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Óleo de soja lidera altas e sustenta complexo, enquanto farelo mantém firmeza com demanda aquecida

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Óleo de Soja Lidera Altas e Impulsiona Complexo

O mercado de derivados da soja apresentou desempenho positivo em fevereiro, com destaque para o óleo, segundo análise do relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Na Bolsa de Chicago, o óleo de soja foi o principal destaque, registrando valorização de 11,5% no mês, atingindo cerca de 57,5 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi impulsionado principalmente pela alta do petróleo, maior demanda por biocombustíveis e expectativas mais firmes de consumo global de óleos vegetais.

Com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, o cenário ganhou ainda mais força, levando os contratos do óleo de soja a alcançarem os níveis mais elevados desde 2023, sustentados por estoques mais ajustados e demanda energética crescente.

Farelo de Soja Avança com Demanda e Exportações

O farelo de soja também apresentou valorização no período, embora em ritmo mais moderado. Em Chicago, os preços subiram cerca de 4% em fevereiro, atingindo US$ 306 por tonelada, com avanço para aproximadamente US$ 310/t em março.

Apesar da pressão inicial provocada pela expectativa de ampla oferta global — especialmente com o avanço da colheita na América do Sul — os preços encontraram sustentação na segunda metade do mês. O suporte veio da demanda firme pelo derivado e da manutenção de boas margens de esmagamento nos Estados Unidos.

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No Brasil, o comportamento foi semelhante. Mesmo com a entrada da safra, o mercado doméstico registrou valorização de cerca de 1%, com o farelo sendo negociado próximo de R$ 1.840 por tonelada em Campinas. O bom ritmo das exportações também contribuiu para reduzir a disponibilidade interna e sustentar os preços.

Petróleo e Biocombustíveis Sustentam Preços

Um dos principais vetores para o desempenho dos derivados da soja tem sido a forte correlação com o mercado de energia. A alta do petróleo eleva a competitividade dos biocombustíveis, aumentando a demanda por matérias-primas como o óleo de soja.

Esse cenário reforça o papel estratégico do óleo dentro do complexo soja e tende a continuar influenciando a formação de preços tanto do próprio óleo quanto do farelo, devido ao impacto nas margens de processamento.

Além disso, discussões sobre o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel — atualmente em 15% — seguem no radar do mercado. A possibilidade de elevação para 17% é vista como um fator que pode ampliar ainda mais a demanda por óleo de soja.

Margens de Esmagamento Permanecem Favoráveis

Outro ponto de destaque do relatório é o nível elevado das margens de esmagamento da soja, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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Essas margens têm sido sustentadas pela combinação de preços mais baixos do grão e valorização dos derivados, especialmente do óleo. Como resultado, a participação do óleo na receita total do processamento (oil share) permanece acima da média histórica.

No Brasil, a ampla oferta de soja durante a safra também contribui para manter a competitividade da indústria de esmagamento, reforçando a dinâmica positiva do setor.

Perspectivas: Energia Segue no Centro das Atenções

Para os próximos meses, o relatório aponta que o equilíbrio entre oferta e demanda seguirá determinante para o comportamento dos preços, especialmente em um cenário de volatilidade no mercado de energia.

A tendência é que:

  • O óleo de soja continue sendo sustentado pela demanda energética e pelo petróleo;
  • O farelo mantenha firmeza, apoiado na demanda doméstica e externa;
  • As margens de esmagamento sigam favoráveis, dependendo da relação entre preços do grão e dos derivados.

Diante desse cenário, o complexo soja deve continuar altamente sensível aos movimentos do mercado global de energia, consolidando a importância dos biocombustíveis na formação de preços agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja superam 72,7 milhões de toneladas em 2026 e mantêm ritmo forte, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de grãos seguem aquecidas em 2026. Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica que o Brasil já embarcou 72,79 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, consolidando um desempenho robusto no comércio internacional e reforçando a liderança do país como maior fornecedor global da oleaginosa.

As estimativas da entidade, baseadas na programação dos navios, mostram ainda que os embarques de farelo de soja atingem 12,85 milhões de toneladas no acumulado do ano, enquanto as exportações de milho chegam a 6,25 milhões de toneladas.

Junho mantém ritmo elevado nas exportações

Somente em junho, a previsão da ANEC aponta embarques de aproximadamente 14,05 milhões de toneladas de soja, além de 2,44 milhões de toneladas de farelo, 497,6 mil toneladas de milho e 103 mil toneladas de trigo. O volume confirma a continuidade do intenso fluxo logístico observado nos principais corredores de exportação do país.

Na semana analisada pela entidade, os maiores volumes embarcados concentraram-se nos portos de Santos, Paranaguá, São Luís/Itaqui, Barcarena, Rio Grande, São Francisco do Sul, Aratu/Cotegipe e Itacoatiara, que seguem desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agrícola brasileira.

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Soja apresenta crescimento frente a 2025

Na comparação com igual período do ano passado, os embarques de soja continuam em trajetória positiva. O crescimento ocorre principalmente entre abril e junho, refletindo uma combinação de safra volumosa, elevada competitividade do produto brasileiro e demanda internacional consistente.

O farelo de soja também registra avanço em relação ao mesmo intervalo de 2025, impulsionado pelo aumento da industrialização da oleaginosa e pela demanda de mercados consumidores voltados à produção de proteína animal.

Já o milho mantém ritmo mais moderado neste primeiro semestre, comportamento considerado sazonal em razão da concentração das exportações após o avanço da colheita da segunda safra.

China amplia liderança entre compradores da soja brasileira

A China permanece como o principal destino da soja exportada pelo Brasil. Entre janeiro e maio, o país asiático respondeu por 70% das compras do grão brasileiro, mantendo ampla vantagem sobre os demais mercados.

Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%), Irã (2%), México (2%), Argélia (2%) e Bangladesh (1%). Os demais países representam conjuntamente 7% das exportações.

Mercados do milho são mais diversificados

Nas exportações de milho, o Egito lidera entre os compradores, com participação de 27%, seguido por Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%), Malásia (5%), Marrocos (3%), Arábia Saudita (3%), China (3%) e Iêmen (2%). Esse perfil demonstra uma carteira de clientes mais diversificada em comparação com a soja.

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Farelo de soja atende principalmente países asiáticos

Os embarques de farelo apresentam distribuição equilibrada entre diferentes mercados. A Indonésia lidera as importações com 18%, seguida por Tailândia (12%), Irã e Holanda (9% cada), Polônia e Espanha (7%), além de Bangladesh, Coreia do Sul e França, com participações relevantes.

Perspectiva segue positiva

Os números da ANEC indicam que o Brasil mantém forte competitividade no mercado internacional de grãos em 2026. A combinação entre elevada produção, eficiência logística e demanda externa aquecida sustenta o desempenho das exportações, especialmente da soja e de seus derivados.

Com a continuidade da safra de milho e a manutenção da procura internacional por alimentos e matérias-primas para ração animal, a expectativa é de que o fluxo de embarques permaneça intenso ao longo do segundo semestre, reforçando a importância do agronegócio brasileiro para o abastecimento global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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