Mato Grosso

Obras do BRT avançam com recapeamento da Avenida do CPA

Publicado

As obras de implantação do Sistema BRT avançam com o início do recapeamento da Avenida do CPA, em Cuiabá. Os trabalhos estão sendo executados pelo Consórcio Construtor BRT, inclusive aos sábados e domingos, dentro do acordo realizado com o Governo de Mato Grosso para a conclusão do modal.

O trecho que está sendo recapeado está próximo do viaduto da Avenida do CPA. Com a execução do asfalto novo, será possível liberar o trânsito em três pistas em alguns pontos, melhorando o trânsito na região.

Além do asfalto novo, as obras do BRT avançam com a concretagem das pistas no trecho próximo ao Centro Político Administrativo. Também estão sendo realizadas obras no canteiro central, com a implantação do Parque Linear, e paisagismo.

O acordo de rescisão firmado com o Consórcio Construtor BRT estabeleceu um prazo de cinco meses, que finaliza em agosto, para a conclusão do trecho aberto entre o Comando-Geral da Polícia Militar e o Conselho Regional de Engenharia (CREA).

Além disso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) já licitou o primeiro lote para a conclusão das obras em Cuiabá e Várzea Grande. O Consórcio Integra BRT será responsável pelo trecho da linha que liga o CPA ao Terminal de Várzea Grande. O contrato já está assinado e a ordem de serviço será assinada nos próximos dias.

Leia mais:  Secretaria de Saúde lança chamamento público para entidades sem fins lucrativos administrarem o Hospital Metropolitano

Já os outros lotes, que incluem o trecho da Avenida Fernando Corrêa, estações, terminais, pontes e sinalização, ainda serão licitados.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Publicado

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia mais:  Professora da Rede Estadual afirma que 2º dia do Enem exigirá interpretação integrada entre textos, tabelas e gráficos

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia mais:  Seplag abre inscrições para curso sobre Carta de Serviços ao Usuário

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana