agora, na terceira segunda-feira do mês, na Praça Ipiranga, em frente ao Ganha Tempo.

“Essas três feiras, estrategicamente localizadas na região central de Cuiabá, fortalecem o escoamento da produção da agricultura familiar, incentivam o consumo de alimentos saudáveis e movimentam a economia solidária, aproximando produtores e consumidores. Também contribuem para o empreendedorismo, como vemos nas diversas formas de artesanato, com pessoas de diferentes idades”, destacou o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão.

Mesmo no fim do mês, quando muitas pessoas já gastaram boa parte do salário, a edição alcançou bons resultados. “As pessoas gostaram e vamos dar continuidade, atendendo a pedidos dos participantes. Vamos buscar outro local para realizar a feira em todas as segundas-feiras do mês”, afirmou o coordenador de eventos da Secretaria de Agricultura, Luiz Alberto Rodrigues Leite.

O evento tem se fortalecido em infraestrutura e segurança, com apoio de parceiros como Águas Cuiabá, Energisa e diversas secretarias municipais, entre elas as de Ordem Pública (Sorp), Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Meio Ambiente e a Limpurb.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Regularização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis avança com apoio da Prefeitura de Cuiabá

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Reunião ampliada realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, sede do Governo de Mato Grosso, reuniu representantes do Estado, da Prefeitura de Cuiabá, da Assembleia Legislativa, da Câmara Municipal, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Águas Cuiabá e lideranças comunitárias para discutir uma solução definitiva para a situação fundiária dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis, localizados na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A área em discussão possui aproximadamente 72 hectares e abriga cerca de 1.800 famílias. Os moradores convivem há anos com a insegurança jurídica e, recentemente, passaram a enfrentar uma decisão judicial que determinou a desocupação de parte da região por questões ambientais. O encontro foi articulado como desdobramento de uma audiência pública realizada anteriormente na Assembleia Legislativa e teve como principal objetivo construir uma solução que concilie a preservação ambiental com o direito à moradia.

Participaram da reunião o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o deputado estadual Júlio Campos, os vereadores Katiuscia Manteli, Marcrean Santos e Sargento Joelson, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da UFMT, da Águas Cuiabá e moradores das comunidades.

Durante os debates, o Ministério Público reforçou que não há interesse em promover uma retirada indiscriminada dos moradores, mas sim buscar uma solução técnica que permita identificar quais áreas podem ser regularizadas e quais necessitam de recuperação ambiental. A ação judicial que trata da área tramita desde 2013 e envolve uma região considerada estratégica para a preservação de nascentes e cursos d’água da capital.

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Um dos principais encaminhamentos discutidos foi a realização de um estudo técnico e ambiental para mapear a situação atual da área, identificar os locais passíveis de regularização e apontar as regiões que exigem preservação permanente ou recuperação ambiental. O levantamento deverá ser elaborado pela UFMT, em parceria com a Águas Cuiabá e demais instituições envolvidas.

O prefeito Abilio Brunini defendeu que as decisões futuras sejam baseadas em critérios técnicos. Segundo ele, o estudo permitirá identificar quais famílias poderão permanecer no local e quais precisarão ser reassentadas em razão de riscos ambientais ou de segurança. O prefeito também destacou a necessidade de transformar a área em um bairro estruturado, com infraestrutura urbana, regularização fundiária e serviços públicos.

Como proposta principal, o governador Otaviano Pivetta sugeriu que a área seja transferida ao município de Cuiabá, acompanhada de um compromisso formal do Estado para auxiliar na implantação da infraestrutura necessária e no atendimento das famílias que eventualmente precisem ser realocadas. A proposta prevê ainda a participação do Estado no custeio dos estudos técnicos que irão subsidiar a solução definitiva para a região.

“Vamos fazer um termo de compromisso com o Ministério Público, com o Judiciário e com o município de Cuiabá, definindo responsabilidades e prazos. Precisamos fazer a regularização fundiária e a urbanização desses bairros. O Estado vai assumir sua parte e o município também. Vamos juntos resolver uma situação que já se arrasta há quase 20 anos”, afirmou Pivetta.

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Abilio Brunini destacou que o entendimento construído durante a reunião traz uma perspectiva concreta para as famílias que vivem na região. “A parceria entre Governo do Estado, Prefeitura, Ministério Público, Defensoria Pública e todos os entes envolvidos vai permitir construir uma solução definitiva. Muitas famílias poderão permanecer onde estão, e aquelas que estiverem em áreas de risco serão atendidas por políticas de reassentamento. O mais importante é que ninguém ficará sem resposta”, declarou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a reunião representou um avanço importante após anos de impasse. Segundo ele, a construção conjunta entre os poderes e as instituições envolvidas demonstra o compromisso de encontrar uma solução definitiva para milhares de moradores que aguardam uma resposta há décadas.

Ao final da reunião, ficou definido que será elaborado um Termo de Compromisso envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de Cuiabá, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Câmara Municipal de Cuiabá, Ministério Público, Defensoria Pública e demais instituições participantes. O documento deverá estabelecer responsabilidades, prazos para a realização dos estudos técnicos, medidas para garantir segurança jurídica às famílias durante o processo de negociação e os procedimentos necessários para a futura regularização fundiária e urbanização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis. O acordo também deverá definir as ações voltadas à preservação ambiental e à eventual realocação das famílias que ocupam áreas consideradas de risco ou de preservação permanente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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