Mato Grosso

Obras publicadas com recursos de edital do Governo de MT chegam ao mercado literário

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Mais duas obras de autores mato-grossenses, desenvolvidas com recursos do Governo de Mato Grosso, chegam ao mercado literário. O livro ‘Tribo luminescente’, de Mari Gemma De La Cruz, será lançado nesta quinta-feira (13.06), em Cuiabá. ‘Tempos íntimos’, de Larissa Campos, será apresentado aos leitores em 6 de julho, também na Capital.

E neste mês de junho ainda serão realizadas uma oficina de escrita criativa e uma roda de conversa sobre o desenvolvimento de um roteiro de filme de animação. Os projetos foram selecionados no Edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-Grossense, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Lançamento de livros

O livro ‘Tribo luminescente’ será lançado nesta quinta-feira (13.06), às 19h, na Estação 737, localizada perto da Praça da Mandioca, em Cuiabá. A obra foi inspirada no poema ‘O dia da cidade’, de Wladimir Dias-Pino, no qual o poeta conecta versos e linhas para descrever pontos de Cuiabá, formando um grande mapa.

Na mesma linha de pensamento, Mari Gemma, que é artista visual e poeta, traz imagens da luz refletidas no espelho, resultando em grafismos que imitam fragmentos de uma cidade em movimento.

A proposta é desenhar um mapa onde as imagens se associam a palavras e a números, fazendo o leitor interagir com a obra que tem formato de sanfona. As páginas abertas atingem 2,3 metros de comprimento, permitindo a visualização sob diferentes perspectivas.

A escritora Larissa Campos lança no dia 6 de julho, em Cuiabá, o livro de contos ‘Tempos íntimos’. O evento será a partir das 19h, no Espaço Cultural A Casa do Centro, na Praça da Mandioca.

A obra é composta por 24 contos, escritos entre 2020 e 2022, que trazem narrativas e personagens centrados na intimidade. Tema que sofreu influência da experiência vivida no isolamento durante a pandemia de Covid-19. Cada conto conta com um desenho em aquarela produzido pela artista Dani Dias.

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Este é o segundo livro da escritora Larissa Campos, que também é jornalista e escreveu ‘A Casa do Posto’.

Tanto o livro ‘Tribo luminescente’ quanto o projeto ‘Tempos íntimos’ foram selecionados na categoria publicação de obras literárias, categoria adulto, do Edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-Grossense.

Oficina de escrita criativa e bate-papo

Como parte do projeto ‘Tempos íntimos’, a escritora Larissa Campos conduzirá uma oficina de escrita criativa no dia 22 de junho, a partir das 9h, na Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, em Cuiabá. Nessa primeira atividade foram disponibilizadas 20 vagas gratuitas. A inscrição continua, mas para uma lista de espera para novas vagas.

Também neste mês de junho, o artista Perseu Azul irá conduzir uma roda de conversa sobre o processo de criação do roteiro do filme de animação ‘Walala’. Será no dia 29 de junho, às 15h, em sala virtual. Para participar, é necessário fazer inscrição online.

O projeto ‘Walala’ foi contemplado na categoria ‘Fomento à criação’, e, na roda de conversa, serão apresentados a história, personagens e cenas principais do filme.

O roteiro traz uma floresta impactada pelo agronegócio, onde vive a última nação indígena composta por três pessoas. Walala é a mais nova dentre elas, e também é a principal personagem de um jogo, sem que ela saiba. Ignorando até mesmo que existe vida além da floresta, ela é vigiada pelos jogadores que estão num safári em busca de imagens dela.

Edital de Literatura

O Edital Estevão de Mendonça de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-Grossense foi lançado em 2022 e contou com R$ 2 milhões distribuídos em 67 projetos de criação (incentivo a novos autores), publicação de livros e fomento à leitura (contação de histórias, formação de mediadores e de escritores).

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Em 2023, foi lançado o Edital Prêmio Literatura Mato Grosso dentro do leque de seleções públicas viabilizadas com recursos da Lei Paulo Gustavo. A edição conta com R$ 1 milhão de recursos para reimpressão ou reedição de 20 obras de autores mato-grossenses.

Outras obras viabilizadas pelo Edital foram lançadas recentemente, e os autores seguem com o trabalho de promoção dos livros.

‘Um olhar que me consola’, de Bianca Tamashiro, ‘Os viajantes’, de Fabrício Moraes, e ‘A vovó maluquinha’, de Silvana Bazani e Adelle Athena Bazani Ribeiro, já foram publicadas e os autores estão promovendo rodas de conversa e oficinas gratuitas ao público.

Essas ações são contrapartidas do autor, previstas no Edital, para ampliar o acesso das obras literárias à população. Entre elas estão a doação de exemplares, incluindo obras com tradução em Braille ou transcrição em áudio, para distribuição a bibliotecas públicas cadastradas. Uma delas é a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, em Cuiabá.

Serviço:

Lançamento do livro Tribo Luminescente
Data: Quinta-feira (13-06), às 19h
Local: Estação 737, rua Governador Rondon 737 – próximo à Praça da Mandioca – Cuiabá

Oficina Do rascunho ao texto
Data: 22 de junho, a partir das 9h
Local: Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça – Centro de Cuiabá
Inscrições gratuitas para lista de espera: https://forms.wix.com/f/7194524525189398714

Roda de conversa Walala
Data: 29 de junho, às 15h
Local: Transmissão online
Inscrições: WhatsApp (66) 99684-4959

Lançamento do livro Tempos Íntimos
Data: 6 de julho, às 19h
Local: Espaço Cultural A Casa do Centro, na Praça da Mandioca, em Cuiabá
Mais informações: @laricampos10

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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