Educação

Oficina do MEC revisa Indicadores de Qualidade na Educação

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), em parceria com a Ação Educativa, realizou, na quinta-feira, 21 de agosto, em São Paulo, uma oficina de trabalho voltada à atualização dos Indicadores de Qualidade na Educação (Indiques) – Ensino Fundamental, com foco nos anos finais dessa etapa escolar.  

O processo é coordenado pelo grupo de trabalho (GT) interinstitucional, formado por representantes do MEC, da Ação Educativa, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), do Projeto Seta, de secretarias estaduais e municipais de educação, além de especialistas e representantes da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola das Adolescências (Renapea).  

Os indicadores de qualidade são uma metodologia de autoavaliação participativa, criada para apoiar escolas e comunidades na análise da qualidade da educação. Eles estão estruturados em sete dimensões: ambiente educativo; práticas pedagógicas e avaliação; ensino e aprendizagem da leitura e escrita; gestão escolar democrática; formação e condições de trabalho dos profissionais; acesso e permanência dos alunos; e ambiente físico escolar.  

Esses indicadores permitem que gestores, professores, estudantes, famílias e a comunidade reflitam sobre a realidade escolar e contribuam para a elaboração de planos de melhoria. Cada dimensão aborda aspectos essenciais da vida escolar, desde o relacionamento entre estudantes e profissionais até a qualidade das práticas pedagógicas e a estrutura física da escola.  

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O MEC se reuniu com técnicos da Renapea em mais um encontro do GT que coordena a atualização dos indicadores, com o intuito de qualificar a reflexão sobre as dimensões dos indicadores de qualidade dos anos finais do ensino fundamental, que serão pré-testados por gestores escolares. A Ação Educativa realizou a mediação desse encontro formativo, com a participação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), da Unicef, da Roda Educativa e da Fundação Carlos Chagas.  

Durante a oficina, os participantes analisaram coletivamente a versão preliminar dos indicadores, discutiram ajustes metodológicos e sistematizaram contribuições, colaborando para a construção da versão ajustada. A atividade possibilitou que os indicadores reflitam a diversidade das escolas e contemplem inclusão, interseccionalidade de raça e gênero, participação da comunidade escolar e especificidades dos anos finais do ensino fundamental.  

A atualização dos Indiques se articula ao Programa Escola das Adolescências, fortalecendo a participação da comunidade escolar e promovendo uma escola acolhedora, democrática e comprometida com o desenvolvimento integral dos adolescentes.  

Escola das Adolescências – O Programa Escola das Adolescências, instituído pela Portaria nº 635/2024, é uma estratégia do governo federal de apoio técnico-pedagógico e financeiro para fortalecer os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano). Conjugando esforços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a iniciativa busca construir uma proposta para essa etapa de ensino que se conecte com as diversas formas de viver a adolescência no Brasil; promova um espaço acolhedor; e impulsione a qualidade social da educação, melhorando o acesso, o progresso e o desenvolvimento integral dos estudantes.  

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A política inclui a produção e a divulgação de guias temáticos sobre os anos finais do ensino fundamental, bem como incentivo financeiro a escolas priorizadas segundo critérios socioeconômicos e étnico-raciais. Além disso, encoraja maior conexão com as características dos anos finais, promovendo a construção de trajetórias de sucesso escolar. Suas estratégias se dividem em três eixos: governança; organização curricular e pedagógica; e desenvolvimento profissional.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC comemora 24 anos da Lei de Libras

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O Ministério da Educação (MEC) celebra, nesta sexta-feira, 24 de abril, os 24 anos da Lei de Libras (Lei nº 10.436/2002), que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda brasileira. 

Para reforçar seu papel na inclusão dessa população nos sistemas educacionais, o MEC participou da sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos 24 anos da Lei de Libras. A pasta foi representada pela diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos, Patrícia Rezende-Curione. Ela destacou que a norma é uma conquista histórica do povo surdo e um avanço fundamental na garantia dos direitos linguísticos no Brasil – mais do que comunicação, trata-se de assegurar aos surdos acesso à educação, à cultura, à informação e à participação social em sua própria língua. 

“A Libras não é apenas um instrumento de comunicação, mas expressão de identidade, cultura e cidadania. Reconhecê-la como política de Estado é garantir que os direitos linguísticos das comunidades surdas sejam efetivados em todas as esferas”, destacou. 

Ações – Desde 2023, o MEC reafirma seu compromisso com a consolidação da educação escolar bilíngue de surdos e o respeito aos direitos linguísticos, identitários e culturais de cada estudante. Para isso, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), tem promovido ações em prol dos mais de 60 mil estudantes surdos em todo o Brasil. 

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Dentre as iniciativas, destaca-se o programa Rede Nacional de Formação Continuada de Professores (Renafor), com investimentos de mais de R$ 5 milhões para o custeio e o pagamento de bolsas. A rede oferece cursos de formação continuada para a educação bilíngue de surdos, em parceria com instituições federais de ensino superior (IES). Em 2025, foram realizados 20 cursos de formação continuada com 4.925 vagas disponíveis, além de um curso de capacitação com 350 vagas e dois projetos de boas práticas, com campeonatos artísticos e literários, realizados em escolas que apresentam estudantes surdos. 

Entre os 19 objetivos do Novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, está o de nº 10, dedicado à educação especial inclusiva e à educação bilíngue de surdos. São listadas, ao todo, quatro metas principais e 31 estratégias para assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem do público surdo nas instituições de ensino, garantindo o uso das Libras como sua primeira língua de instrução. 

A Educação Bilíngue de Surdos também integra o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Equidade, no eixo do Programa Diversidades. Em 2025, 133 escolas bilíngues e escolas com turmas e classes bilíngues de surdos foram beneficiadas, com repasse total de mais de R$ 321 mil. 

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Para fins de construção do primeiro Marco Referencial de Equidade na Educação, o Ministério da Educação está elaborando a Política de Educação Bilíngue de Surdos. Com esse intuito, mantém diálogo com instituições da sociedade civil e pesquisadores, por meio da Comissão Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (CNEBS), instituída pela portaria nº 993/2023. A comissão presta consultoria e assessoramento para subsidiar o MEC na elaboração, no acompanhamento e na avaliação da política. 

Em 2024, no âmbito da Cnebs, foi publicada a Resolução nº 13/2024, que instituiu o grupo de trabalho da política, com o objetivo de trazer contribuições específicas relacionadas à oferta, ao fortalecimento, ao monitoramento e à avaliação de políticas públicas para essa modalidade de ensino. 

Outra ação promovida pelo MEC foi a Jornada de Formação para Gestores da Educação Bilíngue de Surdos, realizada em outubro de 2025. O evento, voltado aos gestores das secretarias da educação e diretores de escolas com classes e turmas bilíngues ou escolas bilíngues de surdos, proporcionou um espaço de diálogo formativo sobre a Política de Educação Bilíngue de Surdos. A Jornada buscou conhecer de perto a realidade de seus atores, além de difundir as políticas públicas voltadas à educação bilíngue de surdos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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