Mato Grosso

Operação da Polícia Civil contra o crime organizado prende cinco pessoas em Colniza

Publicado

A Delegacia de Colniza realizou, nesta quinta-feira (05.12), uma ação para reprimir ações do crime organizado no município. Quatro suspeitos foram presos em flagrante por integrar organização criminosa, tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e corrupção de menores. Um foragido pelo crime de homicídio também foi preso.

A ação faz parte da operação estadual Tolerância Zero ao Crime Organizado, lançado pelo Governo de Mato Grosso no dia 25 de novembro, e foi conduzida pela Delegacia de Colniza, com apoio do Núcleo de Inteligência da Regional de Juína. Onze pessoas foram conduzidas para esclarecimentos.

De acordo com o delegado Lucas Pereira, a ação policial teve por objetivo desarticular atividades criminosas ligadas a uma facção, que pratica delitos como tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo, corrupção de menores e homicídio.

Os presos também são investigados pelo homicídio de Weverson Lima Januário, morto supostamente porque pertenceria a um grupo rival.

Leia mais:  "Habitação era nosso grande desafio e hoje a realidade de Tapurah começa a mudar", afirma prefeito

As investigações apontaram que os suspeitos eram responsáveis por pontos de vendas de drogas, armazenagem de armas e a execução de crimes violentos, incluindo homicídios cometidos a mando do grupo criminoso.

Além das prisões, a operação resultou na apreensão de armas de fogo, munições, drogas e outros materiais utilizados no tráfico.

“A operação reflete o compromisso do Governo de Mato Grosso com o enfrentamento ao crime organizado e com a garantia da segurança da população”, destacou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

Publicado

Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

Leia mais:  Primeiras-damas de MT e Cuiabá unem forças para auxiliar as famílias afetadas por enchentes na Capital

Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

Leia mais:  Bombeiros combatem incêndio em vegetação em Ecoponto de Primavera do Leste

A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana