A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou a soltura de uma onça parda na região de Cáceres esta semana. O felino foi o primeiro animal a ser transportado pela van que foi adquirida este ano pelo órgão ambiental para transporte especializado de animais silvestres.
A onça parda fêmea foi encontrada na região urbana de Cáceres com pequenas queimaduras nas patas, duas lesões no tórax e escoriações na região do joelho. Após ser resgatada pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) do município, foi transportada até o quartel do Corpo de Bombeiros de Poconé, onde ocorreu uma parada antes de chegar ao destino para tratamento: a base da Ampara Silvestre, na região de Porto Jofre.
Após ser comunicada sobre o transporte da onça, analistas da Sema entraram em contato com uma equipe do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que estava a serviço em Poconé solicitando apoio para estabilizar o felino e continuar o translado.
No quartel do Corpo de Bombeiros a equipe do Ibama realizou sedação, hidratação e cobriu a cabeça e barriga com toalhas úmidas para amenizar a inalação de poeira, o ressecamento dos olhos e evitar hipertermia.
O animal seguiu em reabilitação na base da Ampara por aproximadamente dez dias, até sua soltura, que foi realizada pela Sema. O animal foi solto na mesma região em que foi resgatada, em Cáceres, seu habitat natural, em uma área de soltura na fazenda Várzea Funda.
A ação de soltura foi uma ação integrada entre Sema, Ibama, Ampara, Batalhão de Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros.
“Essa ação só foi possível pela integração e parceria de todas as instituições envolvidas”, afirmou a médica veterinária do Ibama, Fernanda Gaio.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Eder Toledo, falou da importância do transporte adequado do animal que foi levado de Poconé para Cáceres, para sua soltura, na van da Secretaria.
“É um veículo novo, com um grande espaço interno que permite o transporte de uma caixa grande. O veículo é climatizado, o que fez com que o animal viajasse de forma tranquila, mesmo no calor. É uma ferramenta adequada de trabalho para poder fazer o transporte e soltura de animais, como é o caso dessa onça que por ser um animal totalmente melindroso precisa de uma estrutura para poder fazer adequadamente o manejo”, ressaltou.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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